Grêmio Campeão Gaúcho 2019

O Grêmio é bicampeão gaúcho. E com uma campanha histórica. Após liderar a primeira fase com nove vitórias e dois empates em 11 rodadas, o Tricolor derrubou nas quartas de final o Juventude com uma goleada por 6 a 0 em pleno Alfredo Jaconi e empate sem gols na Arena. Na semifinal, eliminou o São Luiz com empate por 0 a 0 em Ijuí e vitória por 3 a 0 em Porto Alegre.

Na final, o clássico contra o Internacional. Depois de dois empates sem gols, a decisão foi para os pênaltis. E nas cobranças brilhou o goleiro Paulo Victor com três defesas. André converteu o último pênalti e o Grêmio venceu por 3 a 2. Este é o 38º título estadual do clube, que não era campeão invicto há 54 anos.


Foto Diego Vara/BP Filmes/Globoesporte.com

River Campeão Piauiense 2019

O River acabou com a hegemonia do Altos e voltou a vencer o Piauiense depois de três anos. Depois de liderar a primeira fase entre seis times, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota, o Galo Carijó despachou o Parnahyba na semifinal, com vitórias por 1 a 0 e por 4 a 0.

Na final contra o Altos, mais duas vitórias, por 3 a 2 e por 3 a 0. Dentro do Albertão, o Eterno Campeão comemorou seu 31º título estadual, aumentando a vantagem como maior vencedor do Piauí.


Foto Elziney Santos/FFP

Imperatriz Campeão Maranhense 2019

Está inaugurada a temporada de campeões em 2019. O Imperatriz é o primeiro vencedor do ano, após o título do Campeonato Maranhense. Após terminar a primeira fase na vice-liderança entre os oito participantes, o Cavalo de Aço eliminou o Sampaio Corrêa com dois empates, por 0 a 0 e por 1 a 1.

Na final, enfrentou o Moto Club. Na ida no Frei Epifânio, empate sem gols. Com a obrigação de vencer, foi ao Castelão e ficou duas vezes atrás no placar, tendo que buscar dois empates. Até que aos 47 minutos do segundo tempo, o reserva Adauto marcou o gol da virada, da vitória por 3 a 2 e do título do Imperatriz. A conquista do estadual é a terceira na história do clube, que acabou com quatro anos de fila.


Foto Alex Barbosa

Joinville Campeão Brasileiro Série C 2011

Para a temporada de 2011, a Série C do Brasileirão apresentou uma mudança importante no regulamento. O mata-mata das quartas de final e semifinal deu lugar a dois quadrangulares na segunda fase, tornando a caminhada até o acesso mais longa e exigente. Na primeira fase, a estrutura regionalizada com quatro grupos de cinco equipes permaneceu inalterada.

O grande campeão emergiu da Região Sul. O Joinville havia chegado à terceirona após garantir o acesso na Série D do ano anterior nos tribunais (devido à punição ao América-AM). Com um elenco tecnicamente superior aos rivais, o Tricolor Catarinense alcançou uma conquista inédita.

Na primeira etapa, o JEC integrou o Grupo D ao lado de Brasil de Pelotas, Santo André, Caxias e da rival Chapecoense. A estreia ocorreu fora de casa, com um empate em 1 a 1 diante do Brasil no Rio Grande do Sul. Na sequência, o Coelho fez valer a força da Arena Joinville com duas vitórias seguidas: 2 a 1 sobre a Chapecoense e 2 a 0 contra o Santo André. Nos dois compromissos seguintes como visitante, o time somou mais dois empates, em 2 a 2 com o Caxias e em 1 a 1 com o Santo André.

O único tropeço da equipe na fase de grupos veio na sexta rodada, ao sofrer 4 a 2 para o Caxias em casa. A resposta na reta final foi contundente: vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense em Chapecó e goleada por 5 a 2 sobre o Brasil de Pelotas perante sua torcida. Somando 15 pontos em oito jogos, o Tricolor avançou ao quadrangular na vice-liderança da chave.

Na segunda fase, o Joinville caiu no Grupo F ao lado de Chapecoense, Brasiliense e Ipatinga. O quadrangular começou com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ipatinga na Arena Joinville e um empate em 1 a 1 com a Chapecoense fora. Nas quatro partidas restantes, o JEC aplicou duas goleadas por 4 a 1 sobre o Brasiliense, em casa e no Distrito Federal, encaminhando o acesso. Na quinta rodada, a vitória por 3 a 2 contra a Chapecoense na Arena selou a vaga na final. Para fechar o quadrangular, o Joinville bateu o Ipatinga por 1 a 0 no interior mineiro. Com 16 pontos, o Tricolor chegou embalado à decisão.

O adversário do Joinville na final da Série C foi o CRB, que deixou para trás América-RN, Paysandu e Luverdense. Na ida, no Rei Pelé, em Maceió, a equipe catarinense não tomou conhecimento do rival e encaminhou o título ao aplicar um categórico 3 a 1, com gols de Ricardinho, Glaydson e Aldair.

