Vasco Campeão Brasileiro 1997

O Brasileirão de 1997 começou sob a sombra das polêmicas do ano anterior. Com o cancelamento do rebaixamento em 1996, a elite inchou para 26 clubes, que lutavam por oito vagas no mata-mata, enquanto quatro seriam condenados à degola. No Caso Ivens Mendes, a única punição desportiva recaiu sobre o Athletico-PR, que iniciou o torneio com uma desvantagem de cinco pontos.

No Rio de Janeiro, o destino foi irônico: salvo pela caneta no ano anterior, o Fluminense não resistiu à outra má campanha e acabou rebaixado. No extremo oposto, o Vasco, regido por um inspirado Edmundo, partiu para uma campanha recordista rumo ao tricampeonato.

O regulamento manteve a estrutura de turno único com todos se enfrentando. O Vasco ocupou as posições de topo durante toda a competição, encerrando a fase classificatória na liderança isolada. Em 25 jogos, o cruz-maltino somou 17 vitórias, três empates e cinco derrotas, totalizando 54 pontos, três a mais que o vice-líder Internacional. Também avançaram para a próxima fase: Atlético-MG, Portuguesa, Flamengo, Santos, Palmeiras e Juventude.

Na segunda fase, os oito classificados foram divididos em dois quadrangulares, onde apenas o líder de cada chave avançaria à final. O Vasco encabeçou o Grupo A, ao lado de Flamengo, Juventude e Portuguesa. O time de São Januário desfilou em campo, com quatro vitórias, dois empates e 14 pontos.

O ápice dessa fase foi o histórico 4 a 1 sobre o Flamengo no Maracanã. Naquela noite, Edmundo marcou três gols e alcançou a marca de 29 gols no campeonato, quebrando o recorde de artilharia em uma única edição até então. No outro grupo, o Palmeiras também demonstrou força e garantiu sua vaga na decisão de forma invicta.

A decisão entre Vasco e Palmeiras foi marcada por uma estratégia extracampo. No jogo de ida, no Morumbi, Edmundo recebeu o terceiro cartão amarelo, o que o suspenderia da volta. Orientado por Eurico Miranda, o atacante forçou uma expulsão imediata. A manobra permitiu que o cruz-maltino levasse o caso ao STJD. O atleta obteve um efeito suspensivo e foi liberado para jogar no Maracanã.

Em campo, foram 180 minutos de equilíbrio absoluto e nenhum gol marcado. O empate em 0 a 0 no Morumbi foi repetido no Rio de Janeiro. Como o Vasco detinha a vantagem de dois resultados iguais por ter feito a melhor campanha em todas as fases anteriores, o apito final consagrou o Vasco como tricampeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
33 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 69 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Grêmio Campeão Brasileiro 1996

Em 1996, a CBF buscou simplificar a estrutura do Campeonato Brasileiro. Os 24 participantes foram reunidos em uma tabela única, enfrentando-se em turno único. O regulamento previa que os oito melhores avançariam ao mata-mata, enquanto os dois últimos seriam rebaixados. Entretanto, o que deveria ser um ano de estabilidade administrativa foi abalado pelo Caso Ivens Mendes.

O escândalo explodiu após a divulgação de gravações que sugeriam a manipulação de resultados na Copa do Brasil. Os áudios implicavam os presidentes de Corinthians e Athletico-PR em negociações suspeitas com Ivens Mendes, então presidente da Comissão de Arbitragem. Para evitar punições desportivas que alterariam a tabela, a CBF optou por uma solução política: cancelou o rebaixamento daquela temporada, salvando Fluminense e Bragantino da queda para a Série B.

Alheio aos bastidores, o Grêmio vivia uma década de ouro sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Após conquistar a Copa do Brasil e a Libertadores, o Brasileirão era o título que faltava para coroar aquela geração. Embora o Cruzeiro tenha liderado a primeira fase com 44 pontos, o Grêmio manteve-se no G-8 durante quase todo o certame. O Tricolor encerrou a fase classificatória na sexta posição, somando 38 pontos com 11 vitórias, cinco empates e sete derrotas. O grupo que avançou ao mata-mata contou ainda com Palmeiras, Guarani, Athletico-PR, Atlético-MG, Goiás e Portuguesa.

Nas quartas de final, o adversário do Grêmio foi o Palmeiras. No Olímpico, o Imortal venceu por 3 a 1. No Morumbi, suportou a pressão e a derrota por 1 a 0, garantindo a vaga pelo saldo de gols. Na semifinal, contra o Goiás, o Tricolor venceu a ida no Serra Dourada por 3 a 1. Na volta, em Porto Alegre, o jogo foi dramático: os goianos estiveram à frente no placar duas vezes, mas o Grêmio buscou o empate em 2 a 2, carimbando um lugar na final.

A decisão contra a Portuguesa, que eliminou Cruzeiro e Atlético-MG, testou os nervos da torcida gremista. No jogo de ida, no Morumbi, o Grêmio jogou com um a menos por uma hora e acabou derrotado por 2 a 0. Para ser campeão, o Imortal precisava devolver o placar em Porto Alegre, já que possuía a vantagem do empate no saldo de gols pela melhor campanha.

Na volta, o Estádio Olímpico era um caldeirão. Paulo Nunes incendiou a torcida ao abrir o placar logo aos três minutos. No entanto, a Portuguesa se fechou e o segundo gol parecia não vir. Foi então que Felipão lançou Ailton. Aos 39 minutos do segundo tempo, após bate-rebate na área, Ailton estufou as redes e decretou o 2 a 0. O Grêmio era bicampeão brasileiro.

A campanha do Grêmio:
29 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 52 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS

Botafogo Campeão Brasileiro 1995

Poucas coisas mudaram no futebol brasileiro de 1994 para 1995. Mas o Campeonato Brasileiro daquele ano trouxe uma mudança estrutural que alteraria para sempre a dinâmica do futebol: por determinação da FIFA, a vitória passou a valer três pontos, incentivando o jogo ofensivo. Mantendo 24 equipes, a competição viu o surgimento de um campeão improvável no início da jornada. Sem grandes badalações, o Botafogo, ancorado por Túlio, cresceu no momento certo para encerrar um jejum de 27 anos sem títulos nacionais.

O formato era estratégico, com dois grupos disputando dois turnos. No primeiro, os confrontos eram internos. No segundo, as chaves se cruzavam. Apenas os líderes de cada grupo em cada turno garantiam vaga na semifinal.

A trajetória alvinegra começou no Grupo A de forma discreta. No primeiro turno, o Botafogo fez cinco vitórias, três empates e três derrotas, encerrando em uma modesta quinta posição com 18 pontos, sete atrás do líder Cruzeiro. Entretanto, o cenário mudou drasticamente no returno. Sob o comando de Paulo Autuori, o Fogão engrenou uma sequência avassaladora: em 12 partidas, acumulou oito vitórias, três empates e uma derrota, liderando o grupo com 27 pontos e indo ao mata-mata. No outro grupo, Santos e Fluminense garantiram suas vagas.

Enquanto Santos e Fluminense protagonizavam semifinais históricas, com a épica virada santista de 5 a 2 no Pacaembu, o Botafogo mostrava solidez contra o Cruzeiro. Após um empate em 1 a 1 no Mineirão, o alvinegro segurou o 0 a 0 no Maracanã. A vaga na final veio pela vantagem da melhor campanha geral, um prêmio à regularidade construída na segunda fase.

A decisão entre Botafogo e Santos reviveu os grandes duelos da década de 1960. No primeiro jogo, no Maracanã, o Botafogo foi superior e venceu por 2 a 1, com gols de Wilson Gottardo e Túlio, levando a vantagem do empate para São Paulo.

O confronto de volta, no Pacaembu, tornou-se um dos mais controversos da história do futebol brasileiro devido à atuação da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas. Os dois gols da partida foram irregulares: o Botafogo abriu o placar com Túlio em impedimento, e o Santos empatou em lance em que foi usada a mão para dominar a bola. Para completar a tensão, os paulistas tiveram um gol legítimo anulado nos minutos finais. Alheio às polêmicas, o Botafogo segurou o 1 a 1. O apito final selou o título do Glorioso, devolvendo o Botafogo ao topo do futebol brasileiro com o seu bicampeonato nacional.

A campanha do Botafogo:
27 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1994

O Campeonato Brasileiro de 1994 passou por um processo de desinchaço, reduzindo o número de participantes de 32 para 24 equipes. O Palmeiras, mantendo a base multicampeã do ano anterior, entrou na disputa como o franco favorito para erguer sua oitava taça nacional. O regulamento era complexo, dividido em três fases e uma repescagem paralela que definiria os dois rebaixados da temporada.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em quatro grupos de seis. O Verdão caiu no Grupo D e beirou a perfeição: em dez jogos, acumulou nove vitórias e apenas um empate. Com 19 pontos e uma liderança folgada, dez pontos à frente do Fluminense, o Palmeiras avançou para a segunda fase com um ponto de bonificação, prêmio concedido aos líderes de cada chave.

A segunda etapa reuniu os 16 melhores em dois grupos. O sistema previa dois turnos: no primeiro, jogos dentro das chaves. No segundo, confrontos cruzados. As vagas para o mata-mata seriam dos vencedores de cada turno, além das duas melhores campanhas gerais. O Palmeiras garantiu sua classificação logo no primeiro turno do Grupo F, somando 11 pontos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota.

Com a vaga assegurada, o alviverde puxou o freio de mão no returno, somando apenas seis pontos e terminando em sétimo na chave, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Enquanto isso, Corinthians, Guarani e Botafogo também se classificavam, acompanhados por São Paulo e Bahia, pelo índice técnico, e Bragantino e Atlético-MG, vindos da repescagem.

No mata-mata, o Palmeiras demonstrou por que era considerado uma máquina de jogar futebol. Nas quartas de final, enfrentou o Bahia e venceu as duas partidas pelo placar de 2 a 1, tanto na Fonte Nova quanto no Pacaembu. Na semifinal, o duelo contra o Guarani foi resolvido com autoridade. Vitória por 3 a 1 em São Paulo e novo triunfo por 2 a 1 em Campinas.

O cenário estava montado para uma final épica: o Derby Paulista contra o Corinthians, decidindo o topo do Brasil, após o rival eliminar Bragantino e Atlético-MG. As duas partidas decisivas ocorreram no Pacaembu. O Palmeiras possuía a vantagem de jogar por dois resultados iguais devido à melhor campanha, mas o elenco de Vanderlei Luxemburgo não precisou de favores do regulamento. No primeiro jogo, o alviverde foi implacável e aplicou 3 a 1, com atuações de gala de Rivaldo e Edmundo.

Na volta, o Corinthians tentou reagir e saiu na frente, alimentando a esperança de uma virada. Contudo, o Palmeiras manteve a calma e, nos minutos finais, Rivaldo balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. Com o placar favorável, o Palmeiras conquistava o seu oitavo título brasileiro em sua história.

A campanha do Palmeiras:
31 jogos | 20 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 58 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Masao Goto Filho/Estadão Conteúdo

Palmeiras Campeão Brasileiro 1993

Após quatro anos de estabilidade, o Campeonato Brasileiro de 1993 sofreu um inchaço. Sem rebaixamentos no ano anterior e com a ascensão de 12 equipes da Série B, o torneio saltou de 20 para 32 participantes. O regulamento foi um dos mais controversos da história: as equipes foram divididas em quatro grupos de oito, mas com pesos desiguais. Os Grupos A e B reuniam os clubes de maior tradição, que lutavam por seis vagas no mata-mata e possuíam imunidade contra o rebaixamento.

Já os Grupos C e D abrigavam as demais equipes, que disputavam apenas duas vagas em uma repescagem contra o descenso em massa, já que oito times seriam rebaixados nessas chaves. Dentro de campo, o Palmeiras, revigorado pelo fim do tabu de 17 anos sem títulos, entrou como o time a ser batido, impulsionado pelo investimento milionário da Parmalat.

O Verdão foi alocado no Grupo B da primeira fase. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, a equipe demonstrou um futebol avassalador. Em 14 jogos, o Palmeiras somou dez vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. Com 22 pontos, garantiu a liderança isolada, superando o Santos por dois pontos, e o Guarani por quatro.

Na segunda fase, os seis classificados da elite e os dois sobreviventes da repescagem formaram dois quadrangulares. O Palmeiras caiu no Grupo F, enfrentando São Paulo, Guarani e Remo. O alviverde não deu chances aos rivais: terminou invicto com quatro vitórias, dois empates e dez pontos, garantindo um lugar na final. No outro grupo, o Vitória, saído do playoff, surpreendeu Corinthians, Santos e Flamengo, buscando uma vaga inédita na decisão.

A decisão colocou frente a frente a constelação palmeirense, com Edmundo, Evair, Zinho, Roberto Carlos e César Sampaio, e a surpreendente garotada do Vitória. No jogo de ida, na Fonte Nova, o Palmeiras foi pragmático. Um gol solitário de Edílson garantiu a vitória por 1 a 0 e a vantagem para o duelo derradeiro em São Paulo.

Na volta, o Morumbi recebeu o jogo da consagração. O Vitória não foi páreo para a intensidade alviverde. Em apenas 23 minutos, Evair e Edmundo balançaram as redes, liquidando a fatura ainda no primeiro tempo. O placar de 2 a 0 foi o suficiente para o Palmeiras administrar o relógio e, após 20 anos de espera, soltar o grito de campeão brasileiro pela sétima vez. Era o início oficial de uma hegemonia que marcaria a década de 1990.

A campanha do Palmeiras:
22 jogos | 16 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 40 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Flamengo Campeão Brasileiro 1992

O ano de 1992 marcou a última vez que o Campeonato Brasileiro foi disputado integralmente no primeiro semestre. Foi uma edição de alto nível técnico, onde o Flamengo, regido pelo veterano Júnior, provou que a mistura entre experiência e juventude era a fórmula do sucesso, conquistando o quinto título nacional do clube.

Fora das quatro linhas, a CBF iniciou mudanças drásticas. Em uma manobra política, o rebaixamento foi suspenso, e ficou decidido que 12 equipes seriam promovidas da segunda divisão para o ano seguinte, uma decisão tomada antes mesmo da bola rolar. Na estrutura do torneio, os oito melhores da primeira fase avançavam, mas o tradicional mata-mata deu lugar a dois quadrangulares semifinais, onde apenas o líder de cada grupo chegaria à final.

O Flamengo teve uma primeira fase de altos e baixos, mas manteve-se no pelotão de frente. Em 19 rodadas, somou oito vitórias, seis empates e cinco derrotas, encerrando na quarta posição com 22 pontos. O líder foi o Vasco, com 26 pontos, seguido por Botafogo e Bragantino, os dois com 24.

Na segunda fase, o Flamengo caiu no Grupo 1 ao lado de Vasco, São Paulo (então campeão paulista e da Libertadores) e Santos. Foi aqui que o DNA competitivo rubro-negro aflorou: o time cresceu de produção, somando sete pontos com três vitórias, um empate e duas derrotas. O Fla superou os rivais em uma disputa ferrenha e carimbou a vaga na final. No outro grupo, o Botafogo sobrou, confirmando dois clássicos para decidir o Brasil.

A final de 1992 ficou eternizada por contrastes de alegria e luto. No jogo de ida, o Flamengo foi avassalador e aplicou um 3 a 0 incontestável, com gols de Júnior, Nélio e Gaúcho, deixando o título muito encaminhado. A confiança era tanta que o elenco rubro-negro celebrou com um churrasco na casa do atacante Gaúcho. Porém, a presença de Renato Gaúcho, atacante do Botafogo e amigo dos jogadores, na festa gerou uma crise institucional no rival, culminando no seu afastamento para o jogo da volta.

O segundo jogo foi marcado por uma das maiores tragédias do futebol brasileiro. Horas antes do início, com o Maracanã recebendo 122 mil pessoas, parte da grade da arquibancada superior cedeu. Centenas de torcedores caíram no anel inferior. O acidente deixou dezenas de feridos e provocou a morte de três pessoas. Apesar do clima pesado, a partida ocorreu. O Botafogo precisava de uma vitória por três gols de diferença, mas o Flamengo de Júnior controlou os nervos. O empate em 2 a 2, com gols de Júnior e Júlio César para o Fla, selou a conquista. O Flamengo sagrava-se pentacampeão brasileiro.

A campanha do Flamengo:
27 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 44 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Nelson Coelho/Placar

São Paulo Campeão Brasileiro 1991

Após amargar dois vice-campeonatos consecutivos, o São Paulo finalmente rompeu o ciclo de frustrações e conquistou o tricampeonato brasileiro em 1991. Com um esquadrão recheado de talentos como Zetti, Cafu, Raí e Müller, e sob a batuta de Telê Santana no banco de reservas, o Tricolor venceu o Brasil e pavimentou o caminho para se tornar o melhor time do mundo nos dois anos seguintes.

O regulamento de 1991 foi um alento de simplicidade: 20 clubes em grupo único, enfrentando-se em turno único. Os quatro melhores avançavam à semifinal, enquanto os dois últimos eram rebaixados. Foi neste ano que o Grêmio tornou-se o primeiro gigante do futebol nacional a experimentar a amargura da queda para a segunda divisão.

Nas 19 rodadas iniciais, o Tricolor Paulista jogou com a autoridade de quem estava disposto a enterrar os traumas de 1989 e 1990. Com um futebol ofensivo e disciplinado, a equipe somou 11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas, totalizando 26 pontos. O São Paulo encerrou a fase na liderança, empatado em pontos com a grande sensação do interior, o Bragantino, mas superando-o pelo critério de vitórias (11 contra 9). Fluminense e Atlético-MG completaram o G-4, ambos com 24 pontos.

Nas semifinal, o São Paulo cruzou com o Atlético-MG. O jogo de ida, no Mineirão, foi uma batalha tática que terminou em 1 a 1. Na volta, em um Morumbi tenso, o placar não saiu do 0 a 0. Como o regulamento da época premiava a melhor campanha da fase classificatória em caso de igualdade no saldo de gols, o São Paulo se classificou para a final contra o Bragantino, que havia eliminado o Fluminense.

Devido à pontuação cumulativa das semifinais, já que o Bragantino venceu um jogo e empatou outro, somando três pontos, enquanto o São Paulo somou apenas dois pelos dois empates, a vantagem do empate e o mando de campo da finalíssima inverteram-se em favor do time de Bragança Paulista. O jogo de ida, no Morumbi, foi decidido nos detalhes. O atacante Mário Tilico, que entrou durante a partida, marcou o único gol da final aos quatro minutos do segundo tempo. A vitória por 1 a 0 deu ao São Paulo uma certa tranquilidade para o último desafio no interior.

Na partida de volta, o acanhado Estádio Marcelo Stéfani pulsava. O Bragantino pressionou incessantemente, mas parou em uma atuação segura de Zetti e na organização defensiva impecável montada por Telê. O empate em 0 a 0 foi o placar da consagração. O São Paulo sagrava-se tricampeão brasileiro, iniciando uma hegemonia que transformaria o clube em sinônimo de excelência.

A campanha do São Paulo:
19 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 26 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Nelson Coelho/Placar