Palmeiras Campeão Brasileiro 1973

O Campeonato Nacional de Clubes de 1973 seguiu com a política de expansão da CBD. Através de convites, a entidade aboliu a segunda divisão e inflou a competição com 40 clubes de 20 estados, sob o pretexto de integração nacional. Com esse gigantismo, os regulamentos tornaram-se labirintos: a primeira fase foi dividida em dois turnos, sendo o primeiro disputado em dois grupos de 20 equipes e o segundo em quatro grupos de dez, todos somando pontos para uma classificação geral.

Dentro das quatro linhas, a Segunda Academia do Palmeiras mantinha a base campeã do ano anterior e seguia desfilando um futebol de eficiência e solidez defensiva, sob o comando de Oswaldo Brandão. Na primeira fase, o Verdão enfrentou uma maratona de 28 rodadas para confirmar sua superioridade. Foram 19 jogos no primeiro turno e nove no returno, terminando como líder isolado. Com uma campanha de 18 vitórias, sete empates e três derrotas, o Palmeiras somou 43 pontos, três a mais que o vice-líder Grêmio e 13 a mais que o Santa Cruz, o último classificado para a etapa seguinte.

Na segunda fase, os 20 sobreviventes foram divididos em dois grupos de dez. O Palmeiras, no grupo 1, manteve-se invicto ao longo das nove rodadas. Com cinco vitórias e quatro empates, o alviverde avançou com autoridade para o quadrangular final, acompanhado pelo Internacional. Na outra chave, São Paulo e Cruzeiro garantiram suas vagas, preparando o cenário para a decisão.

Devido à extensão do torneio, o quadrangular final foi disputado apenas em fevereiro de 1974, em turno único. O Palmeiras estreou com uma vitória crucial por 1 a 0 sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, enquanto o São Paulo goleava o Internacional por 4 a 1. Na segunda rodada, o alviverde eliminou matematicamente os gaúchos com uma vitória por 2 a 1 no Morumbi. O triunfo do Cruzeiro sobre o São Paulo na mesma rodada deixou o Palmeiras em uma situação extremamente confortável para o fechamento do torneio.

A rodada final chegou com um cenário complexo para os adversários. O Cruzeiro precisava de uma goleada sobre o Internacional e ainda torcer para uma vitória magra do São Paulo. Para os tricolores, a missão era vencer o Palmeiras e aguardar o resultado de Minas. No entanto, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira e Ademir da Guia jogava com o regulamento debaixo do braço. Novamente dono da melhor campanha, o empate bastava para o título. Em um Morumbi tenso, o Verdão segurou o ímpeto são-paulino em um 0 a 0 seguro e pragmático. O apito final confirmou o bicampeonato consecutivo e o sexto título brasileiro da história palmeirense, selando a era de ouro da Segunda Academia.

A campanha do Palmeiras:
40 jogos | 25 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 52 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Piccino/Agência O Globo

Palmeiras Campeão Brasileiro 1972

O processo de inchaço do Campeonato Nacional seguiu em ritmo acelerado em 1972, refletindo o desejo de integração regional promovido pelo governo da época. Naquele ano, a CBD ampliou o número de participantes para 26 equipes, seis a mais que na edição anterior, buscando contemplar o maior número possível de estados e regiões.

O formato era exaustivo: os 26 clubes enfrentaram-se em turno único ao longo de 25 rodadas, mas a pontuação era contabilizada dentro de quatro grupos distintos (com seis ou sete times cada). O Palmeiras, rumo ao quinto título, foi inserido no Grupo B.

Sob o comando de Oswaldo Brandão, o Palmeiras desfilou uma regularidade impressionante. O Verdão encerrou a primeira fase na liderança de seu grupo e com a melhor campanha geral entre todos os participantes. Foram 36 pontos conquistados em uma trajetória de 14 vitórias, oito empates e três derrotas. Além do alviverde, avançaram naquela chave Coritiba, Cruzeiro e Flamengo.

Com o calendário estrangulado pelas viagens e pelo número de clubes, a segunda fase foi curta e impiedosa. Os 16 classificados foram divididos em quatro grupos de quatro, com apenas três rodadas para definir os semifinalistas. No Grupo 2, o Palmeiras enfrentou São Paulo, Coritiba e America-RJ. A caminhada começou com um susto: derrota por 2 a 0 no Choque-Rei. No entanto, o time reagiu  batendo os cariocas por 3 a 1 e os paranaenses por 3 a 0. Palmeiras e São Paulo empataram com quatro pontos, mas o Verdão garantiu a vaga na semifinal pelo critério de gols pró (seis contra quatro do rival).

Na semifinal, disputada em jogo único no Pacaembu, o Palmeiras enfrentou o Internacional. Por ter a melhor campanha, o time paulista jogava pelo empate. O Inter chegou a abrir o placar, mas o Palmeiras buscou o 1 a 1, carimbando o passaporte para a decisão contra o Botafogo, que havia eliminado o Corinthians na outra chave.

A decisão ocorreu na antevéspera de Natal. No Morumbi, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Ademir da Guia e Leivinha recebeu o Botafogo. Novamente, a vantagem da melhor campanha permitia ao Alviverde ser campeão com um empate. Os cariocas pressionaram e buscaram o gol durante os 90 minutos, mas esbarraram em uma das defesas mais bem montadas da história do futebol brasileiro. Com o placar imóvel em 0 a 0, o Palmeiras confirmou sua hegemonia. Foi o primeiro título conquistado sob a denominação de Campeonato Nacional" e o quinto título brasileiro da história do clube.

A campanha do Palmeiras:
30 jogos | 16 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/Palmeiras

Atlético-MG Campeão Brasileiro 1971

Em 1971, o futebol brasileiro viveu uma transformação definitiva. Motivada pelo impacto do tricampeonato mundial no México, a CBD encerrou a era do Robertão para dar lugar à primeira edição do Campeonato Nacional de Clubes. A nova competição nasceu com a ambição de integrar o país, expandindo as fronteiras do futebol de elite para mais regiões e estados.

Nesta temporada inaugural, foram somadas três novas equipes aos 17 participantes da Taça de Prata do ano anterior, totalizando 20 clubes e incluindo o Ceará como novo estado representado. Curiosamente, houve também a criação de uma divisão de acesso, embora, na prática, funcionasse como um torneio paralelo, sem um sistema de promoção imediata para o campeão daquela edição.

O regulamento era exigente. Os 20 times jogaram todos contra todos em turno único, mas divididos em duas chaves. O título ficou com o Atlético-MG, comandado por Telê Santana. No Grupo B da primeira fase, a estreia foi um clássico contra o América-MG, terminando em 1 a 1. Ao longo das 19 rodadas, o Galo demonstrou solidez e avançou à fase seguinte na segunda posição do grupo, somando os mesmos 23 pontos que o líder Grêmio, com uma campanha de sete vitórias, nove empates e três derrotas.

Na segunda fase, os 12 melhores classificados foram divididos em três grupos de quatro equipes. O Atlético-MG caiu em uma chave ao lado de Internacional, Santos e Vasco. A classificação para a fase final foi decidida nos detalhes. Na rodada decisiva, o Galo sofreu derrota por 1 a 0 para o Inter no Mineirão, deixando ambas as equipes empatadas com sete pontos. A sorte alvinegra residiu na vitória de 4 a 1 sobre o Colorado no primeiro turno, no Beira-Rio. Esse placar foi determinante para o saldo de gols, garantindo a vaga mineira no triangular final.

O título foi decidido em um triangular entre Atlético-MG, São Paulo e Botafogo. No primeiro embate, o Galo impôs sua hierarquia no Mineirão e venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. No jogo seguinte, o São Paulo goleou o Botafogo por 4 a 1, criando um cenário de tensão para a rodada final.

O Maracanã foi o palco do confronto decisivo entre Botafogo e Atlético-MG. O time carioca precisava de uma vitória por uma diferença improvável de cinco gols para ser campeão. Já o São Paulo torcia por qualquer vitória simples do Botafogo para herdar a taça. Porém, o destino pertencia a Belo Horizonte. Aos 16 minutos do segundo tempo, Dario, o "Dadá Maravilha", subiu mais alto que todos e testou para o fundo das redes. O 1 a 0 persistiu até o fim, selando o segundo título nacional para o Atlético-MG.

A campanha do Atlético-MG:
27 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 39 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Fluminense Campeão Brasileiro 1970

O ápice do futebol brasileiro aconteceu em 1970, com a conquista do tricampeonato mundial. No cenário doméstico, o Robertão chegava à sua última edição antes de ser mudar definitivamente para Campeonato Nacional pela CBD, com 17 equipes que duelaram pelo prestígio de ser o melhor clube do país da melhor seleção do mundo. Foi neste cenário que o Fluminense buscou sua primeira taça.

O Tricolor das Laranjeiras foi inserido no Grupo B, uma chave composta por nove equipes e marcada por equilíbrio. Ao longo de 16 rodadas, o Fluminense travou uma disputa ponto a ponto contra potências como Cruzeiro, Flamengo e Internacional.

A classificação veio de forma dramática: o Flu encerrou a fase na segunda posição com 20 pontos, fazendo oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas, e ficando um ponto atrás do líder Cruzeiro. Mas a vaga no quadrangular final foi garantida pelo critério de desempate, já que o tricolor ficou empatado com rubro-negros e colorados, superando-os somente no saldo de gols (dez contra nove dos rivais). No Grupo A, classificaram-se Palmeiras e Atlético-MG.

A fase decisiva foi comprimida em apenas uma semana, exigindo fôlego e nervos de aço. Na rodada de abertura, o Fluminense transformou o Maracanã em um caldeirão e venceu o Palmeiras por 1 a 0, gol do artilheiro Mickey. Como Cruzeiro e Atlético-MG empataram em 1 a 1, o Tricolor assumiu a liderança isolada logo de cara.

Na segunda rodada, o desafio foi no Mineirão. Com uma postura tática impecável, o Fluminense calou Belo Horizonte ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0, novamente com Mickey balançando as redes. O Palmeiras, ao vencer o Atlético-MG por 3 a 0, manteve-se vivo na briga.

A rodada decisiva do Robertão chegou com Fluminense e Palmeiras ainda matematicamente no páreo. No Pacaembu, o Palmeiras cumpriu seu papel ao derrotar o Cruzeiro por 4 a 2, pressionando os cariocas. No entanto, o destino estava traçado para as cores verde, branco e grená.

Diante de mais de 112 mil pessoas no Maracanã, o Fluminense precisava de apenas um empate contra o Galo. Mickey, o herói do título, abriu o placar de cabeça. O Atlético-MG buscou o empate, mas a defesa tricolor, liderada pelo goleiro Félix, segurou o 1 a 1 até o apito final. Pela primeira vez na história, o Fluminense era campeão brasileiro.

A campanha do Fluminense:
19 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 29 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Palmeiras Campeão Brasileiro 1969

O ano de 1969 consolidou definitivamente o Robertão como a espinha dorsal do futebol brasileiro. Com a extinção oficial da Taça Brasil, a Taça de Prata, como o torneio era formalmente chamado pela CBD, tornou-se o único caminho para a glória nacional. A competição também passou a carregar o peso de definir os representantes brasileiros na Libertadores. O certame reuniu a nata do esporte, com 17 clubes de sete estados, divididos em dois grupos altamente competitivos.

Campeão da edição de 1967, o Palmeiras iniciou a jornada sob o peso do favoritismo, mas a trajetória no Grupo B foi tudo menos simples. A chave tornou-se um verdadeiro grupo da morte, onde a diferença técnica entre os times era mínima. Ao final das 16 rodadas, o alviverde assegurou a liderança com nove vitórias, um empate e seis derrotas, com 19 pontos somados. O Botafogo garantiu a segunda vaga. No Grupo A, o cenário foi ligeiramente mais folgado, com Corinthians e Cruzeiro desfilando um futebol superior e avançando sem grandes sustos.

Se a primeira fase foi equilibrada, o quadrangular final elevou a tensão a níveis dramáticos. Na rodada de abertura, o Palmeiras travou um clássico truncado contra o Corinthians, terminando em 0 a 0. Simultaneamente, Botafogo e Cruzeiro dividiam pontos em um eletrizante 2 a 2.

A segunda rodada trouxe mais apreensão para a torcida alviverde. No Mineirão, o Palmeiras buscou um empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro. O resultado deixou o Verdão em situação delicada, pois o Corinthians, ao vencer o Botafogo por 1 a 0, assumiu a liderança isolada e colocou as mãos na taça.

A rodada final foi um exercício de matemática e fé. Para ser campeão, o Palmeiras precisava vencer o seu jogo a partir de de dois gols de diferença e contar uma vitória cruzeirense por menos tentos. No Morumbi, o Verdão fez a sua parte com autoridade: derrotou o Botafogo por 3 a 1, com gols de Ademir da Guia e César Maluco, e passou a acompanhar as rádios.

No Mineirão, o cenário era complexo: o empate ou a vitória dariam o título ao Corinthians. Uma vitória mineira por dois ou mais gols daria o título ao Cruzeiro. Mas o destino sorriu para o Palmeiras quando o Cruzeiro venceu por exatamente 2 a 1. Esse placar deixou Palmeiras e Cruzeiro empatados em pontos, mas o título ficou com o clube paulista graças ao critério de saldo de gols. Era a consagração da Segunda Academia, com o Verdão erguendo seu segundo Robertão e seu quarto título brasileiro, fechando a década de 1960 como um dos maiores colecionadores de taças nacionais do país.

A campanha do Palmeiras:
19 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 6 derrotas | 28 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Estadão Conteúdo

Botafogo Campeão Brasileiro 1968 (Taça Brasil)

A Taça Brasil de 1968 entrou para a história como a última edição do torneio que inaugurou a era das competições nacionais no país. Originalmente, a CBD planejava utilizar o certame para indicar os dois representantes brasileiros na Libertadores de 1969. Contudo, uma série de impasses organizacionais e conflitos de calendário empurraram o término a competição para o ano seguinte. O atraso foi tão severo que a entidade mudou as regras no meio do caminho, retirando as indicações para o torneio continental e deixando a Taça Brasil em um limbo administrativo.

