Corinthians Campeão da Copa do Brasil 2002

No ano do pentacampeonato mundial, em 2002, a Copa do Brasil quase testemunhou a maior zebra da história do futebol nacional. O fenômeno atendia pelo nome de Brasiliense Futebol Clube, equipe fundada em 2000 em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. Por muito pouco, o clube não se sagrou campeão da segunda maior competição do país com menos de dois anos de existência.

No fim, o título ficou com o Corinthians, que conquistou o bicampeonato. Ainda sob o impacto do vice em 2001, o clube paulista trouxe um nome de peso para o comando técnico: Carlos Alberto Parreira, que, pela primeira vez desde 1982, não treinaria uma seleção em ano de Copa do Mundo. Sorte do Timão.

Na primeira fase, o Corinthians enfrentou o River, do Piauí, e venceu ambos os jogos: 2 a 1 no Albertão, em Teresina, e 2 a 0 no Pacaembu. Na segunda fase, eliminou o Americano em partida única, ao golear por 6 a 2 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes, dispensando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro, em dois confrontos equilibrados. No primeiro jogo, no Morumbi, o Alvinegro empatou em 2 a 2, ficando dependente de um resultado positivo fora de casa. A classificação veio no Mineirão, com uma vitória por 3 a 2. Nas quartas, o Corinthians eliminou o Paraná com uma vitória por 3 a 1 no Pacaembu e uma derrota mínima por 1 a 0 em Curitiba.

A semifinal reservou dois clássicos Majestosos contra o São Paulo. Na verdade, as equipes se enfrentaram quatro vezes em um curto intervalo, pois também decidiam o Torneio Rio-São Paulo. O Corinthians levou a melhor em ambas as frentes. Na Copa do Brasil, venceu a ida por 2 a 0 e perdeu a volta por 2 a 1, ambos os jogos no Morumbi. Deivid foi o autor do gol decisivo que garantiu a vaga na final nacional.

A decisão de 2002 foi disputada entre Corinthians e Brasiliense. O Jacaré assombrou o país ao superar Vasco-AC, Náutico, Confiança, Fluminense e Atlético-MG. No primeiro jogo, no Morumbi, o Timão venceu por um apertado 2 a 1, com dois gols de Deivid. A volta ocorreu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. O Brasiliense abriu o placar ainda no primeiro tempo e, naquele momento, tinha a mão na taça devido ao critério do gol fora de casa. Contudo, Deivid, iluminado, marcou o gol do empate por 1 a 1 no segundo tempo, garantindo o título ao Corinthians.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Daniel Augusto Júnior/Corinthians

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2001

Existe uma curiosa discussão cronológica sobre a virada dos anos 2000: enquanto o milênio começou no ano 2000, o século 21 iniciou-se formalmente apenas em 2001. De qualquer forma, para a Copa do Brasil, o ano de 2001 parecia um universo distante de 1989, data de sua fundação.

Foi justamente na entrada do novo século que a competição encontrou o formato que se tornaria o mais tradicional de sua história: 64 participantes, sendo 54 classificados via estaduais e dez pelo recém-criado Ranking da CBF. O detalhe mais impactante, contudo, foi a exclusão dos clubes que disputavam a Libertadores, uma tentativa de aliviar o calendário que perduraria pelos 12 anos seguintes.

Mesmo sem os times da Libertadores, o título caiu em mãos conhecidas. Pela quarta vez, o Grêmio ergueu a taça, sob o comando de um promissor técnico chamado Adenor Bacchi, o Tite. A trajetória, porém, não foi simples. Na primeira fase, o Tricolor precisou reverter a derrota por 3 a 2 sofrida na ida contra o Villa Nova-MG, goleando por 4 a 1 no Estádio Olímpico na volta.

Na segunda fase, o Imortal enfrentou o Santa Cruz e voltou a perder o primeiro jogo, em Recife, por 1 a 0. No jogo de volta, em Porto Alegre, a vitória por 3 a 1 garantiu a classificação. Nas oitavas de final, o Grêmio superou o Fluminense com uma vitória magra por 1 a 0 no Olímpico e segurou um empate sem gols no Maracanã.

As quartas de final reservaram dois duelos eletrizantes contra o São Paulo. No primeiro, vitória gremista por 2 a 1 em casa. No segundo, disputado em uma tarde de quarta-feira devido à crise do apagão de 2001, um novo triunfo por 4 a 3 em pleno Morumbi selou a vaga. Na semifinal, o Grêmio eliminou o Coritiba com duas vitórias: 3 a 1 no Olímpico e 1 a 0 no Couto Pereira.

