São Paulo Campeão Brasileiro 2007

Uma das exibições defensivas mais impressionantes aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2007. O São Paulo manteve um nível de competitividade altíssimo, faturando seu quinto título nacional e o segundo consecutivo. O dado que assombra até hoje é a estatística defensiva: foram apenas 19 gols sofridos em 38 jogos, uma média exata de 0,5 gol por partida.

A solidez era tanta que apenas três equipes conseguiram marcar mais de um gol no Tricolor em um mesmo jogo: Juventude, Botafogo e Athletico-PR. E todas só o fizeram após o título já estar matematicamente garantido.

Com o regulamento de 20 clubes consolidado, o São Paulo iniciou sua caminhada com uma vitória por 2 a 0 sobre o Goiás no Morumbi, mas encontrou dificuldades iniciais, como a derrota por para o Náutico nos Aflitos, na segunda rodada. O primeiro turno foi marcado por uma postura pragmática: vitórias magras por 1 a 0 e uma defesa que já se mostrava impenetrável com o trio Breno, Alex Silva e Miranda, protegidos por Hernanes e Richarlyson.

Enquanto o Botafogo liderava as primeiras rodadas, o São Paulo escalava a tabela silenciosamente. O ponto de virada aconteceu na 17ª rodada, quando o Tricolor venceu o Grêmio no Olímpico por 2 a 0 e assumiu a liderança. Na rodada seguinte, o confronto direto contra o Botafogo no Maracanã selou o destino do campeonato: vitória paulista por 2 a 0 e o início de uma liderança isolada que não seria mais ameaçada.

Se o primeiro turno foi de construção, o segundo foi de pura soberania. O São Paulo passeou em campo, alternando a segurança defensiva com lampejos ofensivos avassaladores, como os massacres sobre o por 5 a 0 sobre Náutico, na 21ª rodada, e por 6 a 0 sobre o Paraná, no 23º jogo. A distância para os concorrentes, que se revezavam entre Cruzeiro, Santos e Grêmio, tornou-se um abismo técnico a cada rodada encerrada.

A confirmação do pentacampeonato são-paulino veio com quatro rodadas de antecedência, na 34ª jornada, com um 3 a 0 categórico sobre o América-RN no Morumbi. O time encerrou a competição com 77 pontos, com impressionantes 15 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Santos. Foi um título de "monólogo", onde o São Paulo provou que a organização tática e a disciplina defensiva eram as chaves para dominar o Brasil.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 23 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 55 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

São Paulo Campeão Brasileiro 2006

Após um período de transição e ajustes no regulamento, o Campeonato Brasileiro de 2006 finalmente atingiu o formato de 20 equipes, considerado ideal para o calendário nacional. O ano marcou o despertar de uma hegemonia sem precedentes na era dos pontos corridos: o São Paulo. Vindo de um 2005 glorioso com os títulos da Libertadores e do Mundial, o Tricolor iniciou uma sequência de três conquistas nacionais consecutivas.

Enquanto o Morumbi celebrava, o cenário nacional era de contrastes. O Grêmio surpreendeu com um terceiro lugar logo após retornar da Série B. O Palmeiras flertou com o perigo, terminando em 16º. O Corinthians, defensor do título, teve uma debandada de atletas e chegou a estar na lanterna, mas acabou na nona colocação. E o Atlético-MG viveu o seu ano mais difícil, disputando a segunda divisão.

O São Paulo de Muricy Ramalho era sinônimo de eficiência. A estreia foi positiva, com vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo no Morumbi. Apesar de um tropeço por 1 a 0 para o Fortaleza, logo na segunda rodada, a equipe encontrou rapidamente sua identidade tática, baseada em uma defesa intransponível liderada por Rogério Ceni, Fabão e Miranda.

A liderança foi conquistada pela primeira vez na nona rodada, ao ao vencer o Fluminense por 1 a 0 em casa. Após um breve hiato nas rodadas seguintes, o São Paulo retomou o topo na 12ª jornada ao vencer o Figueirense, por 2 a 1 no Morumbi, e de lá não saiu mais. Das 38 rodadas da competição, o Tricolor ocupou a primeira posição em 28 delas, demonstrando uma estabilidade emocional e técnica que asfixiou os concorrentes.

A campanha foi marcada por poucos, porém marcantes, momentos de instabilidade, como a goleada sofrida para o Santos por 4 a 0 na 14ª partida, em pleno Morumbi, e o revés de 3 a 1 contra o Palmeiras, na 26ª rodada, em clássico disputado em Presidente Prudente. Entretanto, o time reagia com exibições de gala, como os massacres por 5 a 1 sobre o Vasco, e por 5 a 0 sobre o Juventude, ambos em casa, nos jogos 27 e 29 do campeonato.

A consagração do tetracampeonato veio na 36ª rodada, no Morumbi, com um empate em 1 a 1 contra o Athletico-PR. O São Paulo encerrou a maratona com 78 pontos, nove de vantagem sobre o vice Internacional, e ostentando estatísticas de campeão incontestável: 22 vitórias e apenas quatro derrotas em todo o campeonato.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 22 vitórias | 12 empates | 4 derrotas | 66 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 2005

O Brasileirão de 2005 permanece como um dos capítulos mais controversos e debatidos da história do esporte nacional. Em campo, 22 equipes disputavam o título em pontos corridos. Fora dele, a estrutura do futebol foi abalada pelo escândalo da Máfia do Apito. O árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi preso por manipular resultados para favorecer apostadores, levando o STJD a uma decisão inédita: a anulação e repetição de 11 partidas.

Essa manobra jurídica alterou drasticamente o topo da tabela. Sem a anulação, o Internacional teria encerrado um jejum de 26 anos sem títulos brasileiros. Com a repetição dos jogos, o Corinthians de Tevez, Nilmar e Mascherano recuperou pontos cruciais e caminhou para o seu quarto título brasileiro.

O Corinthians, financiado pela polêmica parceria com a MSI, teve um início desastroso. Após estrear com empate em 2 a 2 com o Juventude no Pacaembu, o time sofreu uma goleada histórica de 5 a 1 para o rival São Paulo, o que gerou crises internas. A reabilitação começou apenas na quarta rodada, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR na Arena da Baixada. Sob a liderança técnica do argentino Carlos Tevez, o Timão encontrou seu equilíbrio e assumiu a liderança na 17ª rodada, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba em casa, fechando o primeiro turno no topo.

A briga com o Internacional tornou-se um duelo de nervos. Quando o escândalo de arbitragem estourou, após a 27ª rodada, os gaúchos lideravam a competição. Com a anulação das 11 partidas, o Corinthians, que havia perdido dois jogos apitados por Edilson, para Santos e São Paulo, ganhou a chance de refazer esses confrontos. Ao somar quatro pontos extras nessas repetições, o alvinegro saltou para a liderança definitiva, enquanto o Inter viu sua vantagem evaporar.

A reta final foi marcada por dois episódios memoráveis no Pacaembu. Na 37ª rodada, o Corinthians aplicou uma goleada humilhante por 7 a 1 sobre o Santos, com três gols de Tevez, consolidando o favoritismo. Na 40ª rodada, o Timão enfrentou o Internacional em um jogo tenso que terminou em 1 a 1, e que ficou marcado pelo erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas, que não marcou um pênalti do goleiro Fábio Costa sobre o volante Tinga e ainda expulsou o jogador colorado por simulação.

O tetracampeonato foi confirmado de forma dramática na última rodada. Mesmo perdendo para o Goiás por 3 a 2 no Serra Dourada, o Corinthians contou com a derrota do Internacional para o Coritiba para assegurar a taça. Com 81 pontos, o Timão celebrou uma conquista técnica inquestionável pelo talento de seus craques, mas eternamente vinculada às sombras dos tribunais e da corrupção na arbitragem.

A campanha do Corinthians:
42 jogos | 24 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 87 gols marcados | 59 gols sofridos


Foto Paulo Pinto/Estadão Conteúdo

Santos Campeão Brasileiro 2004

O Campeonato Brasileiro de 2004 manteve a estrutura de pontos corridos com 24 participantes, mas elevou a tensão na parte inferior da tabela ao aumentar o número de rebaixados de dois para quatro. Diferente da dominância isolada do Cruzeiro no ano anterior, esta edição foi uma verdadeira montanha-russa emocional, decidida apenas na última rodada. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Santos conquistou sua oitava taça nacional, estabelecendo um recorde ofensivo que perdura até hoje.

O início do Santos foi instável, culminando em uma goleada sofrida em casa, por 4 a 0 para o Palmeiras, que provocou a troca no comando técnico. A troca de Emerson Leão por Vanderlei Luxemburgo (campeão no ano anterior com o Cruzeiro) trouxe o equilíbrio necessário. O Peixe assumiu a liderança pela primeira vez na 15ª rodada, após vencer o Flamengo por 2 a 0 na Vila Belmiro. A partir de então, iniciou-se um revezamento frenético no topo da tabela, principalmente com Palmeiras e Athletico-PR.

O primeiro turno terminou com o Alvinegro Praiano na ponta, mas a regularidade foi testada no returno. Entre a 33ª e a 40ª rodada, Santos e Athletico-PR alternaram a liderança em uma disputa ponto a ponto, transformando cada jogo em uma final antecipada.

A 38ª rodada foi marcada por um dos episódios mais tristes da história do futebol brasileiro: a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, que sofreu uma parada cardiorrespiratória em campo durante a partida contra o São Paulo. O incidente abalou o clima da competição e gerou uma punição de 18 pontos ao clube paulista. Em paralelo, o próprio Santos ficou desfalcado de seu principal nome, Robinho, em virtude do sequestro da mãe.

No aspecto esportivo, o Santos só recuperou o primeiro lugar em definitivo na 45ª rodada, ao vencer o São Caetano por 3 a 0 fora de casa. O título foi sacramentado em São José do Rio Preto, na rodada final, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco. Com gols de Ricardinho e Elano, o Santos garantiu 89 pontos, contra 86 do Athletico-PR.

O Santos de 2004 foi eficiente e histórico. A equipe encerrou a maratona de 46 jogos com um desempenho ofensivo fenomenal: 103 gols, com uma média superior a 2,2 gols por partida. Esta marca permanece como o maior número de gols marcados por uma equipe em uma única edição do Brasileirão na era dos pontos corridos, e que dificilmente será superada.

A campanha do Santos:
46 jogos | 27 vitórias | 8 empates | 11 derrotas | 103 gols marcados | 58 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Cruzeiro Campeão Brasileiro 2003

Atendendo a um antigo clamor por um calendário mais justo e técnico, a CBF implementou em 2003 o sistema de pontos corridos. Pela primeira vez em quase duas décadas, o Brasileirão abandonou o mata-mata, exigindo que os 24 participantes enfrentassem uma maratona de dois turnos e 46 rodadas. O campeão seria, sem contestações, o time de maior regularidade.

Neste novo cenário, o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo montou um esquadrão que beirou a perfeição. Com um elenco estelar que contava com Alex, Aristizábal, Deivid, Luisão e Maldonado, a Raposa entrou no torneio embalada pelo quarto título da Copa do Brasil e pronta para buscar a inédita Tríplice Coroa.

A trajetória cruzeirense começou com um empate em 2 a 2 contra o São Caetano em Belo Horizonte. A força do time, contudo, apareceu logo na segunda rodada com uma vitória sobre o São Paulo por 4 a 2, em pleno Morumbi. A liderança foi conquistada pela primeira vez na quarta rodada, após um eletrizante 4 a 3 sobre o Coritiba, fora de casa. A disputa no primeiro turno foi acirrada, com Cruzeiro, Internacional e Santos alternando no topo da tabela.

O momento crucial ocorreu a partir da 29ª rodada. Após recuperar o primeiro lugar em definitivo ao golear o Guarani por 4 a 1 no Mineirão, o Cruzeiro não olhou mais para trás. Sob a batuta de Alex, que viveu o auge técnico de sua carreira, a equipe transformou o Mineirão em uma fortaleza e os jogos fora de casa em demonstrações de eficiência tática.

O título matemático foi selado com duas rodadas de antecedência, na 44ª jornada, após a vitória por 2 a 1 sobre o Paysandu no Mineirão. Entretanto, o que aconteceu nas rodadas finais serviu para colocar aquela campanha em um patamar místico. Na partida em que a Raposa ergueu a taça, na 45ª rodada, a equipe goleou o Fluminense por 5 a 2 em casa. No último jogo, um massacre por 7 a 0 sobre o rebaixado Bahia na Fonte Nova, com Alex marcando cinco gols.

O Cruzeiro encerrou a competição com a marca histórica de 100 pontos, um recorde absoluto para o formato de 24 clubes, e incríveis 102 gols marcados, sendo a primeira equipe a romper a barreira centenária em uma única edição. Após 37 anos de espera desde a Taça Brasil de 1966, a Raposa voltava a ser a dona do Brasil, consolidando a Tríplice Coroa (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão) e mudando para sempre o patamar das disputas nacionais.

A campanha do Cruzeiro:
46 jogos | 31 vitórias | 7 empates | 8 derrotas | 102 gols marcados | 47 gols sofridos


Foto Arquivo/Cruzeiro

Santos Campeão Brasileiro 2002

O Brasileirão de 2002 foi o último em que o regulamento contou com mata-mata e final, fechando um ciclo histórico da competição. Com 26 participantes, o torneio começou sob tensão jurídica: Figueirense e Caxias travaram uma batalha nos tribunais por uma vaga na elite. O time gaúcho exigia a repetição da partida entre eles na última rodada da Série B de 2001, interrompida por uma invasão de campo da torcida catarinense. Contudo, o resultado foi mantido, e o Figueirense ratificou seu acesso.

Resolvido o imbróglio, a bola rolou para consagrar uma brilhante geração. Liderado pelos jovens Robinho e Diego, acompanhados por Elano, Renato, Alex e Alberto, o Santos quebrou um jejum de 34 anos sem conquistas nacionais. A trajetória santista foi cercada de drama. A garotada demorou a engrenar e chegou a ocupar a 19ª posição no início do torneio. A classificação para o mata-mata veio de forma milagrosa na última rodada da primeira fase: mesmo perdendo para o São Caetano por 3 a 2, o Peixe contou com a derrota do Coritiba para o rebaixado Gama.

O Santos avançou em oitavo lugar, com 39 pontos, distribuídos em 11 vitórias, seis empates e oito derrotas. A campanha foi modesta se comparada aos 52 pontos do líder São Paulo. Além dos dois, avançaram São Caetano, Corinthians, Juventude, Grêmio, Atlético-MG e Fluminense. Na parte inferior da tabela, o ano foi trágico para duas potências: Palmeiras e Botafogo foram rebaixados para a Série B.

Nas fases eliminatórias, o "azarão" santista transformou-se em um gigante. Nas quartas de final: O Peixe atropelou o favorito São Paulo. Venceu por 3 a 1 na Vila Belmiro e confirmou a classificação com um 2 a 1, de virada, em pleno Morumbi. Na semifinal, Contra o Grêmio, o Santos deu um show em casa ao vencer por 3 a 0. No jogo de volta, no Olímpico, administrou a pressão gaúcha e a derrota por 1 a 0 foi suficiente para carimbar o passaporte para a final.

A decisão reservou um clássico épico contra o Corinthians, após o rival passar por Atlético-MG e Fluminense. Em dois atos no Morumbi, o Santos provou sua superioridade. No primeiro jogo, a vitória por 2 a 0 deixou o título encaminhado.

A partida de volta tornou-se lendária. Robinho protagonizou o lance que simboliza aquela geração: as oito pedaladas sobre o lateral Rogério, sofrendo o pênalti que ele mesmo converteu. O Corinthians buscou a virada para 2 a 1, o que trazia contornos dramáticos ao jogo, mas o Santos liquidou a fatura nos contra-ataques com gols de Elano e Léo nos acréscimos. A vitória por 3 a 2 deu ao Santos o seu sétimo título nacional. Foi o encerramento perfeito para a era do mata-mata.

A campanha do Santos:
31 jogos | 16 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 59 gols marcados | 41 gols sofridos


Foto Renato Pizzutto/Placar

Athletico-PR Campeão Brasileiro 2001

De volta às mãos da CBF, o Campeonato Brasileiro de 2001 ainda ecoava as batalhas judiciais de 1999 e 2000. Para evitar novos conflitos, a entidade optou pelo inchaço: manteve os 25 clubes do Módulo Azul da Copa João Havelange e convidou Paraná e Botafogo-SP, garantindo que não houvesse disparidade de tratamento entre os rebaixados em 1999.

Além deles, o São Caetano, vice-campeão do ano anterior, foi devidamente integrado à elite. O Remo, que disputou o mata-mata em 2000, também tentou uma vaga, mas perdeu o prazo para recursos judiciais. Assim, o certame fechou com 28 clubes. O regulamento resgatou a fórmula clássica: turno único, onde os oito melhores avançariam ao mata-mata e os quatro piores seriam rebaixados.

O Athletico-PR já vinha de boas campanhas e possuía uma estrutura invejável, mas iniciou o torneio sem o rótulo de favorito. Sob o comando de Geninho, o time encontrou um encaixe perfeito entre a segurança defensiva e o ataque letal formado por Kléber Pereira e Alex Mineiro. Na fase classificatória, o Furacão demonstrou uma regularidade impressionante. Em 27 rodadas, somou 15 vitórias, seis empates e seis derrotas. Encerrou na segunda posição com 51 pontos, oito atrás do líder São Caetano. Além deles, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Ponte Preta, São Paulo e Bahia completaram o grupo dos oito que disputariam o título.

Uma alteração crucial no regulamento definiu que as quartas de final e as semifinais seriam decididas em partida única, na casa do time de melhor campanha. E o Athletico transformou a Arena da Baixada em um caldeirão intransponível. Nas quartas de final, venceu o São Paulo por 2 a 1. Na semifinal, um duelo épico contra o Fluminense. O Furacão venceu de virada por 3 a 2, com o gol da classificação marcado por Alex Mineiro aos 44 minutos do segundo tempo, levando a torcida ao delírio.

A decisão colocou frente a frente as duas sensações do futebol brasileiro na época, Athletico e São Caetano, que eliminou Bahia e Atlético-MG. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o time paulista chegou a estar na frente do placar, mas o rubro-negro reagiu de forma avassaladora e venceu por 4 a 2, com três gols de Alex Mineiro.

Com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Furacão viajou ao ABC Paulista. No Estádio Anacleto Campanella, o Furacão não se limitou a defender. Alex Mineiro, o nome das finais, marcou novamente e garantiu a vitória por 1 a 0. Com oito gols marcados apenas na fase final, Alex Mineiro eternizou seu nome na história do Athletico-PR, campeão brasileiro pela primeira vez.

A campanha do Athletico-PR:
31 jogos | 19 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 68 gols marcados | 45 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar