Internacional Campeão Brasileiro 1975

O Campeonato Brasileiro de 1975 marcou a estreia de uma nova nomenclatura: a Copa Brasil. O torneio continuou sua trajetória de expansão, atingindo a marca de 42 equipes, duas a mais que nas edições anteriores. No entanto, o que realmente definiu esta temporada foi o surgimento de um dos maiores esquadrões da história do futebol mundial: o Internacional de Manga, Figueroa, Carpegiani, Falcão e Valdomiro. Fora das quatro linhas, a CBD introduziu uma regra para estimular o ataque: as vitórias por dois ou mais gols de diferença valiam três pontos, em vez dos tradicionais dois.

Na primeira fase, os 42 clubes foram distribuídos em quatro grupos. O Internacional ficou no Grupo D e, em confrontos cruzados com as equipes do Grupo C, demonstrou uma superioridade avassaladora. O Colorado liderou sua chave com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Dos 23 pontos conquistados, cinco foram frutos da regra do ponto extra.

A segunda fase manteve o ritmo intenso. Os 20 classificados foram divididos em dois novos grupos. No Grupo 2, o Inter travou um duelo com o Santa Cruz. Ambas as equipes tiveram campanhas idênticas com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota, mas o Internacional prevaleceu na tabela graças à sua capacidade de golear: foram cinco pontos extras contra dois dos pernambucanos. Enquanto isso, na repescagem, os outros 22 times lutavam por quatro vagas para completar os 16 que da etapa seguinte.

Na terceira fase, o Inter enfrentou seu primeiro momento de instabilidade, classificando-se na vice-liderança do grupo B, atrás justamente do Santa Cruz, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota. O tropeço obrigou o Colorado a disputar a semifinal em jogo único fora de casa, contra o Fluminense.

Na semifinal, o Internacional protagonizou uma das maiores exibições de sua história. Diante de mais de 97 mil torcedores no Maracanã, o time gaúcho não se intimidou e, com gols de Lula e Carpegiani, venceu por 2 a 0. A vitória garantiu ao Inter o direito de sediar a final única, já que possuía a melhor campanha geral do certame. Seu adversário foi o Cruzeiro, que eliminou o Santa Cruz.

A final, no Beira-Rio contra o Cruzeiro, foi um embate tenso, com as defesas prevalecendo sobre os ataques. Até que, aos 11 minutos do segundo tempo, o destino interveio. Era fim de tarde em Porto Alegre, e um único feixe de luz solar iluminou exatamente a pequena área cruzeirense. Nesse instante, após cobrança de falta de Valdomiro, Elias Figueroa subiu mais alto que todos e testou para as redes, marcando o "Gol Iluminado". O placar de 1 a 0 garantiu ao Internacional seu primeiro título brasileiro.

A campanha do Internacional:
30 jogos | 19 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência RBS

Vasco Campeão Brasileiro 1974

Apenas 20 dias após o encerramento da edição anterior, iniciou-se o Campeonato Nacional de 1974. O torneio manteve o contingente de 40 equipes, contudo, o regulamento trouxe uma inovação bizarra: além dos dez melhores de cada um dos dois grupos de 20, as últimas quatro vagas para a segunda fase seriam decididas por critérios distintos: duas pela pontuação geral e duas pela maior média de público pagante, uma manobra para favorecer clubes de grandes massas que estivessem mal na tabela.

Neste cenário de estádios lotados, o Vasco despontava sob a liderança de um jovem centroavante que estava prestes a se tornar uma lenda: Roberto Dinamite. Dentro do Grupo A, o cruzmaltino manteve a consistência necessária para avançar sem depender dos critérios de público. Ao final das 19 rodadas da primeira fase, o time da Colina encerrou sua participação na sétima posição, somando 22 pontos, com sete vitórias, oito empates e quatro derrotas. O Grêmio liderou a chave, mas o Vasco já demonstrava ser um time talhado para confrontos decisivos.