A competição seguiu sua estrutura regionalizada: o Fortaleza dominou a Zona Norte, o Cruzeiro a Zona Central e o Metropol a Zona Sul. Enquanto mineiros e cearenses aguardavam nas quartas de final, o Metropol deveria enfrentar o Botafogo em uma fase eliminatória que se tornaria lendária pelos motivos errados.

Após uma goleada carioca por 6 a 1 e um triunfo catarinense por 1 a 0, o jogo de desempate no Maracanã foi interrompido por um temporal quando o placar marcava 1 a 1. O Metropol, já em viagem de volta, foi convocado a retornar para reiniciar a partida no dia seguinte. Diante da impossibilidade logística e da recusa da CBD em adiar o reencontro, o clube catarinense entrou na justiça. O torneio ficou paralisado por quatro meses até que, exausto das manobras no tapetão, o Metropol desistiu.

A desorganização foi tamanha que times como Santos e Palmeiras, desinteressados por um torneio que já não valia vaga na Libertadores, retiraram-se da competição. Com o caminho livre, o Botafogo avançou para enfrentar o Cruzeiro, enquanto o Fortaleza duelou contra o Náutico. Na semifinal, o Glorioso mostrou sua força técnica contra a Raposa: venceu por 1 a 0 no Maracanã e segurou um empate em 1 a 1 no Mineirão, calando a torcida mineira. Do outro lado, o Fortaleza confirmou sua excelente fase ao despachar o Náutico em uma série decidida apenas no jogo-desempate.

Finalmente, entre setembro e outubro de 1969, nove meses após o cronograma original, a decisão foi realizada. O Fortaleza impôs dificuldades no jogo de ida no Estádio Presidente Vargas, arrancando um empate em 2 a 2 que deixou a decisão aberta.

No entanto, no jogo de volta no Maracanã, o Botafogo de Jairzinho, Gerson e Paulo Cézar Caju não deu chances ao azar. Em ótima exibição, o alvinegro aplicou uma goleada implacável de 4 a 0. O triunfo encerrou a era da Taça Brasil e coroou o primeiro título brasileiro da história do Botafogo.

A campanha do Botafogo:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 15 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo

Santos Campeão Brasileiro 1968 (Robertão)

Após o sucesso da edição inaugural, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968 passou por mudanças fundamentais. A organização deixou de ser responsabilidade exclusiva das federações paulista e carioca e foi assumida pela CBD, que o rebatizou oficialmente como Taça de Prata. O Robertão consolidou-se como a prioridade absoluta dos grandes clubes, superando a Taça Brasil em prestígio. A competição cresceu para 17 clubes, expandindo suas fronteiras com a inclusão de representantes da Bahia e de Pernambuco.

O Santos, vivendo uma transição de gerações mas ainda regido por um Pelé no auge físico e técnico, foi inserido no Grupo B. O desafio era imenso: 16 rodadas de enfrentamentos intensos contra as maiores potências do país. Ao final da primeira fase, o Alvinegro Praiano demonstrou sua regularidade característica, encerrando na liderança do grupo com uma campanha sólida de nove vitórias, quatro empates e três derrotas, somando 22 pontos. O Vasco garantiu a segunda vaga da chave. No Grupo A, a disputa foi igualmente acirrada, com Palmeiras e Internacional carimbando o passaporte para a fase decisiva.

Devido ao calendário apertado e para evitar que a competição invadisse o ano de 1969, a CBD optou por um quadrangular final disputado em turno único. Cada jogo era, na prática, uma final de campeonato. Na rodada de abertura, o Santos viajou até Porto Alegre e venceu o Internacional por 2 a 1 (curiosamente, a partida ocorreu no Estádio Olímpico, já que o Beira-Rio ainda estava em contrução). Simultaneamente, o Palmeiras atropelava o Vasco por 3 a 0. O confronto direto entre os rivais paulistas na segunda rodada, no Morumbi, serviu como o grande tira-teima do torneio: o Santos aplicou um contundente 3 a 0, assumindo a liderança isolada. Enquanto isso, o Vasco vencia o Inter por 3 a 2.

A última rodada chegou com Santos, Palmeiras e Vasco ainda matematicamente vivos na briga pela taça. No entanto, as esperanças palmeirenses foram dizimadas em Porto Alegre, onde o Internacional deu o troco e venceu por 3 a 0. Logo, o destino do título seria decidido no Maracanã, no embate entre Santos e Vasco. Para o Peixe, um empate bastava para erguer o troféu.

Contudo, a equipe de Vila Belmiro jogou para vencer: com gols de Toninho Guerreiro e Pelé, o Santos derrotou o cruzmaltino por 2 a 1. A vitória selou a conquista do único Robertão da história santista e o seu sexto título brasileiro.

A campanha do Santos:
19 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Arquivo/Santos