Ceará Campeão da Copa do Nordeste 2020

Maior campeonato regional do Brasil, a Copa do Nordeste de 2020 encerrou com o Ceará conquistando o título de bicampeão, cinco anos após a primeira vez. O regulamento foi igual ao do da temporada anterior, e o Vozão ficou no grupo B, enfrentando os clubes da chave A.

Nas primeiras partidas, cinco empates em sequência: 2 a 2 em casa contra o Freipaulistano, 1 a 1 no Castelão contra o Fortaleza, 0 a 0 fora de casa contra o ABC, 2 a 2 em casa contra o Bahia e outro 2 a 2 em casa contra o Botafogo-PB. Depois disso, o Ceará não empataria mais, nem mesmo perderia.

A primeira vitória foi contra o River do Piauí, em Teresina, por 4 a 0. No último jogo que faria em Fortaleza, em 15 de março, o Alvinegro venceu o Sport por 2 a 1. Então, a pandemia de Covid-19 obrigou o campeonato a paralisar por quatro meses.

Em 22 de julho, a Copa do Nordeste voltou com a última rodada da primeira fase. Nela, o Ceará enfrentou o CRB e venceu por 2 a 1, no Barradão, em Salvador. A Bahia foi escolhida como sede única para a conclusão do torneio, sem a presença de torcida nos estádios.

O Vozão terminou a fase de grupo em segundo lugar, com 14 pontos e uma vitória a menos que o líder Confiança. Nas quartas de final, o Ceará jogou contra o Vitória e se classificou ao fazer 1 a 0. A semifinal foi contra o rival Fortaleza, e o Clássico-Rei acabou com novo 1 a 0 aos alvinegros.

Na final, o Ceará enfrentou o Bahia em duas partidas no Pituaçu. Na primeira, vitória de virada por 3 a 1 sobre os "donos da casa". Na segunda, o placar foi mais simples, somente 1 a 0. O gol do título foi marcado por Cléber. A conquista cearense fica ainda maior com o fato de ter sido de maneira invicta, embora o clube tenha tido três técnicos na campanha: Argel Fucks, Enderson Moreira e Guto Ferreira.

A campanha do Ceará:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Kely Pereira/AGIF (21/10/2020: Fortaleza x Ceará)

Internazionale Campeã Mundial 2010

Os Emirados Árabes foram muito bem na organização de seu segundo Mundial de Clubes. Para a segunda edição, pouca gente ainda sentia falta do Japão. Mas o que quase ninguém poderia imaginar é que, pela primeira vez em 50 anos, a decisão não seria entre Europa e América do Sul.

Na Liga dos Campeões, a Internazionale quebrou 45 anos de fila ao derrotar o Bayern de Munique na final e se tornar tricampeã europeia. O clube milanista chegaria naturalmente ao Oriente Médio para enfrentar o campeão da Libertadores na decisão, o Internacional, que havia sido bicampeão ao superar o Chivas Guadalajara.

O encontro dos “xarás” não aconteceria. Enquanto isso, confirmavam-se os outros participantes: Al-Wahda, pelo campeonato local; Pachuca, pela Concacaf; Seongnam Ilhwa, pela Ásia; e Hekari United, pela Oceania. Mas faltava um protagonista, responsável pela primeira grande zebra em Mundiais: o Mazembe, da República Democrática do Congo, tetracampeão da Liga dos Campeões da África após derrotar o Espérance Tunis por 5 a 0 na ida e 1 a 1 na volta.

A competição começou com Al-Wahda e Hekari, e os donos da casa não tiveram problemas para fazer 3 a 0 no clube da Papua-Nova Guiné. Nas quartas de final, os sul-coreanos do Seongnam fizeram 4 a 1 no anfitrião, e o Mazembe aprontou pela primeira vez ao ganhar por 1 a 0 do Pachuca.

