Fluminense Campeão da Copa do Brasil 2007

Quem aprende com um erro não erra duas vezes — parte 2. Em 2007, as campanhas de redenção na Copa do Brasil continuaram com o Fluminense que, dois anos após a amarga derrota para o Paulista, alcançou o título nacional com uma trajetória ao melhor estilo copeiro, sob o comando de Renato Portaluppi.

O Flu iniciou sua caminhada contra a Adesg, do Acre. Na ida, vitória por 2 a 1 na Arena da Floresta, em Rio Branco. No jogo de volta, no Maracanã, a goleada por 6 a 0 foi, na prática, o último momento de tranquilidade da equipe até a grande decisão.

Na segunda fase, o adversário do Tricolor foi o América-RN. A ida, em Natal, terminou com vitória carioca por 2 a 1. Na volta, no Rio de Janeiro, veio o primeiro susto: derrota por 1 a 0, resultado que, pelo critério do gol fora de casa, foi suficiente para garantir a classificação.

O drama aumentou nas oitavas de final, contra o Bahia. Na ida, o Flu saiu atrás, mas buscou o empate em 1 a 1 no Maracanã. Na volta, na Fonte Nova, o time esteve em desvantagem no placar por duas vezes, mas buscou o empate em 2 a 2, avançando novamente graças aos gols marcados como visitante.

Nas quartas, o desafio foi contra o Athletico-PR. O primeiro jogo, no Rio, terminou em novo empate por 1 a 1. A partida de volta foi disputada na Arena da Baixada e, em um duelo extremamente tenso, a classificação só foi selada a 13 minutos do fim, com um gol de Adriano Magrão que garantiu a vitória por 1 a 0.

Na semifinal, o rival foi o Brasiliense, algoz em 2002. Em clima de revanche, o Tricolor enfim voltou a vencer em casa, de virada, por 4 a 2. A volta aconteceu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. Os donos da casa saíram na frente, mas Adriano Magrão apareceu novamente no segundo tempo para garantir o empate em 1 a 1 e o lugar do Flu na final.

Na decisão, o adversário foi o Figueirense, que chegava à final após eliminar Madureira, Noroeste, Gama, Náutico e Botafogo. No jogo de ida, no Maracanã, o Fluminense mais uma vez tropeçou em casa. Aos 43 minutos do segundo tempo, Adriano Magrão salvou o time ao anotar o gol do empate em 1 a 1. A grande final ocorreu no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Tricolor garantiu o título com uma vitória por 1 a 0, graças ao gol do zagueiro Roger logo aos três minutos de jogo.

A campanha do Fluminense:
12 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2006

Quem aprende com um erro não erra duas vezes. Foi com essa mentalidade que o Flamengo conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil em 2006. Dois anos após o trauma da derrota em casa para o Santo André, o Rubro-Negro corrigiu sua rota em uma final inesquecível, selada com duas vitórias categóricas sobre seu maior rival.

O Fla iniciou sua trajetória contra o ASA. O primeiro jogo, disputado em Arapiraca, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, a vitória por 2 a 1 garantiu o avanço. Na segunda fase, o adversário foi o ABC. O Flamengo passou com tranquilidade ao vencer por 1 a 0 em Natal e aplicar um 4 a 0 no Rio de Janeiro.

Nas oitavas de final, diante do Guarani, o Flamengo construiu uma excelente vantagem logo na ida, no Maracanã, com uma goleada por 5 a 1. No Brinco de Ouro, em Campinas, a larga diferença permitiu ao time carioca administrar a classificação mesmo com a derrota por 1 a 0 no jogo de volta.

Nas quartas de final, foi a vez de encarar o Atlético-MG. Novamente, a ida foi disputada no Rio de Janeiro e, mais uma vez, o Rubro-Negro goleou para abrir frente: 4 a 1. No Mineirão, bastou segurar o empate sem gols para carimbar o passaporte para a semifinal.

O adversário na semifinal foi o Ipatinga, a zebra daquela edição, comandada pelo técnico Ney Franco. O jogo de ida, no Vale do Aço, terminou em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, o Fla buscou a classificação de forma sofrida, com uma vitória de virada por 2 a 1. Essa fase ocorreu antes da Copa do Mundo de 2006, em um momento em que o time atravessava má fase sob o comando de Waldemar Lemos.

Após o Mundial, o Flamengo chegou à decisão com uma novidade no banco de reservas. Devido aos maus resultados no Brasileirão, Waldemar foi demitido e, para seu lugar, foi contratado justamente Ney Franco. O adversário na final foi o Vasco, que chegava após superar Botafogo-PB, Iraty, Criciúma, Volta Redonda e Fluminense. Ambas as partidas ocorreram no Maracanã. Na primeira, Obina e Luizão marcaram dois gols em um intervalo de apenas dois minutos, garantindo a vitória por 2 a 0. No segundo jogo, Juan acertou um belo chute de fora da área, confirmando o triunfo por 1 a 0 e o segundo título flamenguista na história da competição.

A campanha do Flamengo:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo

Paulista Campeão da Copa do Brasil 2005

Os anos de 2004 e 2005 foram, por excelência, os anos das zebras na Copa do Brasil. Primeiro, o Santo André calou o Flamengo em pleno Maracanã. Logo depois, foi a vez do Paulista de Jundiaí, outro integrante da Série B do Brasileirão, desbancar os gigantes e faturar mais um título inédito para o interior de São Paulo.

Com moldes semelhantes aos do vencedor anterior, mas com o diferencial de ter enfrentado apenas adversários que estavam na Série A, a equipe do então estreante técnico Vágner Mancini atingiu o auge impensável de sua história.

A incrível jornada do Galo do Japi rumo ao título começou diante do Juventude. Na ida, vitória por 1 a 0 no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. Na volta, empate por 1 a 1 no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Na segunda fase, o time eliminou o Botafogo com dois empates: 1 a 1 em casa e 2 a 2 no Maracanã, garantindo a vaga pelo critério do gol fora de casa.

Nas oitavas de final, o Paulista encontrou o Internacional. A primeira partida ocorreu no Beira-Rio, e os jundiaienses foram derrotados por 1 a 0. No segundo jogo, o placar foi devolvido no Jayme Cintra, e o Galo avançou ao vencer por 4 a 2 nos pênaltis. Nas quartas, a vítima foi o Figueirense, seguindo o mesmo roteiro: derrota por 1 a 0 em Florianópolis, vitória pelo mesmo placar em Jundiaí e classificação garantida com um 3 a 1 nas penalidades.

Na semifinal, o Paulista enfrentou o Cruzeiro. O primeiro jogo foi disputado no Jayme Cintra, onde os donos da casa conquistaram a vitória mais categórica da campanha até ali: 3 a 1. A partida de volta ocorreu no Mineirão. Os cruzeirenses tentaram a reação, mas o Galo do Japi soube sustentar a vantagem e se classificou mesmo com a derrota por 3 a 2.

Na histórica final, o Paulista teve como adversário o Fluminense, que chegava à decisão após eliminar Campinense, Esportivo, Grêmio, Treze e Ceará. O jogo de ida, no Jayme Cintra, terminou com uma vitória crucial por 2 a 0, com gols de Márcio Mossoró e Léo, ambos no segundo tempo. A volta aconteceu em São Januário, já que o Maracanã estava fechado para reformas. Tudo o que o Paulista precisou fazer para sagrar-se campeão foi administrar a vantagem, segurando o empate por 0 a 0 e garantindo a taça.

A campanha do Paulista:
12 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Daryan Dornelles/Placar

Santo André Campeão da Copa do Brasil 2004

Nos seus primeiros 15 anos de existência, a Copa do Brasil era solo fértil para zebras. Muitas delas atingiram semifinais, finais ou até conquistaram o título. Em 2004, talvez tenha ocorrido o caso mais surpreendente de todos: o Santo André, clube que à época disputava a Série B do Brasileirão, ergueu a taça dentro do maior estádio do país, após eliminar outra grande surpresa vinda do interior gaúcho.

O título do Ramalhão começou a ser desenhado contra o Novo Horizonte, de Goiás. Com uma goleada por 5 a 0 na ida, fora de casa, a equipe dispensou a necessidade do jogo de volta. Na segunda fase, o desafio foi contra o Atlético-MG. No primeiro duelo, vitória por 3 a 0 no Estádio Bruno José Daniel, no ABC Paulista. Na volta, os mineiros tentaram reagir, mas o Santo André segurou a pressão e avançou mesmo com a derrota por 2 a 0.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Guarani. Após um empate por 1 a 1 no Brinco de Ouro, em Campinas, as equipes voltaram a empatar no ABC, desta vez sem gols. Pelo critério do gol qualificado, o Santo André seguiu adiante.

Nas quartas, o time protagonizou dois confrontos épicos contra o Palmeiras. O primeiro, em casa, terminou em um eletrizante 3 a 3. O segundo jogo, no antigo Palestra Itália, reservou uma classificação dramática: o Ramalhão abriu o placar com Sandro Gaúcho, sofreu a virada para 2 a 1, buscou o empate com Osmar, viu o Palmeiras abrir 4 a 2, mas não desistiu. Com gols de Sandro e Tássio, o time buscou o 4 a 4, garantindo a vaga em um dos jogos mais memoráveis daquela edição.

