Sobradinho Campeão Candango 2018

Foram 32 anos de espera até o Sobradinho poder ser campeão estadual mais uma vez. E conseguiu neste 2018, com muita autoridade. Na primeira fase, o Leão da Serra ficou na quarta posição entre 12 participantes. Classificaram oito para o mata-mata, e o time alvinegro enfrentou o Real, que eliminou com duas vitórias (4 a 2 e 2 a 1). Na semifinal, derrubou o Ceilândia, fazendo 3 a 1 na ida e segurando o 0 a 0 na volta.

A final foi contra o Brasiliense, com as duas partidas jogadas no Mané Garrincha. O primeiro jogo não foi bom, e o Sobradinho perdeu por 1 a 0. Mas no segundo jogo, o Alvinegro devolveu o resultado, e nos pênaltis venceu por 4 a 3, conquistando o título. Este é o terceiro estadual na história do Sobradinho, que não vencia desde 1986.


Foto Divulgação/Sobradinho

Manaus Campeão Amazonense 2018

Nova força do futebol amazonense e nortista, o Manaus chegou ao bicampeonato do Amazonense em 2018. Depois de ter ficado na semifinal do primeiro turno do estadual, perdendo a vaga para o Penarol, o Gavião do Norte se arrumou no segundo turno, liderando seu grupo de maneira invicta, se vingando do Penarol na semifinal e derrotando o Princesa do Solimões na final.

A final do Amazonão foi em partida única contra o Fast, vencedor do primeiro turno. E o Manaus não tomou conhecimento do adversário, goleando por 4 a 0 dentro da Arena da Amazônia. Este é o segundo título do clube na sua curta história de cinco anos.


Foto Emanuel Mendes Siqueira/Manaus

Corinthians Campeão Brasileiro Série B 2008

O Corinthians passou por um dos piores momentos de sua história em 2007. Rebaixado no Brasileirão, e juntando os cacos da falida parceria com a MSI, o time entrou na Série B 2008 com a obrigação de retornar de divisão o mais rápido e fácil possível. E conseguiu isso de uma maneira incontestável, fazendo a melhor campanha na história de pontos corridos da segunda divisão.

A estreia do Timão foi contra o CRB no Pacaembu, e o time já conquistou de cara uma vitória por 3 a 2. Na segunda rodada, os 3 a 1 sobre o Gama no Distrito Federal já deram a liderança da competição ao Alvinegro, posto este que o time jamais deixou até o final das rodadas.

A primeira derrota ocorreu somente no 12º jogo, 1 a 0 para o Bahia em casa. A time de Dentinho, André Santos, Alessandro e Douglas caminhou com passos largos rumo ao iminente acesso. Na 32ª rodada, a vitória de 2 a 0 sobre o Ceará no Pacaembu trouxe o Corinthians de volta à elite nacional, um ano depois.

Duas partidas depois, foi a vez de conquistar o título. No Heriberto Hülse, o Timão tornou a fazer 2 a 0, dessa vez no Criciúma, e garantiu a conquista. A campanha corintiana foi quase perfeita, com 85 pontos em 38 jogos, 25 vitórias, dez empates e três derrotas, sendo a terceira já depois de campeão, por 2 a 0 para o América-RN em Natal (a derrota "do meio" foi na 17ª rodada, por 2 a 1 para o Vila Nova no Serra Dourada).

O título da Série B de 2008 foi um ponto de partida para o Corinthians, que arrancou para títulos maiores, como a Copa do Brasil de 2009, a Série A de 2011 (e depois 2015 e 2017), a Libertadores e o Mundial de 2012, além da Recopa de 2013.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 25 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 79 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Daniel Kouri/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2007

Em 2007, a Série B repetiu o regulamento da temporada anterior pela primeira vez na história. Algo inédito na competição, 20 times disputaram as quatro vagas de acesso em dois turnos. O Coritiba já havia batido na trave em 2006, terminando na sexta posição a dois pontos do paraíso. A campanha foi considerada frustrante, pois a equipe tinha planos de retornar à elite imediatamente. Teve que esperar mais um ano.

A campanha do Coxa começou boa, com vitória de 3 a 1 sobre o Paulista no Couto Pereira. Mas nas quatro partidas seguintes o desempenho foi irregular, como a derrota fora de casa por 1 a 0 para o Gama na segunda rodada, e em casa pelo mesmo placar para o São Caetano. Na sexta rodada, o Coritiba trocou de técnico, entrando Renê Simões, e o time engrenou, vencendo o Brasiliense por 2 a 1 no Couto. Não demorou muito para que o time assumisse a liderança, assim ficando até a virada do turno, um empate em 2 a 2 com a Portuguesa em casa.

Com uma campanha consistente e os gols do jovem atacante Keirrison, o Coxa conseguiu apagar os erros da temporada anterior, e garantiu o acesso com boa antecedência. Na 34ª rodada, um empate em 2 a 2 com o Vitória no Couto Pereira, somado a uma derrota do Criciúma, deu a vaga na primeira divisão ao time paranaense. Depois, a luta foi para conseguir o título.

Na última rodada, o Coritiba chegou disputando a taça com o Ipatinga. O time mineiro goleava o Paulista em Jundiaí, enquanto o Coxa perdia para por 2 a 1 o já rebaixado Santa Cruz no Arruda. Mas os parananenses encontraram forças para conseguir a virada aos 42 e aos 47 minutos do segundo tempo, com Henrique Dias e Keirrison.

A vitória de 3 a 2 coroou a campanha do Coritiba, campeão da Série B com 69 pontos, 21 vitória, seis empates e 11 derrotas. Além dele e do Ipatinga, também subiram Portuguesa e Vitória.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 6 empates | 11 derrotas | 54 gols marcados | 41 gols sofridos


Foto Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Atlético-MG Campeão Brasileiro Série B 2006

A Série B de 2006 ficou marcada na história do futebol brasileiro como a primeira edição disputada no formato de pontos corridos, três anos após a implementação do sistema na primeira divisão. Com a mudança, o torneio finalmente entrou nos eixos, estabilizando-se no formato de 20 equipes em turno e returno. Naquela temporada, a tabela contava com quatro clubes que já haviam conquistado a elite nacional no passado, entre eles o Atlético-MG, que pela primeira vez em sua história disputaria a segunda divisão. Disposto a apagar a péssima impressão do rebaixamento em 2005, o time mineiro entrou no campeonato com uma única missão: ser campeão sem sustos.

O Galo estreou na competição com um empate por 1 a 1 contra o Marília, fora de casa. Na jornada seguinte veio a primeira vitória: 3 a 1 sobre o Náutico, no Mineirão. Não demorou para que o Atlético passasse a frequentar a parte de cima da tabela. Contudo, o percurso teve seus sobressaltos. A primeira derrota aconteceu na sexta rodada, por 2 a 1 para o Ituano, em pleno Mineirão, dando início a um período de oscilação que só foi superado na 13ª rodada, com um triunfo por 4 a 2 sobre o Gama. Sem conseguir engatar uma grande sequência de vitórias imediatas, o Atlético encerrou o primeiro turno na sexta posição, vendo o Sport liderar a disputa.

A reação definitiva veio no segundo turno. O Galo assumiu a liderança pela primeira vez na 29ª rodada, após vencer o Brasiliense por 1 a 0 no Mineirão. A liderança chegou a ser perdida temporariamente na 33ª rodada, quando o empate por 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé, derrubou o time para o segundo lugar. A resposta, porém, foi imediata: no jogo seguinte, o Atlético retomou a ponta ao aplicar 3 a 0 sobre o Paysandu, em Belo Horizonte.

O elenco, que contava com a promessa Diego Alves no gol, e Éder Luís e Marinho no ataque, garantiu o acesso na 36ª rodada, em uma vitória por 3 a 2 sobre o Coritiba no Couto Pereira. Na rodada seguinte, o título nacional foi assegurado com um triunfo por 1 a 0 sobre o Ceará, no Castelão.

A última rodada transformou-se na festa oficial da entrega da taça. Diante de sua torcida, o Galo empatou em 2 a 2 com o América-RN e deu a volta olímpica. Enquanto os mineiros festejavam, os potiguares também comemoravam, pois o empate deixou o América na quarta colocação, com o acesso garantido. As outras duas vagas ficaram com os rivais Sport e Náutico. O Atlético-MG coroou sua campanha na liderança com 71 pontos, acumulados em 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, e terminando com sete pontos de vantagem sobre o vice Sport.

A campanha do Atlético-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 70 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto José Leomar/Placar

Grêmio Campeão Brasileiro Série B 2005

O Grêmio encontrou o fundo do poço em 2005. Após gestões desastrosas nos anos anteriores e o rebaixamento no Brasileirão de 2004, o clube vivia a maior crise de sua história. Asfixiado financeiramente, o Tricolor precisava do acesso de forma urgente. O cenário era tão grave que uma possível licença das competições nacionais ou até a falência institucional chegaram a ser cogitadas.

A única salvação era conquistar uma das duas vagas de ascensão na Série B, torneio pelo qual o clube já havia passado em 1992, quando garantiu um acesso sem maiores brilhos na nona posição. Em 2005, a segunda divisão contou com 22 equipes e manteve o regulamento padrão do período: turno único na primeira fase, classificando os oito melhores e rebaixando os seis piores.

A campanha gremista começou claudicante. A estreia registrou uma derrota por 2 a 1 para o Gama, fora de casa. Na sequência, veio a primeira vitória: 4 a 3 sobre o Avaí, disputado no Beira-Rio de portões fechados, reflexo de uma punição por incidentes ocorridos ainda em 2004. Até a metade da primeira fase, o Tricolor alternou grandes momentos e tropeços duros: venceu por 2 a 1 o Paulista de Jundiaí, recém campeão da Copa do Brasil, no Olímpico, mas foi goleado por 4 a 0 pela Anapolina fora de casa.

A engrenagem só começou a funcionar a partir da 11ª rodada, em uma vitória de virada por 4 a 3 sobre o Ceará no Castelão. A classificação para a segunda fase veio na 18ª rodada, com um triunfo por 2 a 1 sobre a Portuguesa no Canindé. O Grêmio encerrou a fase inicial na quarta colocação, somando 35 pontos com nove vitórias, oito empates e quatro derrotas.

Na segunda fase, em um quadrangular contra Santo André, Avaí e Santa Cruz, o time gaúcho venceu quatro vezes, perdeu duas e avançou na segunda posição com 12 pontos.

A fase decisiva reuniu Grêmio, Santa Cruz, Náutico e Portuguesa. O Tricolor começou bem ao bater o Náutico por 1 a 0 no Olímpico. Depois, vieram dois empates por 1 a 1 fora de casa contra Santa Cruz e Portuguesa. No início do returno, um novo empate por 2 a 2 com o time paulista e uma vitória por 2 a 0 sobre o Santa Cruz, em Porto Alegre, deixaram o Grêmio a um empate do acesso.

A última rodada, em 26 de novembro de 2005, entrou para a história. Enquanto o Santa Cruz vencia a Portuguesa e garantia a primeira vaga, Náutico e Grêmio faziam uma partida tensa e empatada em Recife. No primeiro tempo, o time pernambucano já havia desperdiçado um pênalti, cobrado na trave por Bruno Carvalho. Quando o árbitro anotou uma segunda penalidade máxima a favor do Náutico, na reta final do jogo, a indignação gremista travou a partida por mais de 20 minutos. Após uma confusão generalizada com a polícia e a arbitragem, quatro jogadores do Grêmio foram expulsos: Patrício, Nunes, Rodrigo e Escalona. O time estava no limite, reduzido a sete atletas e precisando pontuar para subir.

Foi no ambiente hostil do Estádio dos Aflitos que o impossível aconteceu. Na cobrança do pênalti, o goleiro Galatto defendeu com as pernas o chute de Ademar, mantendo o Grêmio vivo. No lance seguinte, após a cobrança de escanteio, o jovem prodígio Anderson pegou a bola, tabelou, arrancou em velocidade, passou pela defesa adversária desorganizada e tocou para o fundo da rede. Com apenas sete jogadores em campo, defendendo um pênalti e marcando o gol da vitória por 1 a 0 logo em seguida, o Tricolor garantiu o retorno à primeira divisão de 2006 e conquistou o título da Série B daquele ano.

A campanha do Grêmio:
33 jogos | 16 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 48 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto Teófilo Pereira/Fone Mídia

Brasiliense Campeão Brasileiro Série B 2004

Autêntico fenômeno do futebol brasileiro no início deste século, o Brasiliense sagrou-se o campeão da Série B de 2004, logo em sua segunda participação. Fundado em 2000, o clube do Distrito Federal conquistou o vice-campeonato candango logo no ano seguinte, o que lhe garantiu vaga na Copa do Brasil de 2002, na campanha que chocou o país ao eliminar Fluminense e Atlético-MG, terminando com o vice diante do Corinthians. No segundo semestre daquele mesmo ano, faturou a Série C. Após estrear na segunda divisão em 2003, o Jacaré provou que, em 2004, não haveria adversário à sua altura.

O regulamento da competição seguiu o mesmo modelo da temporada anterior: 24 clubes se enfrentando em turno único na primeira fase, classificando os oito melhores para as etapas seguintes. A única alteração foi o aumento no número de rebaixados, que saltou de dois para seis.

O Brasiliense ditou o ritmo do torneio. A estreia ocorreu com um empate por 1 a 1 fora de casa contra o Ituano, e o cartão de visitas veio na terceira rodada, com um 3 a 0 sobre o Londrina, em solo paranaense. A classificação para a segunda fase foi assegurada na 21ª rodada, em uma vitória por 3 a 0 sobre o Santo André na Boca do Jacaré. O time candango encerrou a fase inicial na liderança isolada, somando 46 pontos, com 13 vitórias, sete empates e três derrotas. Avançaram ao seu lado as equipes do Náutico, Bahia, Ituano, Fortaleza, Marília, Avaí e Santa Cruz.

No quadrangular semifinal, o Brasiliense integrou uma chave com Fortaleza, Ituano e Santa Cruz. Venceu dois jogos, empatou dois e perdeu dois, garantindo a classificação na segunda posição com oito pontos, mesma pontuação de cearenses e paulistas, em segundo lugar.

A fase decisiva reuniu Brasiliense, Fortaleza, Avaí e Bahia na disputa pelas vagas de acesso. O Jacaré começou com o pé direito ao bater o Bahia por 2 a 1 em casa. Contudo, duas derrotas consecutivas por 1 a 0, diante de Fortaleza e Avaí, colocaram um ponto de interrogação sobre as chances do clube. A desconfiança foi desfeita na quarta rodada, com uma vitória por 2 a 0 sobre os catarinenses na Boca do Jacaré. Na penúltima rodada, o inédito acesso à elite do futebol brasileiro foi sacramentado com um triunfo por 1 a 0 sobre o Fortaleza em casa.

Faltava a taça. Na rodada final, o Brasiliense coroou sua trajetória ao derrotar o Bahia de virada por 3 a 2 em plena Fonte Nova, em Salvador. O Jacaré sagrou-se campeão com 12 pontos conquistados na fase final, quatro a mais que o vice-campeão Fortaleza.

A campanha do Brasiliense:
35 jogos | 19 vitórias | 9 empates | 7 derrotas | 57 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar