Flamengo Campeão Brasileiro 1980

O ano de 1980 marcou uma revolução estrutural no futebol brasileiro. Com o desmembramento da CBD em diversas entidades especializadas, nasceu a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), focada exclusivamente na gestão da modalidade. Sob pressão dos clubes tradicionais para reformar o calendário, o Campeonato Brasileiro caiu de 94 participantes em 1979 para 44 na nova Taça de Ouro.

Simultaneamente, o cenário ganhou hierarquia com a ressurreição da segunda divisão (Taça de Prata) e a criação da terceira divisão (Taça de Bronze), utilizando os campeonatos estaduais como critério técnico de qualificação. Em meio a esse novo ordenamento, consolidou-se a maior força do futebol nacional na década, o Flamengo de Zico, Júnior, Leandro, Adílio e Nunes.

Na primeira fase, 40 clubes foram distribuídos em quatro grupos de dez. O Flamengo, dentro do Grupo C, encerrou a etapa na vice-liderança com cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota. Com 13 pontos, o rubro-negro avançou com tranquilidade para a fase seguinte, dois pontos atrás do líder Santos.

A segunda fase trouxe 28 equipes classificadas uniram-se a quatro times oriundos da Taça de Prata (os melhores da segunda divisão que subiam no mesmo ano). O Flamengo dominou o Grupo F com quatro vitórias e dois empates contra Palmeiras, Santa Cruz e Bangu, avançando como líder dez pontos.

Na terceira fase, o cerco fechou com 16 clubes divididos em quatro grupos de quatro, em turno único. O Fla sobrou no Grupo C: venceu Desportiva e Ponte Preta, e segurou um empate com o Santos, garantindo a vaga na semifinal com cinco pontos conquistados.

A semifinal foi o prelúdio do drama. O adversário foi o Coritiba. No jogo de ida, no Couto Pereira, o Flamengo foi cirúrgico e venceu por 2 a 0. No jogo da volta, no Maracanã, o Coritiba endureceu a partida, mas o talento carioca prevaleceu em um movimentado 4 a 3. O passaporte para a final estava carimbado contra o Atlético-MG, que vinha de eliminar o então campeão Internacional.

A decisão de 1980 é muito citada como a maior da história do Brasileirão, entre duas seleções disfarçadas de clubes. No Mineirão, o Atlético-MG impôs seu ritmo e venceu por 1 a 0. O jogo da volta foi no Maracanã. Por ter melhor campanha, o Flamengo jogava por uma vitória simples. Nunes abriu o placar, mas os mineiros empataram. Zico colocou o Fla na frente de novo, e os mineiros empataram novamente. O empate dava o título ao alvinegro, até que, aos 37 minutos do segundo tempo, Nunes fez 3 a 2, coroando o Flamengo como campeão brasileiro pela primeira vez.

A campanha do Flamengo:
22 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 46 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Aníbal Philot/Agência O Globo

Internacional Campeão Brasileiro 1979

A Copa Brasil de 1979 representou o ápice da desorganização administrativa no futebol brasileiro. Em seu último ano de atividade antes de dar lugar à CBF, a CBD promoveu um torneio com 94 equipes. Tamanho caos no calendário e no regulamento levou à desistência de potências paulistas como Corinthians, São Paulo, Santos e Portuguesa antes mesmo do pontapé inicial. Alheio ao tumulto institucional, o Internacional vivia um momento de renovação técnica, lapidando um esquadrão que unia a experiência de Falcão ao vigor de jovens talentos como Mauro Galvão.

O caminho para a eternidade foi longo. Na primeira fase, 80 clubes foram distribuídos em dez grupos. O Colorado, colocado no Grupo G, demonstrou sua autoridade logo de partida: terminou a fase na liderança isolada, com seis vitórias e três empates em nove jogos. Com 15 pontos conquistados, avançou sem sustos para a etapa seguinte.

Na segunda fase, os 44 classificados somaram-se a 12 clubes de São Paulo e Rio de Janeiro que entraram direto nesta fase, em oito grupos. O Internacional, no Grupo K, manteve a invencibilidade com quatro vitórias e três empates, liderando a chave com 11 pontos, um a mais que o vice Athletico-PR.

A terceira fase reuniu os 14 sobreviventes aos finalistas do ano anterior, Guarani e Palmeiras, divididos em quatro grupos. No Grupo R, o Inter atingiu a maturidade total: venceu o Goiás, o Cruzeiro e obteve os pontos contra o Atlético-MG por W.O., após o clube mineiro retirar-se do torneio em protesto contra a desorganização. O Inter avançou à semifinal ao lado de Coritiba, Palmeiras e Vasco.

A semifinal promoveu o reencontro com o Palmeiras, carrasco do ano anterior. No entanto, desta vez a história foi escrita em vermelho. No Morumbi, o Inter aplicou um eletrizante 3 a 2, com uma atuação magistral de Falcão. No Beira-Rio, a vaga na final foi confirmada com um empate em 1 a 1, mantendo a invencibilidade colorada sob o comando de Ênio Andrade.

A final colocou frente a frente os dois únicos times que ainda não haviam perdido no torneio: Internacional e Vasco, que tirou o Coritiba. No jogo de ida, no Maracanã, o Colorado deu um passo gigante rumo ao título ao vencer por 2 a 0, com dois gols do reserva Chico Spina. Na volta, um Beira-Rio lotado celebrou a coroação definitiva. Com gols de Jair e Falcão, o Internacional venceu por 2 a 1. O apito final imortalizou aquele elenco: o Inter sagrava-se tricampeão brasileiro e, até hoje, permanece como o último clube a ter conquistado o título nacional de forma invicta (16 vitórias e sete empates).

A campanha do Internacional:
23 jogos | 16 vitórias | 7 empates | 0 derrotas | 40 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto J.B. Scalco/Placar

Guarani Campeão Brasileiro 1978

A Copa Brasil atingiu níveis hiperbólicos de participação em 1978, contando com 74 equipes. E, em meio a esse mar de clubes e regulamentos complexos, o país testemunhou o surgimento de uma força improvável vinda de Campinas. O Guarani, revelando para o mundo o jovem e atacante Careca, fez história ao tornar-se o primeiro clube do interior de um estado a conquistar o título máximo do futebol brasileiro. Naquele ano, a regra do ponto extra foi endurecida: o bônus de um ponto agora só era concedido para vitórias com diferença de três ou mais gols.

A caminhada bugrina não começou de forma avassaladora, o que torna sua arrancada final ainda mais impressionante. Na primeira fase, o time foi inserido no Grupo D. Com uma campanha sólida, porém discreta, o Guarani terminou na quinta posição entre 12 equipes, somando 16 pontos (dois extras), com cinco vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Na segunda fase, 36 times foram divididos em quatro grupos. O rendimento da equipe comandada por Carlos Alberto Silva seguiu equilibrado: avançou na quarta posição do seu grupo, somando 11 pontos em três vitórias, três empates e duas derrotas. Enquanto o Vasco liderava as estatísticas gerais, o Guarani trabalhava silenciosamente, ajustando o entrosamento.

Foi na terceira fase, dividida em quatro grupos de oito equipes, que o Bugre mostrou suas garras. O Guarani dominou o Grupo A de forma invicta, com seis vitórias e um empate. Ao somar 15 pontos e superar o Internacional, o time de Campinas avisou ao Brasil que não era mais apenas um figurante.

O mata-mata foi uma demonstração de força absoluta. Nas quartas de final, o Guarani triturou o Sport Recife com vitórias por 2 a 0 na Ilha do Retiro e por 4 a 0 no Brinco de Ouro. Na semifinal, o reencontro com o Vasco foi o teste definitivo. O Guarani venceu os dois jogos: 2 a 0 em Campinas e um histórico 2 a 1 no Maracanã, silenciando a torcida carioca e garantindo a vaga na final contra o Palmeiras, que eliminou Bahia e Internacional.

A decisão colocou frente a frente Palmeiras e Guarani. No jogo de ida, no Morumbi, o meia Zenon calou a capital ao marcar, de pênalti, o gol da vitória por 1 a 0. Na volta, o Brinco de Ouro viveu sua tarde mais gloriosa. Com o apoio massivo de sua torcida, o Guarani manteve a disciplina tática. O gol do título veio dos pés de Careca, então com apenas 17 anos. Com o placar de 1 a 0, o Guarani sagrou-se campeão brasileiro, um feito que ecoa como o maior símbolo de competência do futebol do interior.

A campanha do Guarani:
32 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 57 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/Folhapress

São Paulo Campeão Brasileiro 1977

Em 1977, a Copa Brasil atingiu um novo patamar de gigantismo, saltando para 62 participantes. Embora o regulamento mantivesse a regra do ponto extra para vitórias a partir de dois gols de diferença, a estrutura do torneio tornou-se uma maratona de sobrevivência. No meio do oceano de clubes, o São Paulo, comandado pelo técnico Rubens Minelli (que buscava seu terceiro título consecutivo, após o bicampeonato com o Inter), moldou uma equipe aguerrida para buscar sua primeira estrela nacional.

A caminhada tricolor começou no Grupo B da primeira fase. Jogando em turno único dentro da chave, o São Paulo garantiu sua vaga com segurança ao terminar na vice-liderança, atrás apenas do Palmeiras. Foram seis vitórias, dois empates e uma única derrota, somando 18 pontos (quatro deles vindos de bonificações por goleadas).

Na segunda fase, o funil apertou com 30 clubes divididos em seis grupos de cinco. O Tricolor Paulista caiu no Grupo G e novamente assegurou o segundo lugar. Em uma chave curta e tensa, fez duas vitórias, um empate, uma derrota e conquistou sete pontos, ficando dois atrás do Corinthians.

O ponto de virada ocorreu na terceira fase, onde 24 clubes foram redistribuídos em quatro grupos de seis. Apenas o líder de cada chave avançaria à semifinal. No Grupo U, o São Paulo demonstrou sua maturidade tática: com quatro vitórias e apenas uma derrota, somou 11 pontos (três extras), deixando o Grêmio quatro pontos para trás e carimbando o passaporte para o mata-mata.

A semifinal trouxe as zebras do torneio. O São Paulo enfrentou o Operário-MS, a grande surpresa vinda de Campo Grande. No jogo de ida, o Tricolor foi implacável e venceu por 3 a 0. Na volta, no (ainda) Mato Grosso, o Operário venceu por 1 a 0, mas não foi o suficiente para tirar a vaga paulista. Do outro lado, o Atlético-MG eliminava outra surpresa, o Londrina, confirmando uma final de gigantes.

Devido à extensão do torneio, a final foi disputada apenas em março de 1978. Por possuir a melhor campanha e estar invicto, o Atlético-MG ganhou o direito de sediar a partida única no Mineirão. Diante de mais de 100 mil atleticanos, o São Paulo armou uma retranca estratégica, focada em anular o ataque mineiro. Após um empate em 0 a 0 que persistiu durante o tempo normal e a prorrogação, o Campeonato Brasileiro foi decidido nos pênaltis pela primeira vez na história. Foi então que brilhou a estrela de Waldir Peres, que desconcentrou os batedores mineiros e defendeu três cobranças. O São Paulo venceu por 3 a 2 nas penalidades, sagrando-se campeão brasileiro de 1977.

A campanha do São Paulo:
21 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 40 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Internacional Campeão Brasileiro 1976

A Copa Brasil de 1976 testemunhou um novo salto no número de participantes, atingindo 54 equipes. Apesar do inchaço do torneio, certas constantes permaneceram inalteradas: a regra do ponto extra para vitórias por dois ou mais gols de diferença continuou em vigor, e o Internacional seguiu sua marcha como uma máquina de jogar futebol, atropelando quem surgisse pelo caminho rumo ao bicampeonato.

Na primeira fase, os clubes foram distribuídos em seis grupos. O Internacional, no Grupo A, não deu margem para zebras, liderando a chave com folga. Foram sete vitórias e apenas uma derrota, acumulando 20 pontos, dos quais seis foram bônus pela sua volúpia ofensiva. Ao seu lado, Grêmio, Santos e Palmeiras também garantiram vaga.

Na segunda fase, o funil apertou com 24 times divididos em quatro grupos. O Colorado manteve a invencibilidade e a tranquilidade no Grupo G: com quatro vitórias e um empate, somou 13 pontos (sendo quatro extras). Botafogo-SP e o Fluminense também avançaram, enquanto os demais times buscavam sobrevivência em uma repescagem composta por 30 equipes.

A terceira fase reuniu 18 times em dois grupos de nove. No Grupo Q, o Internacional venceu seis vezes e perdeu duas, em uma disputa acirra com o Corinthians. Ambos terminaram as oito rodadas empatados com 12 pontos, mas o DNA goleador do time de Rubens Minelli foi decisivo: o Inter ficou em primeiro lugar devido aos pontos extras (cinco contra dois dos paulistas). Fluminense e Atlético-MG completaram o quadro de semifinalistas na outra chave.

Na semifinal, em jogo único, o Beira-Rio foi o palco de um duelo épico contra o Atlético-MG. O Galo saiu na frente, mas o Internacional demonstrou o peso de sua camisa e buscou a virada por 2 a 1, com gols de Batista e Falcão nos minutos finais. No Rio de Janeiro, ocorria a histórica invasão corinthiana, onde cerca de 70 mil paulistas viram seu time eliminar o Fluminense nos pênaltis no Maracanã.

Porto Alegre parou para a final. Diferente do ocorrido no Rio, a diretoria colorada limitou o acesso dos visitantes, garantindo um Beira-Rio majoritariamente vermelho. O confronto colocava frente a frente o jejum de 22 anos sem títulos do Corinthians contra a maturidade de um Internacional octacampeão gaúcho. Dentro de campo, a superioridade técnica do Inter prevaleceu. Com gols de Dario e Valdomiro, o Colorado venceu por 2 a 0 e selou uma campanha lendária: em 23 jogos, o Internacional venceu 19 e tornou-se o bicampeão brasileiro com o maior aproveitamento da história da competição. 

A campanha do Internacional:
23 jogos | 19 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 59 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Internacional

Internacional Campeão Brasileiro 1975

O Campeonato Brasileiro de 1975 marcou a estreia de uma nova nomenclatura: a Copa Brasil. O torneio continuou sua trajetória de expansão, atingindo a marca de 42 equipes, duas a mais que nas edições anteriores. No entanto, o que realmente definiu esta temporada foi o surgimento de um dos maiores esquadrões da história do futebol mundial: o Internacional de Manga, Figueroa, Carpegiani, Falcão e Valdomiro. Fora das quatro linhas, a CBD introduziu uma regra para estimular o ataque: as vitórias por dois ou mais gols de diferença valiam três pontos, em vez dos tradicionais dois.

Na primeira fase, os 42 clubes foram distribuídos em quatro grupos. O Internacional ficou no Grupo D e, em confrontos cruzados com as equipes do Grupo C, demonstrou uma superioridade avassaladora. O Colorado liderou sua chave com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Dos 23 pontos conquistados, cinco foram frutos da regra do ponto extra.

A segunda fase manteve o ritmo intenso. Os 20 classificados foram divididos em dois novos grupos. No Grupo 2, o Inter travou um duelo com o Santa Cruz. Ambas as equipes tiveram campanhas idênticas com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota, mas o Internacional prevaleceu na tabela graças à sua capacidade de golear: foram cinco pontos extras contra dois dos pernambucanos. Enquanto isso, na repescagem, os outros 22 times lutavam por quatro vagas para completar os 16 que da etapa seguinte.

Na terceira fase, o Inter enfrentou seu primeiro momento de instabilidade, classificando-se na vice-liderança do grupo B, atrás justamente do Santa Cruz, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota. O tropeço obrigou o Colorado a disputar a semifinal em jogo único fora de casa, contra o Fluminense.

Na semifinal, o Internacional protagonizou uma das maiores exibições de sua história. Diante de mais de 97 mil torcedores no Maracanã, o time gaúcho não se intimidou e, com gols de Lula e Carpegiani, venceu por 2 a 0. A vitória garantiu ao Inter o direito de sediar a final única, já que possuía a melhor campanha geral do certame. Seu adversário foi o Cruzeiro, que eliminou o Santa Cruz.

A final, no Beira-Rio contra o Cruzeiro, foi um embate tenso, com as defesas prevalecendo sobre os ataques. Até que, aos 11 minutos do segundo tempo, o destino interveio. Era fim de tarde em Porto Alegre, e um único feixe de luz solar iluminou exatamente a pequena área cruzeirense. Nesse instante, após cobrança de falta de Valdomiro, Elias Figueroa subiu mais alto que todos e testou para as redes, marcando o "Gol Iluminado". O placar de 1 a 0 garantiu ao Internacional seu primeiro título brasileiro.

A campanha do Internacional:
30 jogos | 19 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência RBS

Vasco Campeão Brasileiro 1974

Apenas 20 dias após o encerramento da edição anterior, iniciou-se o Campeonato Nacional de 1974. O torneio manteve o contingente de 40 equipes, contudo, o regulamento trouxe uma inovação bizarra: além dos dez melhores de cada um dos dois grupos de 20, as últimas quatro vagas para a segunda fase seriam decididas por critérios distintos: duas pela pontuação geral e duas pela maior média de público pagante, uma manobra para favorecer clubes de grandes massas que estivessem mal na tabela.

Neste cenário de estádios lotados, o Vasco despontava sob a liderança de um jovem centroavante que estava prestes a se tornar uma lenda: Roberto Dinamite. Dentro do Grupo A, o cruzmaltino manteve a consistência necessária para avançar sem depender dos critérios de público. Ao final das 19 rodadas da primeira fase, o time da Colina encerrou sua participação na sétima posição, somando 22 pontos, com sete vitórias, oito empates e quatro derrotas. O Grêmio liderou a chave, mas o Vasco já demonstrava ser um time talhado para confrontos decisivos.

Na segunda fase, os 24 classificados foram divididos em quatro grupos de seis. O Vasco sobrou no Grupo 2: invicto, eliminou adversários tradicionais como Atlético-MG e Corinthians, além de bater Nacional-AM, Vitória e Operário-MS. Com três vitórias e dois empates, o cruzmaltino carimbou sua vaga no quadrangular final com oito pontos, ao lado de Cruzeiro, Internacional e Santos.

A fase final foi um teste de nervos. O Vasco estreou batendo o Santos de Pelé (em seu último ano de Brasil) por 2 a 1 no Maracanã. Seguiu-se um empate contra o Cruzeiro no Mineirão e outro contra o Internacional. Ao fim das três rodadas, Vasco e Cruzeiro terminaram empatados com quatro pontos, exigindo um jogo de desempate para decidir o campeão.

Pelo regulamento, o jogo extra deveria ocorrer em Belo Horizonte, devido à melhor campanha geral da Raposa. No entanto, o Vasco acionou a justiça desportiva, utilizando como argumento a invasão de campo e a tentativa de agressão ao árbitro por parte de dirigentes cruzeirenses no confronto anterior entre as equipes. Em uma decisão polêmica, a CBD inverteu o mando de campo.

Diante de um Maracanã fervilhante, o Vasco confirmou sua força técnica. Com gols de Ademir e Jorginho, e uma atuação inspirada de Roberto Dinamite, o Vasco venceu por 2 a 1. A equipe comandada por Mário Travaglini impedia o título mineiro e celebrava, com justiça mas sob polêmica, o seu primeiro título de campeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
28 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Fernando Pimentel/Placar