Na segunda fase, os 24 classificados foram divididos em quatro grupos de seis. O Vasco sobrou no Grupo 2: invicto, eliminou adversários tradicionais como Atlético-MG e Corinthians, além de bater Nacional-AM, Vitória e Operário-MS. Com três vitórias e dois empates, o cruzmaltino carimbou sua vaga no quadrangular final com oito pontos, ao lado de Cruzeiro, Internacional e Santos.

A fase final foi um teste de nervos. O Vasco estreou batendo o Santos de Pelé (em seu último ano de Brasil) por 2 a 1 no Maracanã. Seguiu-se um empate contra o Cruzeiro no Mineirão e outro contra o Internacional. Ao fim das três rodadas, Vasco e Cruzeiro terminaram empatados com quatro pontos, exigindo um jogo de desempate para decidir o campeão.

Pelo regulamento, o jogo extra deveria ocorrer em Belo Horizonte, devido à melhor campanha geral da Raposa. No entanto, o Vasco acionou a justiça desportiva, utilizando como argumento a invasão de campo e a tentativa de agressão ao árbitro por parte de dirigentes cruzeirenses no confronto anterior entre as equipes. Em uma decisão polêmica, a CBD inverteu o mando de campo.

Diante de um Maracanã fervilhante, o Vasco confirmou sua força técnica. Com gols de Ademir e Jorginho, e uma atuação inspirada de Roberto Dinamite, o Vasco venceu por 2 a 1. A equipe comandada por Mário Travaglini impedia o título mineiro e celebrava, com justiça mas sob polêmica, o seu primeiro título de campeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
28 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Fernando Pimentel/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1973

O Campeonato Nacional de Clubes de 1973 seguiu com a política de expansão da CBD. Através de convites, a entidade aboliu a segunda divisão e inflou a competição com 40 clubes de 20 estados, sob o pretexto de integração nacional. Com esse gigantismo, os regulamentos tornaram-se labirintos: a primeira fase foi dividida em dois turnos, sendo o primeiro disputado em dois grupos de 20 equipes e o segundo em quatro grupos de dez, todos somando pontos para uma classificação geral.

Dentro das quatro linhas, a Segunda Academia do Palmeiras mantinha a base campeã do ano anterior e seguia desfilando um futebol de eficiência e solidez defensiva, sob o comando de Oswaldo Brandão. Na primeira fase, o Verdão enfrentou uma maratona de 28 rodadas para confirmar sua superioridade. Foram 19 jogos no primeiro turno e nove no returno, terminando como líder isolado. Com uma campanha de 18 vitórias, sete empates e três derrotas, o Palmeiras somou 43 pontos, três a mais que o vice-líder Grêmio e 13 a mais que o Santa Cruz, o último classificado para a etapa seguinte.

Na segunda fase, os 20 sobreviventes foram divididos em dois grupos de dez. O Palmeiras, no grupo 1, manteve-se invicto ao longo das nove rodadas. Com cinco vitórias e quatro empates, o alviverde avançou com autoridade para o quadrangular final, acompanhado pelo Internacional. Na outra chave, São Paulo e Cruzeiro garantiram suas vagas, preparando o cenário para a decisão.

Devido à extensão do torneio, o quadrangular final foi disputado apenas em fevereiro de 1974, em turno único. O Palmeiras estreou com uma vitória crucial por 1 a 0 sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, enquanto o São Paulo goleava o Internacional por 4 a 1. Na segunda rodada, o alviverde eliminou matematicamente os gaúchos com uma vitória por 2 a 1 no Morumbi. O triunfo do Cruzeiro sobre o São Paulo na mesma rodada deixou o Palmeiras em uma situação extremamente confortável para o fechamento do torneio.

A rodada final chegou com um cenário complexo para os adversários. O Cruzeiro precisava de uma goleada sobre o Internacional e ainda torcer para uma vitória magra do São Paulo. Para os tricolores, a missão era vencer o Palmeiras e aguardar o resultado de Minas. No entanto, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira e Ademir da Guia jogava com o regulamento debaixo do braço. Novamente dono da melhor campanha, o empate bastava para o título. Em um Morumbi tenso, o Verdão segurou o ímpeto são-paulino em um 0 a 0 seguro e pragmático. O apito final confirmou o bicampeonato consecutivo e o sexto título brasileiro da história palmeirense, selando a era de ouro da Segunda Academia.

A campanha do Palmeiras:
40 jogos | 25 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 52 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Piccino/Agência O Globo

Palmeiras Campeão Brasileiro 1972

O processo de inchaço do Campeonato Nacional seguiu em ritmo acelerado em 1972, refletindo o desejo de integração regional promovido pelo governo da época. Naquele ano, a CBD ampliou o número de participantes para 26 equipes, seis a mais que na edição anterior, buscando contemplar o maior número possível de estados e regiões.

O formato era exaustivo: os 26 clubes enfrentaram-se em turno único ao longo de 25 rodadas, mas a pontuação era contabilizada dentro de quatro grupos distintos (com seis ou sete times cada). O Palmeiras, rumo ao quinto título, foi inserido no Grupo B.

Sob o comando de Oswaldo Brandão, o Palmeiras desfilou uma regularidade impressionante. O Verdão encerrou a primeira fase na liderança de seu grupo e com a melhor campanha geral entre todos os participantes. Foram 36 pontos conquistados em uma trajetória de 14 vitórias, oito empates e três derrotas. Além do alviverde, avançaram naquela chave Coritiba, Cruzeiro e Flamengo.

Com o calendário estrangulado pelas viagens e pelo número de clubes, a segunda fase foi curta e impiedosa. Os 16 classificados foram divididos em quatro grupos de quatro, com apenas três rodadas para definir os semifinalistas. No Grupo 2, o Palmeiras enfrentou São Paulo, Coritiba e America-RJ. A caminhada começou com um susto: derrota por 2 a 0 no Choque-Rei. No entanto, o time reagiu  batendo os cariocas por 3 a 1 e os paranaenses por 3 a 0. Palmeiras e São Paulo empataram com quatro pontos, mas o Verdão garantiu a vaga na semifinal pelo critério de gols pró (seis contra quatro do rival).

Na semifinal, disputada em jogo único no Pacaembu, o Palmeiras enfrentou o Internacional. Por ter a melhor campanha, o time paulista jogava pelo empate. O Inter chegou a abrir o placar, mas o Palmeiras buscou o 1 a 1, carimbando o passaporte para a decisão contra o Botafogo, que havia eliminado o Corinthians na outra chave.

A decisão ocorreu na antevéspera de Natal. No Morumbi, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Ademir da Guia e Leivinha recebeu o Botafogo. Novamente, a vantagem da melhor campanha permitia ao Alviverde ser campeão com um empate. Os cariocas pressionaram e buscaram o gol durante os 90 minutos, mas esbarraram em uma das defesas mais bem montadas da história do futebol brasileiro. Com o placar imóvel em 0 a 0, o Palmeiras confirmou sua hegemonia. Foi o primeiro título conquistado sob a denominação de Campeonato Nacional" e o quinto título brasileiro da história do clube.

A campanha do Palmeiras:
30 jogos | 16 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/Palmeiras

Atlético-MG Campeão Brasileiro 1971

Em 1971, o futebol brasileiro viveu uma transformação definitiva. Motivada pelo impacto do tricampeonato mundial no México, a CBD encerrou a era do Robertão para dar lugar à primeira edição do Campeonato Nacional de Clubes. A nova competição nasceu com a ambição de integrar o país, expandindo as fronteiras do futebol de elite para mais regiões e estados.

Nesta temporada inaugural, foram somadas três novas equipes aos 17 participantes da Taça de Prata do ano anterior, totalizando 20 clubes e incluindo o Ceará como novo estado representado. Curiosamente, houve também a criação de uma divisão de acesso, embora, na prática, funcionasse como um torneio paralelo, sem um sistema de promoção imediata para o campeão daquela edição.

O regulamento era exigente. Os 20 times jogaram todos contra todos em turno único, mas divididos em duas chaves. O título ficou com o Atlético-MG, comandado por Telê Santana. No Grupo B da primeira fase, a estreia foi um clássico contra o América-MG, terminando em 1 a 1. Ao longo das 19 rodadas, o Galo demonstrou solidez e avançou à fase seguinte na segunda posição do grupo, somando os mesmos 23 pontos que o líder Grêmio, com uma campanha de sete vitórias, nove empates e três derrotas.

Na segunda fase, os 12 melhores classificados foram divididos em três grupos de quatro equipes. O Atlético-MG caiu em uma chave ao lado de Internacional, Santos e Vasco. A classificação para a fase final foi decidida nos detalhes. Na rodada decisiva, o Galo sofreu derrota por 1 a 0 para o Inter no Mineirão, deixando ambas as equipes empatadas com sete pontos. A sorte alvinegra residiu na vitória de 4 a 1 sobre o Colorado no primeiro turno, no Beira-Rio. Esse placar foi determinante para o saldo de gols, garantindo a vaga mineira no triangular final.

O título foi decidido em um triangular entre Atlético-MG, São Paulo e Botafogo. No primeiro embate, o Galo impôs sua hierarquia no Mineirão e venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. No jogo seguinte, o São Paulo goleou o Botafogo por 4 a 1, criando um cenário de tensão para a rodada final.

O Maracanã foi o palco do confronto decisivo entre Botafogo e Atlético-MG. O time carioca precisava de uma vitória por uma diferença improvável de cinco gols para ser campeão. Já o São Paulo torcia por qualquer vitória simples do Botafogo para herdar a taça. Porém, o destino pertencia a Belo Horizonte. Aos 16 minutos do segundo tempo, Dario, o "Dadá Maravilha", subiu mais alto que todos e testou para o fundo das redes. O 1 a 0 persistiu até o fim, selando o segundo título nacional para o Atlético-MG.

A campanha do Atlético-MG:
27 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 39 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Fluminense Campeão Brasileiro 1970

O ápice do futebol brasileiro aconteceu em 1970, com a conquista do tricampeonato mundial. No cenário doméstico, o Robertão chegava à sua última edição antes de ser mudar definitivamente para Campeonato Nacional pela CBD, com 17 equipes que duelaram pelo prestígio de ser o melhor clube do país da melhor seleção do mundo. Foi neste cenário que o Fluminense buscou sua primeira taça.

O Tricolor das Laranjeiras foi inserido no Grupo B, uma chave composta por nove equipes e marcada por equilíbrio. Ao longo de 16 rodadas, o Fluminense travou uma disputa ponto a ponto contra potências como Cruzeiro, Flamengo e Internacional.

A classificação veio de forma dramática: o Flu encerrou a fase na segunda posição com 20 pontos, fazendo oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas, e ficando um ponto atrás do líder Cruzeiro. Mas a vaga no quadrangular final foi garantida pelo critério de desempate, já que o tricolor ficou empatado com rubro-negros e colorados, superando-os somente no saldo de gols (dez contra nove dos rivais). No Grupo A, classificaram-se Palmeiras e Atlético-MG.

A fase decisiva foi comprimida em apenas uma semana, exigindo fôlego e nervos de aço. Na rodada de abertura, o Fluminense transformou o Maracanã em um caldeirão e venceu o Palmeiras por 1 a 0, gol do artilheiro Mickey. Como Cruzeiro e Atlético-MG empataram em 1 a 1, o Tricolor assumiu a liderança isolada logo de cara.

Na segunda rodada, o desafio foi no Mineirão. Com uma postura tática impecável, o Fluminense calou Belo Horizonte ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0, novamente com Mickey balançando as redes. O Palmeiras, ao vencer o Atlético-MG por 3 a 0, manteve-se vivo na briga.

A rodada decisiva do Robertão chegou com Fluminense e Palmeiras ainda matematicamente no páreo. No Pacaembu, o Palmeiras cumpriu seu papel ao derrotar o Cruzeiro por 4 a 2, pressionando os cariocas. No entanto, o destino estava traçado para as cores verde, branco e grená.

Diante de mais de 112 mil pessoas no Maracanã, o Fluminense precisava de apenas um empate contra o Galo. Mickey, o herói do título, abriu o placar de cabeça. O Atlético-MG buscou o empate, mas a defesa tricolor, liderada pelo goleiro Félix, segurou o 1 a 1 até o apito final. Pela primeira vez na história, o Fluminense era campeão brasileiro.

A campanha do Fluminense:
19 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 29 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Palmeiras Campeão Brasileiro 1969

O ano de 1969 consolidou definitivamente o Robertão como a espinha dorsal do futebol brasileiro. Com a extinção oficial da Taça Brasil, a Taça de Prata, como o torneio era formalmente chamado pela CBD, tornou-se o único caminho para a glória nacional. A competição também passou a carregar o peso de definir os representantes brasileiros na Libertadores. O certame reuniu a nata do esporte, com 17 clubes de sete estados, divididos em dois grupos altamente competitivos.

Campeão da edição de 1967, o Palmeiras iniciou a jornada sob o peso do favoritismo, mas a trajetória no Grupo B foi tudo menos simples. A chave tornou-se um verdadeiro grupo da morte, onde a diferença técnica entre os times era mínima. Ao final das 16 rodadas, o alviverde assegurou a liderança com nove vitórias, um empate e seis derrotas, com 19 pontos somados. O Botafogo garantiu a segunda vaga. No Grupo A, o cenário foi ligeiramente mais folgado, com Corinthians e Cruzeiro desfilando um futebol superior e avançando sem grandes sustos.

Se a primeira fase foi equilibrada, o quadrangular final elevou a tensão a níveis dramáticos. Na rodada de abertura, o Palmeiras travou um clássico truncado contra o Corinthians, terminando em 0 a 0. Simultaneamente, Botafogo e Cruzeiro dividiam pontos em um eletrizante 2 a 2.

A segunda rodada trouxe mais apreensão para a torcida alviverde. No Mineirão, o Palmeiras buscou um empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro. O resultado deixou o Verdão em situação delicada, pois o Corinthians, ao vencer o Botafogo por 1 a 0, assumiu a liderança isolada e colocou as mãos na taça.

A rodada final foi um exercício de matemática e fé. Para ser campeão, o Palmeiras precisava vencer o seu jogo a partir de de dois gols de diferença e contar uma vitória cruzeirense por menos tentos. No Morumbi, o Verdão fez a sua parte com autoridade: derrotou o Botafogo por 3 a 1, com gols de Ademir da Guia e César Maluco, e passou a acompanhar as rádios.

No Mineirão, o cenário era complexo: o empate ou a vitória dariam o título ao Corinthians. Uma vitória mineira por dois ou mais gols daria o título ao Cruzeiro. Mas o destino sorriu para o Palmeiras quando o Cruzeiro venceu por exatamente 2 a 1. Esse placar deixou Palmeiras e Cruzeiro empatados em pontos, mas o título ficou com o clube paulista graças ao critério de saldo de gols. Era a consagração da Segunda Academia, com o Verdão erguendo seu segundo Robertão e seu quarto título brasileiro, fechando a década de 1960 como um dos maiores colecionadores de taças nacionais do país.

A campanha do Palmeiras:
19 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 6 derrotas | 28 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Estadão Conteúdo