A decisão foi uma revanche da final de 1995 contra o Corinthians, que chegava à final após derrotar Joinville, Goiânia, Flamengo-PI, Athletico-PR e Ponte Preta. O jogo de ida, no Olímpico, começou de forma dramática para o Tricolor, que viu o adversário abrir 2 a 0. A reação veio na etapa final com dois gols de Luís Mário, selando o empate em 2 a 2. A volta, no Morumbi, foi um dos maiores domínios táticos já vistos em finais. Com gols de Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba, o Grêmio venceu por 3 a 1 e isolou-se, na época, como o único tetracampeão da competição.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2000

O novo milênio começou no ano 2000 e, com ele, a Copa do Brasil passou por mais uma mudança, algo que se tornou constante desde 1995. A alteração da vez foi o aumento no número de participantes, de 64 para 69. A conta era estratégica: 54 clubes via estaduais, dez convidados e os cinco representantes brasileiros na Libertadores, que entravam diretamente nas oitavas de final. Tal configuração exigiu a criação de fases adicionais para acomodar todas as equipes.

O título, contudo, não ficou com nenhum dos "libertadores", mas sim com um clube que iniciou sua jornada desde a primeira fase, protagonizando a campanha mais longa de um vencedor até então. Pela terceira vez, e da maneira mais épica possível, o Cruzeiro chegaria ao topo. Na primeira fase, a Raposa superou o Gama após um empate por 1 a 1 em Brasília e uma goleada por 4 a 1 no Mineirão.

Na segunda fase, o adversário foi o Paraná. No jogo de ida, no Pinheirão, em Curitiba, o Cruzeiro venceu por 2 a 0 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na terceira fase, enfrentou o Caxias: triunfo por 3 a 1 no Estádio Centenário, no interior gaúcho. Como a regra de eliminação do jogo de volta não se aplicava mais a partir daquela fase, os mineiros precisaram confirmar a vaga em Belo Horizonte, o que fizeram com uma goleada sonora de 6 a 1.

Nas oitavas de final, o Cruzeiro mediu forças com o Athletico-PR. Na ida, venceu por 2 a 1 no Mineirão; na volta, garantiu a vaga com um empate por 2 a 2 na Arena da Baixada. Nas quartas, a vítima foi o Botafogo, superado com uma vitória por 3 a 2 em Belo Horizonte e um empate sem gols no Rio de Janeiro.

Na semifinal, a Raposa encarou o Santos. A primeira partida, no Mineirão, terminou com uma confortável vantagem de 2 a 0 para os mineiros. No segundo jogo, na Vila Belmiro, a classificação para a final foi selada com um empate por 2 a 2.

A grande decisão foi entre Cruzeiro e São Paulo, que havia superado Comercial-MS, Sinop, América-RN, Palmeiras e Atlético-MG. O jogo de ida, no Morumbi, terminou sem gols. A volta, no Mineirão, foi carregada de tensão. Os paulistas abriram o placar aos 21 minutos do segundo tempo e pareciam ter a taça nas mãos. O empate cruzeirense veio aos 35 minutos, com Fábio Júnior, mas o resultado ainda favorecia o Tricolor pelo gol fora. Até que, aos 45 minutos, uma falta foi marcada na entrada da área. Geovanni bateu rasteiro, a bola passou pelo meio da barreira e morreu no fundo da rede: 2 a 1 para o Cruzeiro, o novo tricampeão da Copa do Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
13 jogos | 8 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Juventude Campeão da Copa do Brasil 1999

Dez anos após sua criação, a Copa do Brasil dobrou de tamanho. Em 1999, o torneio contou com 64 participantes. Na verdade, 65, pois a CBF precisou de um jogo extra para definir o terceiro representante pernambucano entre Náutico e Santa Cruz (vencido pelo Tricolor). Os critérios de classificação permaneceram baseados nos estaduais e em convites, que foram numerosos naquela temporada.

Em meio a tantos gigantes, o título ficou nas mãos de um campeão improvável: o Juventude. Vivendo uma fase histórica no fim dos anos 1990, o time de Caxias do Sul surpreendeu o país ao eliminar adversários de peso no mata-mata, que oficialmente ganhou uma fase a mais naquela edição.

O Ju iniciou sua trajetória contra o Guará, do Distrito Federal. No antigo Mané Garrincha, goleou por 5 a 1 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na segunda fase, enfrentou o Fluminense, que na época disputava a Série C. Em um confronto marcante, o Juventude perdeu no Maracanã por 3 a 1, mas aplicou uma sonora goleada de 6 a 0 no Alfredo Jaconi para avançar.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians, então campeão brasileiro e um dos favoritos. No Alfredo Jaconi, o Juventude venceu por 2 a 0. Na volta, em pleno Pacaembu, o Alviverde voltou a triunfar, desta vez por 1 a 0. Nas quartas, contra o Bahia, o Ju avançou graças ao critério do gol qualificado, após dois empates: 1 a 1 em casa e 2 a 2 na Fonte Nova.

A semifinal foi um clássico regional contra o Internacional. Naquela época, o Juventude mantinha uma incômoda superioridade sobre o rival da capital, o que se confirmou na Copa do Brasil. Após um empate sem gols no Jaconi, a decisão foi para o Beira-Rio. Nem mesmo a pressão da torcida colorada parou o Juventude, que aplicou um histórico 4 a 0 fora de casa.

Na inédita decisão, o Juventude enfrentou o Botafogo, que também buscava seu primeiro título após superar Paysandu, Criciúma, São Paulo, Athletico-PR e Palmeiras. No primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, Fernando e Márcio Mixirica marcaram os gols da vitória gaúcha por 2 a 1. Esses tentos acabariam selando o título, pois, na partida de volta, no Maracanã, os gaúchos seguraram um empate por 0 a 0. A taça foi erguida diante de 101.581 torcedores, o último público de seis dígitos registrado na história do futebol brasileiro.

A campanha do Juventude:
11 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Paulo Franken/Agência RBS

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 1998

A Copa do Brasil completou dez edições em 1998 com uma novidade impactante: o retorno da Rede Globo às transmissões, nove anos após a emissora preterir o torneio. Em um primeiro momento, os direitos foram divididos com o SBT, mas, a partir de 1999, a emissora carioca assumiria o protagonismo (com outros canais sublicenciados).

Dentro de campo, 42 clubes participaram da competição, que manteve o formato de fases preliminares. O título ficou com um campeão inédito: o Palmeiras. Dois anos após o trauma do vice-campeonato em casa para o Cruzeiro, o Verdão conseguiu sua revanche da melhor maneira possível. No comando técnico estava Luiz Felipe Scolari, que àquela altura já se consolidava como o maior especialista na história do torneio.

A campanha alviverde começou na fase preliminar diante do CSA, eliminado com vitórias por 1 a 0 em Maceió e 3 a 0 no Palestra Itália. Na primeira fase, o oponente foi o Ceará. Após um empate por 1 a 1 no Castelão, o Palmeiras aplicou uma goleada irretocável por 6 a 0 no jogo de volta, em São Paulo.

Nas oitavas de final, o desafio foi o Botafogo, em dois confrontos equilibrados. Na ida, no Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1. Na volta, precisando do resultado, o time paulista venceu pelo placar mínimo: o 1 a 0 garantiu a classificação graças ao critério do gol marcado como visitante.

Nas quartas, o Palmeiras superou o Sport com uma vitória por 2 a 0 em plena Ilha do Retiro e um empate por 1 a 1 em casa. Na semifinal, o adversário foi o Santos. O Verdão conquistou a vaga de maneira suada, com dois empates: 1 a 1 no Palestra Itália e 2 a 2 na Vila Belmiro. Mais uma vez, o regulamento do gol qualificado salvou a pátria verde.

De volta à final, o Palmeiras reencontrou seu algoz de 1996, o Cruzeiro, que chegava à decisão após eliminar Amapá, Corinthians, Vitória e Vasco. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou com derrota alviverde por 1 a 0. A decisão ocorreu no Morumbi, escolhido para comportar um público maior que o Palestra Itália. Logo aos 12 minutos, Paulo Nunes abriu o placar e igualou o confronto no agregado. Quando a disputa parecia caminhar para os pênaltis, aos 44 minutos do segundo tempo, Oséas aproveitou o rebote de uma falta cobrada por Zinho e, quase sem ângulo, estufou as redes para fazer 2 a 0, consagrando a primeira Copa do Brasil do Palmeiras.

A campanha do Palmeiras:
12 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1997

A segunda metade dos anos 1990 foi de franca expansão para a Copa do Brasil. De 32 participantes em 1994, a competição saltou para 44 em 1997, número que aumentaria ainda mais nos anos seguintes. Mas, focando em 1997, é preciso registrar o terceiro título do Grêmio, conquista que o isolou novamente como o maior vencedor do torneio até aquele momento.

Aquela década foi dourada para o Tricolor Gaúcho, que empilhou oito taças entre 1993 e 1997. A Copa do Brasil veio na sequência da Libertadores de 1995 e do Brasileiro de 1996, marcando o início da era pós-Luiz Felipe Scolari, com Evaristo de Macedo no comando técnico.

Na primeira fase, o Imortal enfrentou o Fortaleza e venceu ambos os jogos: 3 a 2 no Castelão e 3 a 1 no Olímpico. Nas oitavas de final, o adversário foi a Portuguesa, em uma reedição da final do Brasileirão ocorrida meses antes. No jogo de ida, em Porto Alegre, o Grêmio arrancou a vitória por 2 a 1 nos acréscimos do segundo tempo. Na volta, no Canindé, o empate por 1 a 1 garantiu a classificação tricolor.

Já nas quartas de final, o Grêmio encarou o Vitória. A primeira partida, no Olímpico, terminou com triunfo gremista por 2 a 0. O duelo de volta, na Fonte Nova, foi um lá e cá frenético, e a vaga gaúcha foi confirmada após um eletrizante empate em 3 a 3.

Na semifinal, o desafio foi contra o Corinthians. Naquela altura, o Grêmio dividia suas atenções com o mata-mata da Libertadores, enfrentando uma maratona de partidas a cada dois dias. Na ida, no Morumbi, os gaúchos venceram por 2 a 1, com gols de Paulo Nunes e um gol contra. Na volta, em Porto Alegre, o empate por 1 a 1 carimbou o passaporte para a final.

O Grêmio chegava à sua sexta final em apenas nove edições da competição. O adversário foi o Flamengo, que superou Nacional-AM, Rio Branco-AC, Internacional e Palmeiras para decidir o título. O primeiro jogo, no Olímpico, terminou em 0 a 0, resultado heroico para o Imortal, que atuou boa parte do tempo com dez jogadores após a expulsão do volante Dinho. A decisão ocorreu no Maracanã apenas dois dias depois. João Antônio abriu o placar para o Grêmio logo aos seis minutos, mas os cariocas viraram ainda no primeiro tempo. O alívio e o tricampeonato, selados pelo empate em 2 a 2, vieram apenas aos 34 minutos da etapa final, com o gol histórico de Carlos Miguel.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 19 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Grêmio

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 1996

Depois de sete anos, finalmente era possível dizer que a Copa do Brasil era um sucesso pleno, tanto nas arquibancadas quanto na televisão. O título do Corinthians em 1995 rendeu ao SBT a maior audiência da história da emissora até aquele momento, dando à CBF a justificativa necessária para atrair grandes patrocinadores.

Para a edição de 1996, as modificações implantadas no ano anterior foram aprimoradas. O número de clubes convidados subiu para oito, elevando o total de participantes para 40 e criando oito confrontos na fase preliminar. A regra do visitante também mudou: a partir de então, bastava uma vitória por dois ou mais gols de diferença para eliminar o jogo de volta. Por fim, a entrada de Roraima no torneio completou o mapa do futebol nacional, com os 27 estados do país representados.

O campeão de 1996 foi o Cruzeiro, que se tornou o segundo clube a conquistar o bicampeonato, consolidando sua tradição copeira. Na primeira fase, a Raposa superou o Juventus-AC após empatar por 1 a 1 em Rio Branco e golear por 4 a 0 em Belo Horizonte, no Estádio Independência.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Vasco. No jogo de ida, em São Januário, o Cruzeiro conquistou uma das vitórias mais emblemáticas de sua história: uma goleada por 6 a 2 que silenciou o estádio carioca. Na volta, em Minas Gerais, o empate por 1 a 1 apenas confirmou a classificação mineira.

O rival nas quartas foi o Corinthians. Na ida, jogando novamente no Independência, a Raposa aplicou um sonoro 4 a 0 para encaminhar a vaga. No duelo de volta, no Pacaembu, a derrota por 3 a 2 não foi suficiente para tirar o Cruzeiro da semifinal. O próximo passo foi eliminar o Flamengo com dois empates: 1 a 1 no Maracanã e 0 a 0 no Mineirão.

O Cruzeiro chegava, assim, à sua segunda decisão. O adversário era o Palmeiras, que vinha de eliminar Sergipe, Atlético-MG, Paraná e Grêmio. Os paulistas eram amplos favoritos, conhecidos pelo "ataque dos 100 gols" que assombrava o país naquele ano. Mas a Raposa foi resiliente. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou em 1 a 1. Na volta, no Palestra Itália, os mineiros saíram perdendo logo aos cinco minutos, mas Roberto Gaúcho buscou o empate ainda no primeiro tempo. Suportando a pressão e aproveitando as oportunidades, o Cruzeiro chegou ao gol do título aos 38 minutos da etapa final, com Marcelo Ramos, calando o estádio.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 4 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press