Palmeiras Campeão Brasileiro 1967 (Taça Brasil)

Após conquistar o Robertão meses antes, o Palmeiras iniciou a disputa da Taça Brasil de 1967 como o time a ser batido. Naquela época, a competição mantinha um enorme prestígio político e técnico, pois era o caminho oficial que garantia as vagas brasileiras para a Libertadores. Por ser o atual campeão paulista, o alviverde teve o privilégio de ingressar diretamente nas semifinal, acompanhado pelo Cruzeiro, que defendia o título conquistado no ano anterior.

Enquanto os favoritos aguardavam, as eliminatórias regionais desenhavam surpresas. No Nordeste, o Treze foi o vencedor, enquanto o América-CE dominou o Grupo Norte. No confronto entre eles, os cearenses levaram a melhor. No Grupo Centro, o Atlético-MG mostrou sua força, sagrando-se campeão da Zona Centro-Leste após superar o Botafogo.

O funil apertou nas fases seguintes: o América-CE não resistiu ao Náutico, que se consolidava como a maior potência do Norte-Nordeste. Na Zona Sul, o Grêmio confirmou seu favoritismo e garantiu sua vaga entre os quatro melhores do país. Já nas quartas de final, em uma série dramática de três jogos, o Náutico eliminou o Atlético-MG, carimbando sua ida para a semifinal contra o atual campeão.

As semifinais reservaram emoções distintas. Na primeira chave, o Náutico chocou o país ao encerrar o favoritismo do Cruzeiro, avançando para a final após uma vitória e um empate na série de três confrontos. Do outro lado, o Palmeiras enfrentou uma verdadeira guerra contra o Grêmio. No jogo de ida, no Olímpico, os gaúchos venceram por 2 a 1. Precisando da reviravolta, a Academia de Futebol mostrou seu repertório no Pacaembu, vencendo a segunda partida por 3 a 1 e, no desempate, por 2 a 1.

A final contra o Náutico, foi disputada em três partidas tensas. No primeiro duelo, na Ilha do Retiro, o Palmeiras deu um passo gigante ao vencer por 3 a 1. Contudo, quando o alviverde esperava confirmar o título em São Paulo, os alvirrubros surpreenderam e venceram por 2 a 1 no Pacaembu, forçando um terceiro jogo em campo neutro.

O palco do desempate foi o Maracanã, e o Palmeiras entrou em campo decidido a não permitir que a zebra passeasse. Com uma atuação segura e cirúrgica, o Verdão venceu por 2 a 0, com gols de seus dois maiores pilares: o artilheiro César Maluco e o "Divino" Ademir da Guia. A conquista selou o tricampeonato brasileiro e um ano perfeitos, com duas taças nacionais.

A campanha do Palmeiras:
6 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 12 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Palmeiras Campeão Brasileiro 1967 (Robertão)

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa surgiu em 1967 como uma resposta à necessidade de um calendário nacional mais robusto e rentável. Ao ampliar o antigo Torneio Rio-São Paulo com a inclusão das potências de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, o certame, apelidado de Robertão, tornou-se a primeira competição a englobar, a elite do futebol brasileiro em um formato de liga. Também foi o pioneiro em alcançar uma fórmula lucrativa para os clubes participantes. Embora as federações Paulista e Carioca tenham capitaneado a edição inaugural, o sucesso foi tão retumbante que, a partir de 1968, a CBD assumiu a organização, rebatizando-o oficialmente como Taça de Prata.

Na edição de estreia, em 1967, o torneio reuniu 15 grandes do futebol nacional. O regulamento era inovador: as equipes foram divididas em dois grupos, mas todos se enfrentavam em turno único. Os dois melhores de cada chave garantiam vaga no quadrangular final.

O Palmeiras foi inserido no Grupo B. Após 14 rodadas de um futebol sólido, o Verdão liderou o grupo com uma campanha de sete vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas, somando 19 pontos. Ao seu lado, o Grêmio garantiu a segunda vaga. No Grupo A, a rivalidade foi intensa, culminando com as classificações de Corinthians e Internacional, deixando para trás equipes como Santos e Botafogo.

A fase decisiva transformou-se em um duelo geográfico entre o futebol paulista e o gaúcho. O Palmeiras iniciou sua caminhada com o pé direito, batendo o Internacional em pleno Beira-Rio por 2 a 1. Na sequência, o alviverde demonstrou resiliência ao segurar dois empates fundamentais: 2 a 2 no Derby contra o Corinthians e 1 a 1 em solo gaúcho contra o Grêmio.

Na abertura do returno, o terceiro empate consecutivo veio diante do Inter, sem gols no Pacaembu. A pressão aumentava, mas a estrela da Academia de Futebol brilhou na penúltima rodada: uma vitória sobre o Corinthians por 1 a 0, no Morumbi, colocou o Palmeiras em uma posição privilegiada para a rodada final. Como líder isolado do quadrangular, com sete pontos, o Verdão chegou à última partida dependendo apenas de si contra o Grêmio.

No Pacaembu, enquanto Internacional e Corinthians duelavam no Sul sonhando com um tropeço alviverde, o Palmeiras impôs sua hierarquia. Com dois gols do artilheiro César Maluco, o Palmeiras derrotou o Grêmio por 2 a 1 e selou a conquista do segundo título brasileiro, consolidando a Primeira Academia como uma das maiores forças da história do nosso futebol.

A campanha do Palmeiras:
20 jogos | 10 vitórias | 8 empates | 2 derrotas | 39 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Cruzeiro Campeão Brasileiro 1966

O desfecho da Taça Brasil de 1966 é um dos marcos mais profundos da cronologia do futebol brasileiro. Até aquele momento, com a exceção pontual do Bahia em 1959, pairava a crença de que apenas os clubes do eixo Rio-São Paulo possuíam o nível técnico necessário para dominar o país. A ascensão meteórica e o título do Cruzeiro foi o estopim para a integração nacional definitiva do esporte, provando que grandes potências brotavam fora dos gramados cariocas e paulistas.

Essa demonstração de força mineira foi o catalisador para que, já em 1967, as federações paulista e carioca aceitassem ampliar o prestigiado Torneio Rio-São Paulo. Com a inclusão de gigantes de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, nascia o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o popular Robertão, precursor direto do formato moderno do Brasileirão.

Diferente do Santos, que aguardava a semifinal, o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes precisou trilhar um caminho mais longo. A equipe ingressou em uma fase intermediária, no Grupo Centro, aguardando a definição entre Anápolis, Rabello (Distrito Federal), Desportiva e Americano. Quando entrou em campo contra o Americano, a Raposa deu um cartão de visitas assustador, com duas goleadas por 4 a 0 e 6 a 1.

Na final da Zona Sul, o desafio subiu de nível contra o Grêmio. Após um empate sem gols sob a pressão do Estádio Olímpico, a Raposa impôs seu ritmo no Mineirão, vencendo por 2 a 1.

Já na semifinal nacional, o Cruzeiro despachou o Fluminense com autoridade, vencendo no Rio de Janeiro por 1 a 0 e em Belo Horizonte por 3 a 1, carimbando o passaporte para desafiar Pelé e o Santos, que buscavam o hexacampeonato.

A final de 1966 é cercada de mística. O Santos era o favorito, considerado por muitos a melhor equipe do mundo. No entanto, o que se viu na ida no Mineirão foi um dos maiores choques da história do esporte. O Cruzeiro destruiu qualquer prognóstico ao aplicar um sonoro 6 a 2, que deixou o Brasil atônito diante da velocidade e do refinamento técnico dos mineiros.

Com a vantagem no placar, a Raposa viajou ao Pacaembu para o jogo de volta. O Santos chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo, parecendo que forçaria o terceiro jogo. Contudo, em uma demonstração de categoria, o Cruzeiro buscou uma virada histórica na etapa final, vencendo por 3 a 2. Ao apito final, a soberania santista estava encerrada e uma nova era começava, com o Cruzeiro campeão.

A campanha do Cruzeiro:
8 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 25 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Santos Campeão Brasileiro 1965

O ano de 1965 marcou o auge técnico da maior dinastia que o futebol brasileiro já testemunhou. O Santos partiu em busca de um feito sem precedentes: o quinto título nacional consecutivo. A Taça Brasil manteve o formato com 22 participantes, reunindo 21 campeões estaduais. Curiosamente, como o Peixe detinha o título paulista e o nacional, a vaga regional de São Paulo foi herdada pelo vice-campeão estadual, o Palmeiras. Na condição de campeão vigente, o Alvinegro Praiano garantiu seu lugar diretamente nas semifinal, ao lado do Vasco.

Enquanto o Santos aguardava no topo da pirâmide, as fases eliminatórias foram marcadas por disputas acirradas que revelaram a força do futebol nordestino e sulista. Na Zona Norte, o Vitória dominou o Grupo Nordeste, enquanto o Náutico sobrou no Grupo Norte. No duelo regional, os pernambucanos superaram os baianos. Na Zona Sul, o Grêmio faturou o Grupo Sul, enquanto o Siderúrgica, de Minas Gerais, venceu o Grupo Leste. Na final, os gaúchos prevaleceram sobre os mineiros.

Nas quartas de final, o Náutico avançou após superar o Fortaleza (que havia entrado em uma fase intermediária), enquanto o Grêmio teve a ingrata tarefa de enfrentar o poderoso Palmeiras, que acabou avançando para o clássico paulista na semifinal.

A semifinal reservou mais um Clássico da Saudade. Santos e Palmeiras protagonizaram duelos de altíssimo nível técnico. No primeiro jogo, o Santos venceu por 4 a 2, abrindo uma vantagem crucial. No jogo de volta, um empate estratégico em 1 a 1 garantiu o Peixe em sua quinta final consecutiva. Na outra chave, o Vasco confirmou seu favoritismo ao eliminar o Náutico, preparando o cenário para um clássico Rio-São Paulo na decisão.

A final da Taça Brasil de 1965 foi um testemunho da superioridade absoluta do esquadrão de Vila Belmiro. No jogo de ida, realizado no Pacaembu, o Santos não deu chances ao Vasco. Letal, o alvinegro aplicou uma goleada de 5 a 1, com gols de Dorval (dois), Toninho Guerreiro (dois) e Pepe. O resultado praticamente selou o destino do campeonato antes mesmo da viagem ao Rio de Janeiro.

No jogo de volta, no Maracanã, o Santos jogou com a inteligência de um veterano das grandes decisões. Uma vitória magra por 1 a 0 foi o suficiente para coroar a campanha invicta. Ao apito final, o veredito histórico estava escrito: o Santos era pentacampeão brasileiro, estabelecendo um recorde de títulos consecutivos que, até hoje, nenhum outro clube conseguiu igualar.

A campanha do Santos:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 11 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência O Globo

Santos Campeão Brasileiro 1964

Dando continuidade à sua hegemonia absoluta na década de 1960, o Santos partiu em busca do tetracampeonato na Taça Brasil de 1964. Consolidada como a joia da coroa do futebol nacional, a competição expandiu-se para 22 participantes, reunindo 21 campeões estaduais e o Santos, na condição de atual detentor do troféu.

Diferente das edições anteriores, o regulamento impôs um desafio adicional ao Alvinegro Praiano. Como o Palmeiras era o campeão paulista, a vaga direta na semifinal coube aos alviverdes, ao lado do Flamengo (campeão carioca). O Santos, portanto, precisou iniciar sua jornada um pouco antes, nas quartas de final.

Enquanto o Sudeste aguardava, o Brasil disputava as etapas regionalizadas. Na Zona Norte, o Ceará dominou o Grupo Nordeste e o Náutico venceu o Grupo Norte. Na decisão regional, os cearenses superaram os pernambucanos, garantindo uma vaga histórica nas semifinais nacionais. Na Zona Sul, o Metropol, de Santa Catarina, surpreendeu ao vencer o Grupo Sul, enquanto o Atlético-MG faturou o Grupo Leste. Na final, os mineiros eliminaram os catarinenses e avançaram para encarar o Santos.

A entrada do Santos no torneio foi um verdadeiro atropelo. Nas quartas de final, diante do Atlético-MG, o Peixe não tomou conhecimento do adversário: goleou por 4 a 1 no Independência e aplicou um sonoro 5 a 1 na Vila Belmiro. 

Na semifinal, o Clássico da Saudade contra o Palmeiras. O primeiro embate foi uma guerra técnica, decidida nos detalhes com vitória santista por 3 a 2. No jogo de volta, contudo, a superioridade técnica do Santos aflorou de forma devastadora, com um 4 a 0 categórico que eliminou o rival e carimbou o passaporte para a final contra o Flamengo, que havia despachado o Ceará na outra chave.

A final colocou frente a frente Santos e Flamengo. No jogo de ida, realizado no Pacaembu, o Santos praticamente selou o destino da taça. Com uma atuação de gala de Pelé, autor de três gols, o Peixe venceu por 4 a 1, deixando o rubro-negro carioca em situação desesperadora.

No jogo de volta, no Maracanã, o Santos atuou com o regulamento debaixo do braço. Com uma defesa sólida, o Alvinegro Praiano segurou um empate em 0 a 0 e confirmou o que todos já esperavam: o Santos era tetracampeão brasileiro.

A campanha do Santos:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 20 gols marcados | 5 gols sofridos

 

Foto Arquivo/Gazeta Press

Santos Campeão Brasileiro 1963

Em 1963, o futebol brasileiro vivia uma era de ouro, e a Taça Brasil refletia esse prestígio. O regulamento manteve-se fiel à estrutura de sucesso dos anos anteriores, mas o certame expandiu-se para 20 participantes, reforçando seu caráter nacional. O Santos, que naquele ano ostentava os títulos de campeão Mundial, da Libertadores e Paulista, entrou na competição não apenas como favorito, mas como a equipe a ser batida por todo o planeta.

Como detentor do título e representante do estado de São Paulo, o Santos iniciou sua jornada diretamente nas semifinais, acompanhado pelo Botafogo (campeão da Guanabara). Enquanto as potências aguardavam, as eliminatórias regionais pegavam fogo. Na Zona Norte, o Sport dominou o Grupo Norte e o Bahia sobrou no Grupo Nordeste. No duelo decisivo da região, os baianos despacharam os pernambucanos. Na Zona Sul, o Grêmio faturou o Grupo Sul, enquanto o Atlético-MG conquistou o Grupo Leste. No embate entre gaúchos e mineiros, os tricolores levaram a melhor, garantindo o direito de enfrentar o Peixe.

A estreia do Santos ocorreu contra o Grêmio. Tanto no Estádio Olímpico quanto no Pacaembu, o Peixe não deu margem para tropeços, vencendo em Porto Alegre por 3 a 1 e em São Paulo por 4 a 3. O time carimbou sua vaga na decisão após um confronto que teve até mesmo Pelé atuando como goleiro, na partida de volta, após a expulsão de Gilmar. Do outro lado, o Botafogo era favorito contra o Bahia. Contudo, os tricolores seguraram o ímpeto carioca: ganhou por 1 a 0 em Salvador e empatou sem gols Maracanã. Pela terceira vez em cinco anos, Santos e Bahia decidiriam quem mandava no futebol brasileiro.

Diferente dos equilíbrios de 1959 e 1961, onde foram necessários três jogos para definir o campeão, a decisão de 1963, disputada já no início de 1964, foi um monólogo santista. No jogo de ida, no Pacaembu, o Santos aplicou um implacável 6 a 0. Pelé, Pepe, Coutinho e Mengálvio destruíram a defesa baiana em uma exibição que beirou a perfeição técnica.

Com o título virtualmente garantido, o Alvinegro Praiano viajou até a Fonte Nova apenas para completar o serviço. Com uma vitória serena por 2 a 0 em Salvador, o Santos de Pelé erguia o troféu pela terceira vez consecutiva, consolidando um tricampeonato inédito que colocava o clube em um patamar de hegemonia jamais visto na história do esporte nacional.

A campanha do Santos:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 15 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Santos Campeão Brasileiro 1962

Em 1962, a Taça Brasil consolidou-se como o torneio de elite do país, mantendo a estrutura competitiva do ano anterior. O certame reuniu 18 campeões estaduais, divididos em eliminatórias regionais que serviam de funil para a fase decisiva. Os representantes de São Paulo e da Guanabara (Rio de Janeiro) tiveram o privilégio de ingressar diretamente nas semifinais. Assim, o Santos (campeão vigente) e o Botafogo aguardavam seus desafiantes no topo da pirâmide.

Enquanto as potências do Sudeste aguardavam, o restante do Brasil duelava por uma vaga entre os quatro melhores. Na Zona Norte, o Sport dominou o Grupo Norte, enquanto o Campinense surpreendeu no Grupo Nordeste. Na decisão, os pernambucanos confirmaram o favoritismo, eliminando os paraibanos com um empate e uma vitória. Na Zona Sul, o Cruzeiro mostrou sua força crescente no Grupo Leste, enquanto o Internacional sobrou no Grupo Sul. Na final, os gaúchos superaram os mineiros.

O Brasil, ainda em êxtase com a conquista do bicampeonato mundial no Chile, viu as semifinais serem disputadas apenas no início de 1963 devido ao calendário apertado. O Santos viajou até Recife e segurou um empate em 1 a 1 com o Sport na Ilha do Retiro, sob forte pressão. No jogo de volta, na Vila Belmiro, o Peixe aplicou um contundente 4 a 0. Na outra chave, Botafogo e Internacional protagonizaram um duelo equilibrado, terminando com a classificação carioca.

A decisão de 1962 colocou frente a frente as duas maiores esquadras do planeta na época. De um lado, o Santos de Pelé, Coutinho e Pepe. Do outro, o Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Quarentinha e Amarildo. Era, essencialmente, a Seleção Brasileira dividida em dois clubes. Os dois primeiros jogos foram batalhas épicas e equilibradas. No Pacaembu, o Santos venceu por 4 a 3. Na volta, em um Maracanã lotado, o Botafogo deu o troco e venceu por 3 a 1, forçando a partida de desempate.

Contudo, no terceiro e decisivo jogo, realizado no Rio de Janeiro, o Santos de Pelé atingiu o estado de perfeição. Em uma exibição de gala que entrou para a mitologia do futebol, o Alvinegro Praiano aplicou um acachapante 5 a 0 em pleno Maracanã. Pelé marcou duas vezes, enquanto Coutinho e Pepe completaram o marcador. Com o resultado, o Santos sagrava-se bicampeão brasileiro consecutivo, reafirmando sua soberania em um ano onde também conquistaria sua primeira Libertadores e o Mundial Interclubes.

A campanha do Santos:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 15 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência JB