Com uma vantagem confortável para o confronto de volta na Arena Joinville, restou ao Tricolor brindar sua torcida com mais um espetáculo. O título inédito foi sacramentado com uma goleada de gala por 4 a 0, com gols de Lima, Eduardo, Pedro Paulo e Gilton. A conquista de 2011 entrou para a história como o primeiro título de nível nacional do Joinville, que ainda contou em seu elenco com a experiência do meia Ramón Menezes, em suas última atuação como jogador profissional.

A campanha do Joinville:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 38 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Joinville

ABC Campeão Brasileiro Série C 2010

A Série C do Campeonato Brasileiro chegou à edição de 2010 consolidando o formato com 20 participantes distribuídos regionalmente em quatro grupos de cinco equipes. O equilíbrio do regulamento era evidente: muitas equipes chegavam à rodada final da primeira fase com chances simultâneas de classificação ao mata-mata ou de rebaixamento para a Série D. Poucos clubes destoaram dessa dinâmica de extrema competitividade, entre eles, o futuro campeão. O ABC viveu em 2010 uma de suas temporadas mais reluzentes, coroada com duas conquistas marcantes.

Na etapa inicial, o alvinegro integrou o Grupo B ao lado do rival Alecrim, além de Campinense, CRB e Salgueiro. A estreia ocorreu no Frasqueirão, com uma vitória por 3 a 1 sobre o CRB. Na sequência, a equipe empatou em 1 a 1 com o Alecrim e venceu o Salgueiro por 3 a 0 fora de casa. O único tropeço no primeiro turno veio na quarta partida, ao sofrer 1 a 0 para o Campinense em Campina Grande.

No returno, o ABC superou o Salgueiro por 3 a 1 em Natal, voltou a empatar em 1 a 1 com o Alecrim e ficou no 0 a 0 contra o Campinense no Frasqueirão. A fase terminou com derrota por 1 a 0 para o CRB em Maceió, resultado que não abalou a classificação do time potiguar. O Elefante fechou a chave na liderança com 12 pontos, apenas dois a mais que o lanterna Alecrim, o que ilustrou a competitividade do grupo, já que este entrou na rodada final com a vice-liderança.

Nas quartas de final, valendo o acesso à Série B, o adversário do ABC foi o Águia de Marabá. No jogo de ida, no Pará, o alvinegro deu um passo fundamental ao vencer por 1 a 0. No confronto de volta, no Frasqueirão, confirmou o retorno à segunda divisão com um triunfo por 3 a 1.

Na semifinal, o ABC reencontrou o Salgueiro. Com maturidade tática, o time segurou um empate por 1 a 1 em solo pernambucano e carimbou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 em Natal.

A disputa do título colocou o ABC frente a frente com o Ituiutaba, equipe que, no ano seguinte, transferiria sua sede para Varginha e passaria a se chamar Boa Esporte. O time mineiro passou por Chapecoense e Criciúma no mata-mata. O jogo de ida da final foi realizado em Uberlândia, no Parque do Sabiá. Diante de um público modesto de 879 pagantes, o alvinegro impôs sua força e venceu por 1 a 0, com gol do meia Cascata.

Com a vantagem do empate, o ABC recebeu o time mineiro em um Frasqueirão lotado. Jogando com regulamento debaixo do braço, o time potiguar segurou o 0 a 0 até o apito final. A igualdade no placar deu início à festa em Natal para celebrar o troféu da Série C de 2010, a primeira conquista de nível nacional da história do futebol do Rio Grande do Norte.

A campanha do ABC:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Moacir Nascimento/Placar

América-MG Campeão Brasileiro Série C 2009

A grande revolução na estrutura da Série C ocorreu em 2009. O inchaço das edições anteriores, que contavam com mais de 60 participantes, deu lugar a um formato de apenas 20 clubes: as equipes classificadas entre o 5º e o 20º lugares do ano anterior somadas aos quatro rebaixados da Série B. Distribuídos em quatro grupos com critérios regionais, o novo modelo viabilizou a criação da Série D, além de instituir o rebaixamento para os lanternas de cada chave da terceira divisão.

O primeiro campeão desta nova era foi uma tradicional camisa do futebol brasileiro que remava firme para deixar a crise para trás. No intervalo entre 2004 e 2007, o América-MG havia despencado da Série B nacional para a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A retomada começou ao assegurar vaga na Série C de 2008 e ganhou força definitiva na temporada seguinte.

Na primeira fase, o América integrou o Grupo C ao lado de Mixto, Gama, Guaratinguetá e Ituiutaba (clube que anos mais tarde mudaria sua sede e nome para Boa Esporte). O Coelho começou com autoridade sob seus domínios, vencendo Gama e Guaratinguetá pelo placar de 2 a 0. Na sequência, atuando como visitante, empatou sem gols com o rival mineiro e bateu o Mixto por 1 a 0 em Cuiabá.

No returno, o time manteve a força no Independência, vencendo o Ituiutaba por 2 a 0 e goleando o Mixto por 5 a 1. Apesar dos tropeços fora de casa contra Guaratinguetá e Gama, ambos por 2 a 0, a equipe americana encerrou a fase inicial na liderança isolada da chave, somando 16 pontos.

Com o novo regulamento, o mata-mata das quartas de final passou a valer diretamente a vaga na Série B. O adversário do América foi o Brasil de Pelotas. A partida de ida, disputada no Bento Freitas, em Pelotas, terminou em um tenso 0 a 0. No jogo de volta, em um Independência lotado, o Coelho fez valer seu favoritismo, venceu por 3 a 1 e assegurou com festa o retorno à segunda divisão nacional.

Na semifinal, o América reencontrou o Guaratinguetá. No primeiro duelo, no Estádio Dário Rodrigues Leite, os donos da casa venceram por 2 a 1. Na volta em Belo Horizonte, o time alviverde devolveu o placar ao triunfar por 2 a 1. A vaga na decisão dos mineiros veio com vitória por 7a 6 nos pênaltis.

A final colocou o América frente a frente com o ASA, que eliminou Rio Branco-AC e Icasa. A primeira partida ocorreu em Alagoas, no Estádio Fumeirão. Com uma atuação impecável do setor ofensivo, comandado por Evanilson, Euller e o artilheiro Bruno Mineiro, o Coelho aplicou 3 a 1 fora de casa e praticamente encaminhou a conquista. A confirmação do título nacional veio no jogo de volta no Independência. A vitória por 1 a 0, selada com um gol de Bruno Mineiro, coroou a campanha brilhante. Doze anos após ter conquistado a Série B de 1997, o América-MG erguia mais uma taça nacional.

A campanha do América-MG:
14 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Pedro Vilela/Futura Press

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série C 2008

A Série C do Brasileirão de 2008 foi a última antes de uma ampla reformulação promovida pela CBF. No terceiro ano consecutivo com o mesmo regulamento, 63 equipes distribuídas em 16 grupos brigaram não apenas pelas quatro vagas de acesso à Série B, mas também por 16 postos de permanência para a temporada seguinte, que seria drasticamente enxugada para viabilizar a criação da Série D em 2009.

Mais uma vez, o torneio reuniu clubes de tradição. Guarani e Paysandu repetiram a participação do ano anterior: os paulistas garantiram o retorno à segunda divisão, enquanto os paraenses ficaram para 2009, assim como o América-MG. Por outro lado, Santa Cruz, Remo e Paulista ficaram longe do sucesso. Em meio a esse cenário, o Atlético-GO cravou seu nome na história ao conquistar o bicampeonato nacional.

Na primeira fase, o Dragão ficou no Grupo 9 ao lado de Mixto, Operário-MS e Águia Negra. Depois de estrear fazendo 2 a 0 no Águia Negra em Goiânia, a equipe goiana obteve mais três vitórias e dois empates, avançando com folga na liderança, com 14 pontos.

Na segunda fase, no Grupo 21, o rubro-negro reencontrou o Mixto e enfrentou também Itumbiara e Dom Pedro II. Foi quando o ataque do Dragão passou a triturar os adversários: aplicou duas goleadas sobre o Itumbiara, por 4 a 1 fora de casa e 7 a 1 no Antônio Accioly, além de vencer o Dom Pedro por 6 a 4. Com cinco vitórias e apenas uma derrota, o time tornou a liderar sua chave com 15 pontos.

A terceira fase colocou o Atlético no Grupo 27 para enfrentar outra vez o Mixto, além de encarar Duque de Caxias-RJ e Guaratinguetá. O equilíbrio foi maior, resultando em um tríplice empate em pontos na liderança entre goianos, cariocas e paulistas. As vitórias em casa, por 4 a 1 sobre o Mixto e por 3 a 0 sobre o Duque de Caxias, garantiram ao Dragão o primeiro lugar do grupo no critério do saldo de gols.

O octogonal final reuniu Atlético-GO, Rio Branco-AC, Confiança, Brasil de Pelotas, Águia de Marabá, Duque de Caxias, Campinense e Guarani na luta pelo acesso e pela taça. Embalado e irreconhecível em sua superioridade, o Atlético atropelou os concorrentes com um festival de goleadas: no Antônio Accioly, fez 4 a 0 no Águia de Marabá, 5 a 1 no Duque de Caxias, 6 a 0 no Confiança e 5 a 0 no Rio Branco. Fora de casa, impôs 3 a 0 sobre o Guarani no Brinco de Ouro.

O retorno à Série B foi assegurado na 11ª rodada, após um empate por 2 a 2 contra o Duque de Caxias no Rio de Janeiro. No compromisso seguinte, perante sua torcida, a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas no Serra Dourada confirmou antecipadamente o título nacional. Acumulando 29 pontos no octogonal, com nove vitórias, dois empates e três derrotas, o Atlético-GO consagrou-se como o primeiro clube a alcançar o bicampeonato na história da Série C do Campeonato Brasileiro.

A campanha do Atlético-GO:
32 jogos | 21 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Carlos Costa/Placar