A semifinal foi um duelo improvável contra o 15 de Novembro, do Rio Grande do Sul, time que havia chocado o país ao eliminar o Vasco. No jogo de ida, no Pacaembu, o Santo André foi derrotado por 4 a 3. O ato de heroísmo ficou para a volta: no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, a equipe comandada por Péricles Chamusca venceu por 3 a 1 e carimbou o passaporte para a final.

Na decisão, o Santo André encarou o Flamengo, que chegava à final após superar CRB, Tupi, Santa Cruz, Grêmio e Vitória. O jogo de ida ocorreu no Palestra Itália, devido à capacidade limitada do Bruno José Daniel. Com gols de Osmar e Romerito, o Ramalhão empatou em 2 a 2. A grande final aconteceu no Maracanã, diante de quase 72 mil torcedores rubro-negros. Sem se intimidar, o Santo André foi ao ataque: Sandro Gaúcho abriu o placar aos sete minutos do segundo tempo e Elvis, aos 22, selou o 2 a 0, sacramentando uma das conquistas mais históricas e inesperadas do futebol mundial.

A campanha do Santo André:
11 jogos | 4 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 26 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Daryan Dornelles/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2003

Vencer um título nacional é uma tarefa árdua. Conquistar dois, então, é um desafio muito maior. E se ambos vierem no mesmo ano, o feito beira o impossível. Não para o Cruzeiro, que em 2003 ergueu as taças do Brasileirão (o primeiro na era dos pontos corridos) e da Copa do Brasil que, somadas ao Campeonato Mineiro, configuraram a inédita Tríplice Coroa. A Copa, inclusive, foi a quarta do clube, consolidando-o como o grande especialista do formato.

A façanha da Raposa foi fruto de uma combinação primorosa de talentos em seu auge ou em franca ascensão: Alex, Deivid, Aristizábal, Gomes, Maicon e Luisão foram os pilares dentro de campo. Fora dele, Vanderlei Luxemburgo vivia o melhor momento de sua carreira como técnico.

A campanha rumo ao tetra começou diante do Rio Branco-ES. No Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, o time mineiro venceu por 4 a 2 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na segunda fase, o adversário foi o Coríntians-RN (grafado com "í" mesmo). Após um empate por 2 a 2 em Caicó, no interior potiguar, o Cruzeiro aplicou uma goleada soberana por 7 a 0 no Mineirão.

Nas oitavas de final, a Raposa enfrentou o Vila Nova. A primeira partida ocorreu em Belo Horizonte, com vitória azul por 2 a 0. No jogo de volta, no Serra Dourada, em Goiânia, o Cruzeiro voltou a triunfar, desta vez por 2 a 1. Nas quartas, o desafio foi contra o Vasco: vitória por 2 a 1 no Mineirão e um empate estratégico em 1 a 1 em São Januário.

A semifinal foi contra o Goiás, com o primeiro duelo disputado no Serra Dourada. Em um jogo emocionante, o Cruzeiro venceu por 3 a 2 e abriu vantagem. Na volta, no Mineirão, a Raposa confirmou a vaga com nova vitória, por 2 a 1, garantindo sua presença em mais uma final, a quinta de sua história.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Flamengo, que chegava à final após superar Botafogo-PB, Ceará, Remo, Vitória e Sport. O jogo de ida, no Maracanã, teve amplo domínio cruzeirense. Alex, de letra, marcou um gol antológico, mas os cariocas conseguiram o empate em 1 a 1 aos 48 minutos do segundo tempo. A volta, no Mineirão, foi um verdadeiro recital da Raposa. Logo no primeiro minuto, Deivid abriu o placar. Aos 15, Aristizábal ampliou e, aos 28, Luisão marcou o terceiro, sacramentando o título. O Flamengo ainda descontou para 3 a 1, mas nada que ofuscasse o show azul em Belo Horizonte.

A campanha do Cruzeiro:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paulo Euler

Corinthians Campeão da Copa do Brasil 2002

No ano do pentacampeonato mundial, em 2002, a Copa do Brasil quase testemunhou a maior zebra da história do futebol nacional. O fenômeno atendia pelo nome de Brasiliense Futebol Clube, equipe fundada em 2000 em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. Por muito pouco, o clube não se sagrou campeão da segunda maior competição do país com menos de dois anos de existência.

No fim, o título ficou com o Corinthians, que conquistou o bicampeonato. Ainda sob o impacto do vice em 2001, o clube paulista trouxe um nome de peso para o comando técnico: Carlos Alberto Parreira, que, pela primeira vez desde 1982, não treinaria uma seleção em ano de Copa do Mundo. Sorte do Timão.

Na primeira fase, o Corinthians enfrentou o River, do Piauí, e venceu ambos os jogos: 2 a 1 no Albertão, em Teresina, e 2 a 0 no Pacaembu. Na segunda fase, eliminou o Americano em partida única, ao golear por 6 a 2 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes, dispensando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro, em dois confrontos equilibrados. No primeiro jogo, no Morumbi, o Alvinegro empatou em 2 a 2, ficando dependente de um resultado positivo fora de casa. A classificação veio no Mineirão, com uma vitória por 3 a 2. Nas quartas, o Corinthians eliminou o Paraná com uma vitória por 3 a 1 no Pacaembu e uma derrota mínima por 1 a 0 em Curitiba.

A semifinal reservou dois clássicos Majestosos contra o São Paulo. Na verdade, as equipes se enfrentaram quatro vezes em um curto intervalo, pois também decidiam o Torneio Rio-São Paulo. O Corinthians levou a melhor em ambas as frentes. Na Copa do Brasil, venceu a ida por 2 a 0 e perdeu a volta por 2 a 1, ambos os jogos no Morumbi. Deivid foi o autor do gol decisivo que garantiu a vaga na final nacional.

A decisão de 2002 foi disputada entre Corinthians e Brasiliense. O Jacaré assombrou o país ao superar Vasco-AC, Náutico, Confiança, Fluminense e Atlético-MG. No primeiro jogo, no Morumbi, o Timão venceu por um apertado 2 a 1, com dois gols de Deivid. A volta ocorreu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. O Brasiliense abriu o placar ainda no primeiro tempo e, naquele momento, tinha a mão na taça devido ao critério do gol fora de casa. Contudo, Deivid, iluminado, marcou o gol do empate por 1 a 1 no segundo tempo, garantindo o título ao Corinthians.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Daniel Augusto Júnior/Corinthians

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2001

Existe uma curiosa discussão cronológica sobre a virada dos anos 2000: enquanto o milênio começou no ano 2000, o século 21 iniciou-se formalmente apenas em 2001. De qualquer forma, para a Copa do Brasil, o ano de 2001 parecia um universo distante de 1989, data de sua fundação.

Foi justamente na entrada do novo século que a competição encontrou o formato que se tornaria o mais tradicional de sua história: 64 participantes, sendo 54 classificados via estaduais e dez pelo recém-criado Ranking da CBF. O detalhe mais impactante, contudo, foi a exclusão dos clubes que disputavam a Libertadores, uma tentativa de aliviar o calendário que perduraria pelos 12 anos seguintes.

Mesmo sem os times da Libertadores, o título caiu em mãos conhecidas. Pela quarta vez, o Grêmio ergueu a taça, sob o comando de um promissor técnico chamado Adenor Bacchi, o Tite. A trajetória, porém, não foi simples. Na primeira fase, o Tricolor precisou reverter a derrota por 3 a 2 sofrida na ida contra o Villa Nova-MG, goleando por 4 a 1 no Estádio Olímpico na volta.

Na segunda fase, o Imortal enfrentou o Santa Cruz e voltou a perder o primeiro jogo, em Recife, por 1 a 0. No jogo de volta, em Porto Alegre, a vitória por 3 a 1 garantiu a classificação. Nas oitavas de final, o Grêmio superou o Fluminense com uma vitória magra por 1 a 0 no Olímpico e segurou um empate sem gols no Maracanã.

As quartas de final reservaram dois duelos eletrizantes contra o São Paulo. No primeiro, vitória gremista por 2 a 1 em casa. No segundo, disputado em uma tarde de quarta-feira devido à crise do apagão de 2001, um novo triunfo por 4 a 3 em pleno Morumbi selou a vaga. Na semifinal, o Grêmio eliminou o Coritiba com duas vitórias: 3 a 1 no Olímpico e 1 a 0 no Couto Pereira.

A decisão foi uma revanche da final de 1995 contra o Corinthians, que chegava à final após derrotar Joinville, Goiânia, Flamengo-PI, Athletico-PR e Ponte Preta. O jogo de ida, no Olímpico, começou de forma dramática para o Tricolor, que viu o adversário abrir 2 a 0. A reação veio na etapa final com dois gols de Luís Mário, selando o empate em 2 a 2. A volta, no Morumbi, foi um dos maiores domínios táticos já vistos em finais. Com gols de Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba, o Grêmio venceu por 3 a 1 e isolou-se, na época, como o único tetracampeão da competição.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar