São Paulo Campeão Brasileiro 1977

Em 1977, a Copa Brasil atingiu um novo patamar de gigantismo, saltando para 62 participantes. Embora o regulamento mantivesse a regra do ponto extra para vitórias a partir de dois gols de diferença, a estrutura do torneio tornou-se uma maratona de sobrevivência. No meio do oceano de clubes, o São Paulo, comandado pelo técnico Rubens Minelli (que buscava seu terceiro título consecutivo, após o bicampeonato com o Inter), moldou uma equipe aguerrida para buscar sua primeira estrela nacional.

A caminhada tricolor começou no Grupo B da primeira fase. Jogando em turno único dentro da chave, o São Paulo garantiu sua vaga com segurança ao terminar na vice-liderança, atrás apenas do Palmeiras. Foram seis vitórias, dois empates e uma única derrota, somando 18 pontos (quatro deles vindos de bonificações por goleadas).

Na segunda fase, o funil apertou com 30 clubes divididos em seis grupos de cinco. O Tricolor Paulista caiu no Grupo G e novamente assegurou o segundo lugar. Em uma chave curta e tensa, fez duas vitórias, um empate, uma derrota e conquistou sete pontos, ficando dois atrás do Corinthians.

O ponto de virada ocorreu na terceira fase, onde 24 clubes foram redistribuídos em quatro grupos de seis. Apenas o líder de cada chave avançaria à semifinal. No Grupo U, o São Paulo demonstrou sua maturidade tática: com quatro vitórias e apenas uma derrota, somou 11 pontos (três extras), deixando o Grêmio quatro pontos para trás e carimbando o passaporte para o mata-mata.

A semifinal trouxe as zebras do torneio. O São Paulo enfrentou o Operário-MS, a grande surpresa vinda de Campo Grande. No jogo de ida, o Tricolor foi implacável e venceu por 3 a 0. Na volta, no (ainda) Mato Grosso, o Operário venceu por 1 a 0, mas não foi o suficiente para tirar a vaga paulista. Do outro lado, o Atlético-MG eliminava outra surpresa, o Londrina, confirmando uma final de gigantes.

Devido à extensão do torneio, a final foi disputada apenas em março de 1978. Por possuir a melhor campanha e estar invicto, o Atlético-MG ganhou o direito de sediar a partida única no Mineirão. Diante de mais de 100 mil atleticanos, o São Paulo armou uma retranca estratégica, focada em anular o ataque mineiro. Após um empate em 0 a 0 que persistiu durante o tempo normal e a prorrogação, o Campeonato Brasileiro foi decidido nos pênaltis pela primeira vez na história. Foi então que brilhou a estrela de Waldir Peres, que desconcentrou os batedores mineiros e defendeu três cobranças. O São Paulo venceu por 3 a 2 nas penalidades, sagrando-se campeão brasileiro de 1977.

A campanha do São Paulo:
21 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 40 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Internacional Campeão Brasileiro 1976

A Copa Brasil de 1976 testemunhou um novo salto no número de participantes, atingindo 54 equipes. Apesar do inchaço do torneio, certas constantes permaneceram inalteradas: a regra do ponto extra para vitórias por dois ou mais gols de diferença continuou em vigor, e o Internacional seguiu sua marcha como uma máquina de jogar futebol, atropelando quem surgisse pelo caminho rumo ao bicampeonato.

Na primeira fase, os clubes foram distribuídos em seis grupos. O Internacional, no Grupo A, não deu margem para zebras, liderando a chave com folga. Foram sete vitórias e apenas uma derrota, acumulando 20 pontos, dos quais seis foram bônus pela sua volúpia ofensiva. Ao seu lado, Grêmio, Santos e Palmeiras também garantiram vaga.

Na segunda fase, o funil apertou com 24 times divididos em quatro grupos. O Colorado manteve a invencibilidade e a tranquilidade no Grupo G: com quatro vitórias e um empate, somou 13 pontos (sendo quatro extras). Botafogo-SP e o Fluminense também avançaram, enquanto os demais times buscavam sobrevivência em uma repescagem composta por 30 equipes.

A terceira fase reuniu 18 times em dois grupos de nove. No Grupo Q, o Internacional venceu seis vezes e perdeu duas, em uma disputa acirra com o Corinthians. Ambos terminaram as oito rodadas empatados com 12 pontos, mas o DNA goleador do time de Rubens Minelli foi decisivo: o Inter ficou em primeiro lugar devido aos pontos extras (cinco contra dois dos paulistas). Fluminense e Atlético-MG completaram o quadro de semifinalistas na outra chave.

Na semifinal, em jogo único, o Beira-Rio foi o palco de um duelo épico contra o Atlético-MG. O Galo saiu na frente, mas o Internacional demonstrou o peso de sua camisa e buscou a virada por 2 a 1, com gols de Batista e Falcão nos minutos finais. No Rio de Janeiro, ocorria a histórica invasão corinthiana, onde cerca de 70 mil paulistas viram seu time eliminar o Fluminense nos pênaltis no Maracanã.

Porto Alegre parou para a final. Diferente do ocorrido no Rio, a diretoria colorada limitou o acesso dos visitantes, garantindo um Beira-Rio majoritariamente vermelho. O confronto colocava frente a frente o jejum de 22 anos sem títulos do Corinthians contra a maturidade de um Internacional octacampeão gaúcho. Dentro de campo, a superioridade técnica do Inter prevaleceu. Com gols de Dario e Valdomiro, o Colorado venceu por 2 a 0 e selou uma campanha lendária: em 23 jogos, o Internacional venceu 19 e tornou-se o bicampeão brasileiro com o maior aproveitamento da história da competição. 

A campanha do Internacional:
23 jogos | 19 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 59 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Internacional

Internacional Campeão Brasileiro 1975

O Campeonato Brasileiro de 1975 marcou a estreia de uma nova nomenclatura: a Copa Brasil. O torneio continuou sua trajetória de expansão, atingindo a marca de 42 equipes, duas a mais que nas edições anteriores. No entanto, o que realmente definiu esta temporada foi o surgimento de um dos maiores esquadrões da história do futebol mundial: o Internacional de Manga, Figueroa, Carpegiani, Falcão e Valdomiro. Fora das quatro linhas, a CBD introduziu uma regra para estimular o ataque: as vitórias por dois ou mais gols de diferença valiam três pontos, em vez dos tradicionais dois.

Na primeira fase, os 42 clubes foram distribuídos em quatro grupos. O Internacional ficou no Grupo D e, em confrontos cruzados com as equipes do Grupo C, demonstrou uma superioridade avassaladora. O Colorado liderou sua chave com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Dos 23 pontos conquistados, cinco foram frutos da regra do ponto extra.

A segunda fase manteve o ritmo intenso. Os 20 classificados foram divididos em dois novos grupos. No Grupo 2, o Inter travou um duelo com o Santa Cruz. Ambas as equipes tiveram campanhas idênticas com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota, mas o Internacional prevaleceu na tabela graças à sua capacidade de golear: foram cinco pontos extras contra dois dos pernambucanos. Enquanto isso, na repescagem, os outros 22 times lutavam por quatro vagas para completar os 16 que da etapa seguinte.

Na terceira fase, o Inter enfrentou seu primeiro momento de instabilidade, classificando-se na vice-liderança do grupo B, atrás justamente do Santa Cruz, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota. O tropeço obrigou o Colorado a disputar a semifinal em jogo único fora de casa, contra o Fluminense.

Na semifinal, o Internacional protagonizou uma das maiores exibições de sua história. Diante de mais de 97 mil torcedores no Maracanã, o time gaúcho não se intimidou e, com gols de Lula e Carpegiani, venceu por 2 a 0. A vitória garantiu ao Inter o direito de sediar a final única, já que possuía a melhor campanha geral do certame. Seu adversário foi o Cruzeiro, que eliminou o Santa Cruz.

A final, no Beira-Rio contra o Cruzeiro, foi um embate tenso, com as defesas prevalecendo sobre os ataques. Até que, aos 11 minutos do segundo tempo, o destino interveio. Era fim de tarde em Porto Alegre, e um único feixe de luz solar iluminou exatamente a pequena área cruzeirense. Nesse instante, após cobrança de falta de Valdomiro, Elias Figueroa subiu mais alto que todos e testou para as redes, marcando o "Gol Iluminado". O placar de 1 a 0 garantiu ao Internacional seu primeiro título brasileiro.

A campanha do Internacional:
30 jogos | 19 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência RBS

Vasco Campeão Brasileiro 1974

Apenas 20 dias após o encerramento da edição anterior, iniciou-se o Campeonato Nacional de 1974. O torneio manteve o contingente de 40 equipes, contudo, o regulamento trouxe uma inovação bizarra: além dos dez melhores de cada um dos dois grupos de 20, as últimas quatro vagas para a segunda fase seriam decididas por critérios distintos: duas pela pontuação geral e duas pela maior média de público pagante, uma manobra para favorecer clubes de grandes massas que estivessem mal na tabela.

Neste cenário de estádios lotados, o Vasco despontava sob a liderança de um jovem centroavante que estava prestes a se tornar uma lenda: Roberto Dinamite. Dentro do Grupo A, o cruzmaltino manteve a consistência necessária para avançar sem depender dos critérios de público. Ao final das 19 rodadas da primeira fase, o time da Colina encerrou sua participação na sétima posição, somando 22 pontos, com sete vitórias, oito empates e quatro derrotas. O Grêmio liderou a chave, mas o Vasco já demonstrava ser um time talhado para confrontos decisivos.

Na segunda fase, os 24 classificados foram divididos em quatro grupos de seis. O Vasco sobrou no Grupo 2: invicto, eliminou adversários tradicionais como Atlético-MG e Corinthians, além de bater Nacional-AM, Vitória e Operário-MS. Com três vitórias e dois empates, o cruzmaltino carimbou sua vaga no quadrangular final com oito pontos, ao lado de Cruzeiro, Internacional e Santos.

A fase final foi um teste de nervos. O Vasco estreou batendo o Santos de Pelé (em seu último ano de Brasil) por 2 a 1 no Maracanã. Seguiu-se um empate contra o Cruzeiro no Mineirão e outro contra o Internacional. Ao fim das três rodadas, Vasco e Cruzeiro terminaram empatados com quatro pontos, exigindo um jogo de desempate para decidir o campeão.

Pelo regulamento, o jogo extra deveria ocorrer em Belo Horizonte, devido à melhor campanha geral da Raposa. No entanto, o Vasco acionou a justiça desportiva, utilizando como argumento a invasão de campo e a tentativa de agressão ao árbitro por parte de dirigentes cruzeirenses no confronto anterior entre as equipes. Em uma decisão polêmica, a CBD inverteu o mando de campo.

Diante de um Maracanã fervilhante, o Vasco confirmou sua força técnica. Com gols de Ademir e Jorginho, e uma atuação inspirada de Roberto Dinamite, o Vasco venceu por 2 a 1. A equipe comandada por Mário Travaglini impedia o título mineiro e celebrava, com justiça mas sob polêmica, o seu primeiro título de campeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
28 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Fernando Pimentel/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1973

O Campeonato Nacional de Clubes de 1973 seguiu com a política de expansão da CBD. Através de convites, a entidade aboliu a segunda divisão e inflou a competição com 40 clubes de 20 estados, sob o pretexto de integração nacional. Com esse gigantismo, os regulamentos tornaram-se labirintos: a primeira fase foi dividida em dois turnos, sendo o primeiro disputado em dois grupos de 20 equipes e o segundo em quatro grupos de dez, todos somando pontos para uma classificação geral.

Dentro das quatro linhas, a Segunda Academia do Palmeiras mantinha a base campeã do ano anterior e seguia desfilando um futebol de eficiência e solidez defensiva, sob o comando de Oswaldo Brandão. Na primeira fase, o Verdão enfrentou uma maratona de 28 rodadas para confirmar sua superioridade. Foram 19 jogos no primeiro turno e nove no returno, terminando como líder isolado. Com uma campanha de 18 vitórias, sete empates e três derrotas, o Palmeiras somou 43 pontos, três a mais que o vice-líder Grêmio e 13 a mais que o Santa Cruz, o último classificado para a etapa seguinte.

Na segunda fase, os 20 sobreviventes foram divididos em dois grupos de dez. O Palmeiras, no grupo 1, manteve-se invicto ao longo das nove rodadas. Com cinco vitórias e quatro empates, o alviverde avançou com autoridade para o quadrangular final, acompanhado pelo Internacional. Na outra chave, São Paulo e Cruzeiro garantiram suas vagas, preparando o cenário para a decisão.

Devido à extensão do torneio, o quadrangular final foi disputado apenas em fevereiro de 1974, em turno único. O Palmeiras estreou com uma vitória crucial por 1 a 0 sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão, enquanto o São Paulo goleava o Internacional por 4 a 1. Na segunda rodada, o alviverde eliminou matematicamente os gaúchos com uma vitória por 2 a 1 no Morumbi. O triunfo do Cruzeiro sobre o São Paulo na mesma rodada deixou o Palmeiras em uma situação extremamente confortável para o fechamento do torneio.

A rodada final chegou com um cenário complexo para os adversários. O Cruzeiro precisava de uma goleada sobre o Internacional e ainda torcer para uma vitória magra do São Paulo. Para os tricolores, a missão era vencer o Palmeiras e aguardar o resultado de Minas. No entanto, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira e Ademir da Guia jogava com o regulamento debaixo do braço. Novamente dono da melhor campanha, o empate bastava para o título. Em um Morumbi tenso, o Verdão segurou o ímpeto são-paulino em um 0 a 0 seguro e pragmático. O apito final confirmou o bicampeonato consecutivo e o sexto título brasileiro da história palmeirense, selando a era de ouro da Segunda Academia.

A campanha do Palmeiras:
40 jogos | 25 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 52 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Piccino/Agência O Globo

Palmeiras Campeão Brasileiro 1972

O processo de inchaço do Campeonato Nacional seguiu em ritmo acelerado em 1972, refletindo o desejo de integração regional promovido pelo governo da época. Naquele ano, a CBD ampliou o número de participantes para 26 equipes, seis a mais que na edição anterior, buscando contemplar o maior número possível de estados e regiões.

O formato era exaustivo: os 26 clubes enfrentaram-se em turno único ao longo de 25 rodadas, mas a pontuação era contabilizada dentro de quatro grupos distintos (com seis ou sete times cada). O Palmeiras, rumo ao quinto título, foi inserido no Grupo B.

Sob o comando de Oswaldo Brandão, o Palmeiras desfilou uma regularidade impressionante. O Verdão encerrou a primeira fase na liderança de seu grupo e com a melhor campanha geral entre todos os participantes. Foram 36 pontos conquistados em uma trajetória de 14 vitórias, oito empates e três derrotas. Além do alviverde, avançaram naquela chave Coritiba, Cruzeiro e Flamengo.

Com o calendário estrangulado pelas viagens e pelo número de clubes, a segunda fase foi curta e impiedosa. Os 16 classificados foram divididos em quatro grupos de quatro, com apenas três rodadas para definir os semifinalistas. No Grupo 2, o Palmeiras enfrentou São Paulo, Coritiba e America-RJ. A caminhada começou com um susto: derrota por 2 a 0 no Choque-Rei. No entanto, o time reagiu  batendo os cariocas por 3 a 1 e os paranaenses por 3 a 0. Palmeiras e São Paulo empataram com quatro pontos, mas o Verdão garantiu a vaga na semifinal pelo critério de gols pró (seis contra quatro do rival).

Na semifinal, disputada em jogo único no Pacaembu, o Palmeiras enfrentou o Internacional. Por ter a melhor campanha, o time paulista jogava pelo empate. O Inter chegou a abrir o placar, mas o Palmeiras buscou o 1 a 1, carimbando o passaporte para a decisão contra o Botafogo, que havia eliminado o Corinthians na outra chave.

A decisão ocorreu na antevéspera de Natal. No Morumbi, o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Ademir da Guia e Leivinha recebeu o Botafogo. Novamente, a vantagem da melhor campanha permitia ao Alviverde ser campeão com um empate. Os cariocas pressionaram e buscaram o gol durante os 90 minutos, mas esbarraram em uma das defesas mais bem montadas da história do futebol brasileiro. Com o placar imóvel em 0 a 0, o Palmeiras confirmou sua hegemonia. Foi o primeiro título conquistado sob a denominação de Campeonato Nacional" e o quinto título brasileiro da história do clube.

A campanha do Palmeiras:
30 jogos | 16 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/Palmeiras

Atlético-MG Campeão Brasileiro 1971

Em 1971, o futebol brasileiro viveu uma transformação definitiva. Motivada pelo impacto do tricampeonato mundial no México, a CBD encerrou a era do Robertão para dar lugar à primeira edição do Campeonato Nacional de Clubes. A nova competição nasceu com a ambição de integrar o país, expandindo as fronteiras do futebol de elite para mais regiões e estados.

Nesta temporada inaugural, foram somadas três novas equipes aos 17 participantes da Taça de Prata do ano anterior, totalizando 20 clubes e incluindo o Ceará como novo estado representado. Curiosamente, houve também a criação de uma divisão de acesso, embora, na prática, funcionasse como um torneio paralelo, sem um sistema de promoção imediata para o campeão daquela edição.

O regulamento era exigente. Os 20 times jogaram todos contra todos em turno único, mas divididos em duas chaves. O título ficou com o Atlético-MG, comandado por Telê Santana. No Grupo B da primeira fase, a estreia foi um clássico contra o América-MG, terminando em 1 a 1. Ao longo das 19 rodadas, o Galo demonstrou solidez e avançou à fase seguinte na segunda posição do grupo, somando os mesmos 23 pontos que o líder Grêmio, com uma campanha de sete vitórias, nove empates e três derrotas.

Na segunda fase, os 12 melhores classificados foram divididos em três grupos de quatro equipes. O Atlético-MG caiu em uma chave ao lado de Internacional, Santos e Vasco. A classificação para a fase final foi decidida nos detalhes. Na rodada decisiva, o Galo sofreu derrota por 1 a 0 para o Inter no Mineirão, deixando ambas as equipes empatadas com sete pontos. A sorte alvinegra residiu na vitória de 4 a 1 sobre o Colorado no primeiro turno, no Beira-Rio. Esse placar foi determinante para o saldo de gols, garantindo a vaga mineira no triangular final.

O título foi decidido em um triangular entre Atlético-MG, São Paulo e Botafogo. No primeiro embate, o Galo impôs sua hierarquia no Mineirão e venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. No jogo seguinte, o São Paulo goleou o Botafogo por 4 a 1, criando um cenário de tensão para a rodada final.

O Maracanã foi o palco do confronto decisivo entre Botafogo e Atlético-MG. O time carioca precisava de uma vitória por uma diferença improvável de cinco gols para ser campeão. Já o São Paulo torcia por qualquer vitória simples do Botafogo para herdar a taça. Porém, o destino pertencia a Belo Horizonte. Aos 16 minutos do segundo tempo, Dario, o "Dadá Maravilha", subiu mais alto que todos e testou para o fundo das redes. O 1 a 0 persistiu até o fim, selando o segundo título nacional para o Atlético-MG.

A campanha do Atlético-MG:
27 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 39 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press