A história do Mundial aconteceu na semifinal. O Internacional era amplo favorito contra os congoleses, mas Patou Kabangu e Alain Kaluyituka acabaram com a lógica no segundo tempo, fazendo 2 a 0 nos brasileiros. Na outra semi, em 15 de dezembro, a Internazionale enfrentou o Seongnam e venceu por 3 a 0, com gols de Dejan Stankovic, Javier Zanetti e Diego Milito. Aos colorados restou o terceiro lugar, com vitória por 4 a 2 sobre os sul-coreanos. A quinta posição ficou com o Pachuca, que bateu o Al-Wahda nos pênaltis.

Mazembe e Internazionale se enfrentaram na final, em 18 de dezembro, no Zayed Sports City, em Abu Dhabi. Os africanos arriscaram 16 chutes contra 9 da Inter, mas o placar mudou rapidamente: aos 13 minutos, Goran Pandev abriu o placar; aos 17, Samuel Eto’o ampliou; e aos 40 do segundo tempo, o reserva Jonathan Biabiany fechou em 3 a 0. No fim das contas, foi um tricampeonato mundial facilitado pelas circunstâncias. Mas a grande curiosidade da decisão estava na própria equipe milanista: nenhum italiano pisou no gramado durante o jogo. Ou melhor, teve um, o brasileiro naturalizado Thiago Motta.


Foto Matteo Gribaudi/Image Sport

Barcelona Campeão Mundial 2009

Após quatro edições bem-sucedidas do Mundial de Clubes no Japão, a FIFA fez a roda girar a partir de 2009. Assim como acontece na Copa do Mundo, o torneio passou a ter sedes diferenciadas a cada dois anos. No primeiro processo eleitoral, ainda em 2008, Austrália, Japão, Portugal e Emirados Árabes entraram na disputa, vencida pelo país do Oriente Médio.

O Mundial trocou a casa pela arábia. A primeira competição no mundo árabe foi uma das mais emocionantes desta nova era. O Barcelona representou a Europa pela terceira vez, depois de conquistar a tríplice coroa da Liga dos Campeões em final contra o Manchester United. Pela América do Sul, o Estudiantes encerrou um hiato de 41 anos, foi tetra da Libertadores sobre o Cruzeiro e confirmou presença.

Das outras confederações, apareceram: o mexicano Atlante (Concacaf), o sul-coreano Pohang Steelers (Ásia), o congolês Mazembe (África) e o Auckland City (Oceania). Do anfitrião, o Al-Ahli, de Dubai, venceu a liga local e fechou a sétima vaga.

Al-Ahli e Auckland fizeram a abertura do Mundial, com vitória dos neo-zelandeses por 2 a 0. Nas quartas de final, o Pohang, de virada, venceu o Mazembe por 2 a 1, e o Atlante aplicou 3 a 0 no Auckland. Na semifinal, o Estudiantes entrou em campo primeiro e derrotou o Pohang por 2 a 1.

A estreia do Barcelona ocorreu em 16 de dezembro, no Zayed Sports City, em Abu Dhabi. Contra o Atlante, o clube catalão saiu perdendo, mas Sergio Busquets, Lionel Messi e Pedro viraram para 3 a 1, confirmando a final lógica. Na disputa do quinto lugar, o Auckland venceu o Mazembe, e pelo terceiro lugar, o Pohang eliminou o Atlante nos pênaltis.

Com um ano e meio no comando, Pep Guardiola montou um verdadeiro esquadrão baseado no toque de bola e na genialidade de Andrés Iniesta, Xavi e Messi, que seria eleito melhor do mundo pela primeira vez em 2009. No entanto, Iniesta não pôde participar da decisão, pois se lesionou na semifinal. Barcelona e Estudiantes se enfrentaram em 19 de dezembro, no Zayed Sports City.

Um susto quase mudou tudo: aos 37 minutos do primeiro tempo, Mauro Boselli abriu o placar para os argentinos. Apesar do domínio do Barcelona, o empate só veio aos 44 do segundo tempo, com Pedro. Na prorrogação, Messi marcou de cabeça aos cinco minutos do segundo tempo, garantindo a virada e o 2 a 1 final. A conquista fez justiça em campo e na história, dando ao Barça o título que faltava e simbolizando a luta e resistência da Catalunha.


Foto Hassan Ammar/AP

Manchester United Campeão Mundial 2008

Firme e forte, o novo Mundial de Clubes seguiu para 2008 sem alterações em relação à temporada anterior. Embora muita gente não concordasse com a inclusão de um representante do país-sede, a FIFA manteve a vaga na quarta edição seguida organizada por ela.

Os principais participantes estavam em patamares bem diferentes. Pelo lado europeu, o Manchester United chegou com o peso do tricampeonato na Liga dos Campeões, conquistado sobre o rival Chelsea nos pênaltis. Com 22 anos à frente do clube, Alex Ferguson tinha entre seus titulares um atacante português que começava a entrar em um longo auge: Cristiano Ronaldo, que em 2008 conquistaria seu primeiro prêmio de melhor jogador do mundo. Do lado sul-americano, uma surpresa: a LDU Quito venceu sua primeira Libertadores. Sem ser favorita, levou o Equador ao primeiro título continental ao derrotar o Fluminense, também nos pênaltis.

Pelas demais confederações, entraram: Pachuca (Concacaf), Gamba Osaka (Ásia), Al-Ahly (África) e Waitakere United (Oceania). Mais uma vez, um clube japonês levou o título asiático, e a vaga do país-sede ficou com o vice continental, o australiano Adelaide United.

O Mundial começou com o confronto entre os times do Pacífico Sul, e o Adelaide venceu o Waitakere por 2 a 1. Nas quartas de final, o Pachuca eliminou o Al-Ahly por 4 a 2, na prorrogação. Na outra chave, o Gamba Osaka derrotou novamente o Adelaide, por 1 a 0.

Chegando à semifinal, a LDU Quito não teve problemas para vencer o Pachuca por 2 a 0. Depois, no dia 18 de dezembro, o Manchester United enfrentou o Gamba Osaka em Yokohama. No primeiro tempo, dois gols: Nemanja Vidic e Cristiano Ronaldo. Os Red Devils deslancharam no segundo tempo com mais três gols — outro de Ronaldo, um de Wayne Rooney e um de Darren Fletcher. O Gamba ainda marcou três vezes, mas a partida terminou 5 a 3 para os ingleses. Antes da decisão, o Adelaide conquistou o quinto lugar ao derrotar o Al-Ahly por 1 a 0, e o Gamba ficou em terceiro ao vencer o Pachuca pelo mesmo placar.

Manchester United e LDU Quito se enfrentaram no dia 21, em Yokohama. O favoritismo europeu era evidente, enquanto os equatorianos apostavam na tradicional raça sul-americana. O United dominou a primeira etapa, mas o gol não saiu. No segundo tempo, a LDU buscou o empate, mas a presença dos craques pesou a favor dos ingleses. Aos 28 minutos, Cristiano Ronaldo recebeu passe na entrada da área e tocou para Rooney, que chutou colocado no canto esquerdo do goleiro José Cevallos, marcando o único gol da partida. Manchester United bicampeão mundial, em final mais complicada do que se imaginava.


Foto Tadayuki Yoshikawa/AFP

Milan Campeão Mundial 2007

Grandes times merecem grande espaço na história. Um deles, sem dúvida, é o Milan dos anos 90 e 2000, que emendou, praticamente em sequência, quase 20 anos de conquistas e ótimas campanhas. A última cartada importante do Rossonero no futebol aconteceu em 2007, em mais uma edição do Mundial de Clubes, consolidando-o como maior campeão de todos até aquele momento.

Os italianos chegaram ao Japão depois de conquistar o hepta na Liga dos Campeões, em revanche contra o Liverpool na final. O Mundial reservava outra “vendetta” para os milanistas: o Boca Juniors — com Juan Riquelme em estado de graça — conquistou o hexa na Libertadores em decisão sobre o Grêmio, trazendo a possibilidade de repetir o encontro de 2003.

Mas agora seria preciso aguardar os outros continentes. A FIFA fez uma pequena expansão na competição, adicionando um representante do país-sede. Geralmente, esse time é o campeão local, mas como o vencedor da Ásia foi o Urawa Red Diamonds, a vaga local foi herdada pelo iraniano Sepahan. Os demais classificados foram: o mexicano Pachuca, pela Concacaf; o tunisiano Étoile du Sahel, pela África; e o neozelandês Waitakere United, pela Oceania.

O Mundial de Clubes passou a começar com uma preliminar entre o “local” e o time oceânico, e o Sepahan eliminou o Waitakere por 3 a 1. Nas quartas de final, o Urawa venceu por 3 a 1 o time iraniano, e o Étoile derrotou o Pachuca por 1 a 0.

Os gigantes entraram na semifinal. O Boca Juniors enfrentou o clube da Tunísia e avançou com um simples 1 a 0. O Milan deu início à sua jornada no dia 13 de dezembro, em Yokohama, contra o Urawa. Uma situação pouco comum em Mundiais: uma equipe atuando como visitante. Os italianos tiveram que encarar mais de 67 mil torcedores, embora muitos japoneses torcessem pelo próprio Rossonero. A partida foi difícil, mas o Milan venceu por 1 a 0, gol de Clarence Seedorf.

Argentinos e italianos repetiram a final de quatro anos antes, no dia 16, também em Yokohama. O Boca já não tinha mais Riquelme, contando apenas com Martín Palermo. O favorito óbvio era o Milan, com Seedorf, o futuro Bola de Ouro Kaká, Andrea Pirlo, Filippo Inzaghi e o quase santificado Paolo Maldini. Os times começaram o jogo intensamente, com Inzaghi abrindo o placar aos 21 minutos do primeiro tempo, e Rodrigo Palacio empatando já aos 22.

No segundo tempo, o Milan passeou. Alessandro Nesta (aos cinco minutos), Kaká (aos 16) e Inzaghi (aos 26) marcaram, confirmando o tetra mundial ao time italiano. Pablo Ledesma descontou para 4 a 2 aos 40, mas já era tarde.


Foto Junko Kimura/Getty Images

Internacional Campeão Mundial 2006

A reunião de todas as confederações na busca pelo título mundial de clubes foi bem recebida pelos torcedores. Mas nem toda fórmula é perfeita. A FIFA não considerou a história entre 1960 e 2004 por pura birra. A Copa Intercontinental nunca foi organizada por ela, portanto todos os seus campeões acabaram “renegados”. A questão é lógica: o Mundial de Clubes só avançou depois que a entidade se juntou ao que já dava certo; os acontecimentos de um sucedem os do outro — futebol não é geografia.

O Mundial de 2006 ficou marcado pelo encontro de dois extremos na decisão. Pela América do Sul, o Internacional — com pragmatismo e um conjunto forte — conquistou o primeiro título da Libertadores ao derrotar o São Paulo. Pela Europa, o Barcelona — com um futebol de arte e estrelas de peso — conseguiu sua segunda Liga dos Campeões ao vencer o Arsenal.

Entre os dois clubes, completaram o Mundial: o mexicano América, pela América do Norte e Central; o egípcio Al-Ahly, pela África; o sul-coreano Jeonbuk Motors, pela Ásia; e o neozelandês Auckland City, pela Oceania.

Todos os olhos do planeta estavam voltados para o time catalão, amplo favorito e liderado por Ronaldinho, ainda no auge. O Inter, o primeiro rival da carreira do jogador, chegou ao Japão com um trabalho sério e silencioso, comandado por Abel Braga e capitaneado por Fernandão. A promessa era, no mínimo, tornar a final entre as equipes competitiva.

No início do torneio, o Al-Ahly derrotou o Auckland por 2 a 0, e o América eliminou o Jeonbuk por 1 a 0. O time africano foi o adversário do Colorado na semifinal, no dia 13 de dezembro, em Tóquio. Com bom futebol, os gaúchos venceram por 2 a 1, gols de Alexandre Pato e Luiz Adriano. Na outra semifinal, o Barcelona não tomou conhecimento dos mexicanos e aplicou 4 a 0, aumentando ainda mais o favoritismo europeu.

A decisão do Mundial aconteceu em 17 de dezembro, em Yokohama. O ritmo da partida seguiu o esperado: o Barcelona atacando e o Internacional explorando os contra-ataques. Mas o time espanhol desperdiçou inúmeras chances, o que abriu espaço para o sonho brasileiro. O momento decisivo ocorreu aos 31 minutos do segundo tempo, quando Fernandão deu lugar ao rejeitado Adriano Gabiru.

Coisas do destino: aos 36 minutos, Iarley recebeu lançamento, venceu dividida com Carles Puyol e tocou para Gabiru, que entrou livre na área e bateu na saída do goleiro Víctor Valdés. Depois do gol, Clemer apareceu com grandes defesas e garantiu o 1 a 0, surpreendendo o mundo e pintando-o de vermelho.


Foto Daniel Boucinha/Internacional

São Paulo Campeão Mundial 2005

Foram décadas e décadas de conversas, ameaças de boicote, propostas mal-sucedidas e até uma breve concorrência entre FIFA e Copa Intercontinental. Até que, em 2005, enfim veio a união. O Mundial criado em 2000 nunca teve sua segunda edição realizada (a de 2001, adiada para 2003), e a entidade precisou ceder. Em 2003, iniciou negociações com a Toyota, patrocinadora do Intercontinental, e recebeu o consentimento de UEFA e Conmebol.

O novo Mundial de Clubes nasceu da fusão entre as duas competições. Todas as confederações passaram a ter seu representante em um mata-mata de mão única, com os times europeu e sul-americano entrando diretamente na semifinal. A FIFA assumiu a organização, e a Toyota nomeou o torneio, mantendo a tradição de premiar o melhor atleta da final com um carro. Para completar a transição, uma nova taça foi introduzida.

O primeiro participante confirmado foi o Saprissa, da Costa Rica, campeão da Concacaf. Depois, o Liverpool, vencedor de sua quinta Liga dos Campeões, confirmou vaga pela Europa. O terceiro foi o Sydney, da Austrália, campeão da Oceania. Pela Libertadores, o São Paulo, tricampeão, levou a quarta vaga. Por fim, o Al-Ahly, do Egito, venceu pela África, e o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, venceu pela Ásia.

Voltando após 12 anos ao Mundial, o Tricolor Paulista ficou de camarote aguardando seu adversário na semifinal. E quem veio foi o Al-Ittihad, que derrotou o Al-Ahly por 1 a 0. Na outra chave, o Saprissa venceu o Sydney também por 1 a 0. Em 14 de dezembro, o São Paulo enfrentou o time saudita no Nacional de Tóquio, que retornava ao cenário mundialista. Com dois gols de Amoroso e um de Rogério Ceni, o Tricolor venceu por 3 a 2 e garantiu vaga na final.

Do outro lado, o Liverpool eliminou os costarriquenhos com um placar de 3 a 0. Antes da decisão, os eliminados disputaram mais partidas: na disputa pelo quinto lugar, o Sydney venceu o Al-Ahly por 2 a 1; na disputa pelo terceiro, o Saprissa derrotou o Al-Ittihad por 3 a 2.

No dia 18, em Yokohama, São Paulo e Liverpool lutaram pelo título do novo Mundial. Os ingleses chegavam com uma série de dez jogos sem levar gols, mas os brasileiros trouxeram a velha determinação que rendeu dois títulos seguidos nos anos 90. O tricampeonato foi definido aos 27 minutos do primeiro tempo, quando o volante Mineiro dominou um lançamento de Aloísio e bateu na saída do goleiro Pepe Reina.

Três títulos na história do clube, mas apenas um aos olhos da FIFA, que por muitos anos preferiu renegar a história anterior ao novo campeonato, ignorando o êxito do torneio que ela própria assumiu.


Foto Arquivo/Reuters