Corinthians Campeão Brasileiro 2011

O Campeonato Brasileiro de 2011 manteve a fórmula consolidada dos pontos corridos, mas trouxe uma inovação estratégica: a última rodada seria composta exclusivamente por clássicos estaduais, visando evitar facilitações e aumentar a emoção. Em uma disputa ferrenha que se estendeu até o último minuto, o Corinthians superou o Vasco para erguer sua quinta taça nacional.

Sob o comando de Tite, o Corinthians começou a competição em ritmo de campeão. A estreia com vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio no Olímpico deu o tom de uma equipe que priorizava a solidez defensiva e a eficiência coletiva. O ponto alto do primeiro turno foi a goleada de 5 a 0 sobre o São Paulo no Pacaembu, um resultado que impulsionou o time à liderança a partir da sétima rodada.

O Timão manteve uma invencibilidade impressionante até a 11ª rodada, quando levou 1 a 0 do Cruzeiro em casa. Liderado em campo por Paulinho, Ralf e Emerson Sheik, o Corinthians virou o turno no topo, ostentando a regularidade que se tornaria a marca registrada da Era Tite.

O segundo turno reservou uma luta implacável com o Vasco, campeão da Copa do Brasil daquele ano. Entre a 24ª e a 31ª rodada, os dois clubes alternaram a liderança em um jogo de xadrez tático. Após alguns tropeços, como a derrota por 3 a 1 para o Santos em casa, na 24ª partida, o Corinthians retomou a ponta em definitivo na 32ª rodada ao vencer o Avaí por 2 a 1 no Pacaembu, contando com o apoio incondicional de uma torcida que sentia o título próximo. A vitória por 1 a 0 sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli, no 37º jogo, encaminhou a conquista.

A rodada final, no dia 4 de dezembro, foi carregada de um simbolismo eterno. Horas antes do clássico decisivo contra o Palmeiras, o Brasil se despedia de Sócrates, um dos maiores ídolos da história do clube. Antes ao apito inicial no Pacaembu, jogadores e torcedores prestaram uma homenagem emocionante, erguendo o punho cerrado em silêncio, repetindo o gesto icônico que o Doutor fazia nas comemorações de gol.

Em campo, o Corinthians jogou com o regulamento embaixo do braço. O empate em 0 a 0 no Derby foi o suficiente para garantir os 71 pontos e o pentacampeonato Brasileiro, já que o Vasco também não passou de um empate com o Flamengo e ficou com 69. A conquista de 2011 foi o fim de um jejum de seis anos sem títulos brasileiros e o alicerce para o ano perfeito que viria a seguir, com a conquista inédita da Libertadores e o bicampeonato do Mundial de Clubes.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 53 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Placar

Fluminense Campeão Brasileiro 2010

A taça do Campeonato Brasileiro seguiu no Rio de Janeiro em 2010, em uma das maiores reviravoltas da história do futebol nacional. Apenas um ano após escapar do rebaixamento com 99% de chances matemáticas de queda, o Fluminense encerrou um jejum de 26 anos e faturou seu terceiro título brasileiro. Sob o comando de Muricy Ramalho e a genialidade de Darío Conca, o Tricolor das Laranjeiras superou uma disputa frenética contra Corinthians e Cruzeiro.

A trajetória começou com um tropeço diante do Ceará, por 1 a 0 no Castelão, mas o time rapidamente encontrou seu equilíbrio. O Fluminense assumiu a liderança pela primeira vez na 10ª rodada, ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em casa, iniciando um revezamento constante no topo da tabela. O campeonato foi marcado por um equilíbrio entre Corinthians, Cruzeiro e Fluminense, alternavam a ponta quase a cada rodada, transformando o certame em uma batalha de nervos.

Um marco daquela campanha foi a mudança de casa. Com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, o Flu adotou o Engenhão como sua nova fortaleza a partir da 20ª rodada. Mesmo com a troca de ares e confrontos diretos desgastantes, como a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro em Uberlândia, o Time de Guerreiros se manteve firme no pelotão de frente.

Se Muricy era a mente estratégica no banco, Darío Conca era o motor em campo. O meia argentino manteve um nível técnico altíssimo do início ao fim. Além dele, a segurança de Gum na zaga e o faro de gol de Emerson Sheik e Fred no ataque foram fundamentais para sustentar o fôlego tricolor até o fim do campeonato.

A definição do título foi dramática. Na 35ª rodada, um empate em 1 a 1 contra o Goiás, no Rio de Janeiro, parecia ter entregue a taça ao Corinthians. No entanto, o Fluminense retomou a ponta na rodada seguinte com uma goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo em Barueri.

Nas duas partidas restantes, o Tricolor mostrou maturidade. Na 37ª rodada, venceu por 2 a 1 o Palmeiras, de virada, na Arena Barueri. No último jogo, em um Engenhão pulsante, um gol solitário de Emerson Sheik contra o Guarani garantiu a vitória por 1 a 0 e o título nacional. O Fluminense encerrou a competição com 71 pontos, coroando uma campanha de superação absoluta. O clube que no ano anterior estava fadado ao inferno da zona de rebaixamento, chegava depois ao céu do tricampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 62 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Flamengo Campeão Brasileiro 2009

O Campeonato Brasileiro de 2009 foi o mais imprevisível e disputado desde que a fórmula de pontos corridos foi adotada. Em uma disputa de tirar o fôlego que envolveu Palmeiras, São Paulo e Internacional, o Flamengo ressurgiu das cinzas para conquistar sua sexta taça nacional. A campanha foi marcada por um início turbulento, uma troca de comando providencial e o brilho técnico de dois ídolos: Petkovic e Adriano.

O rubro-negro teve um começo irregular, estreando com derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro em Belo Horizonte, depois sofrendo uma goleada de 5 a 0 para o Coritiba no Couto Pereira, na sexta rodada. O retorno de Adriano ao Flamengo aconteceu na quarta partida, marcando o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Athletico-PR no Maracanã. A instabilidade tática do Fla persistiu até a 13ª rodada, culminando na demissão de Cuca e na efetivação de Andrade, auxiliar do clube e ídolo da década de 1980 com quatro títulos nacionais.

Andrade deu equilíbrio ao meio-campo e liberdade para Petkovic orquestrar as jogadas. Mesmo assim, o primeiro turno terminou com o Flamengo apenas em sétimo lugar, oito pontos atrás do líder Internacional. Naquela altura, o título parecia um duelo particular entre a equipe gaúcha e o Palmeiras, que assumiu a ponta na 21ª rodada e nela permaneceu por meses.

O destino do campeonato mudou na reta final. Enquanto o Palmeiras entrava em colapso técnico, o Flamengo iniciava uma série invicta impressionante após sofrer sua última derrota na 32ª rodada, por 2 a 0 para o Barueri em São Paulo. Entre vitórias épicas contra o próprio Palmeiras e o Atlético-MG, ambas por 2 a 0 e como visitante, o Fla foi escalando a tabela.

A liderança só foi alcançada na penúltima rodada, após uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, em Campinas. Na última rodada, um cenário raro: quatro times tinham chances matemáticas de título. O Internacional chegou a ser campeão virtual durante parte da tarde, enquanto goleava o Santo André, mas o Flamengo, em um Maracanã lotado, mostrou resiliência.

O jogo contra o Grêmio foi dramático. Os gaúchos saíram na frente, mas o Flamengo reagiu. Com gols dos zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim, o Flamengo virou para 2 a 1, garantindo os 67 pontos necessários para o título. Adriano terminou como artilheiro (ao lado de Diego Tardelli) com 19 gols, e o rubro-negro voltou a celebrar o topo do Brasil após 17 anos de espera.

A campanha do Flamengo:
38 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 9 derrotas | 58 gols marcados | 44 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

São Paulo Campeão Brasileiro 2008

Mantendo a fórmula de sucesso, o Brasileirão de 2008 consolidou o domínio absoluto do São Paulo, rendendo ao clube o apelido de "Soberano". No entanto, ao contrário das edições de 2006 e 2007, a conquista do sexto título nacional foi marcada por uma superação dramática. Em um ano onde o futebol paulista sentia a ausência do Corinthians, que disputava a Série B, o Tricolor precisou de uma reação histórica para tirar uma vantagem que parecia irreversível.

A caminhada rumo ao hexa começou justamente contra o rival que seria o seu maior algoz na temporada: o Grêmio. Na estreia, uma derrota por 1 a 0 no Morumbi ligou o sinal de alerta. O time de Muricy Ramalho demorou a engrenar, acumulando empates nas primeiras rodadas.

Apesar de vitórias expressivas, como os 4 a 2 sobre o Flamengo no Maracanã e a goleada de 5 a 1 sobre o Atlético-MG em casa, o São Paulo encerrou o primeiro turno na quinta posição. Com 33 pontos, o Tricolor estava a oito pontos do líder Grêmio, que parecia caminhar firme para o título.

O segundo turno começou com um balde de água fria: uma nova derrota por 1 a 0 para o Grêmio, no Olímpico, na 20ª rodada, aumentou a distância para 11 pontos. Aquele revés, contudo, foi o último do São Paulo na competição. A partir dali, o time ficou 18 partidas sem perder, combinando a já conhecida solidez defensiva com um meio-campo liderado por Hernanes e o faro de gol de Hugo e Borges.

Enquanto o Grêmio perdia fôlego com tropeços sucessivos, o São Paulo empilhava vitórias. O momento da virada ocorreu na 33ª rodada, quando o Tricolor venceu o Internacional por 3 a 0 no Morumbi e, aproveitando o empate gaúcho contra o Figueirense, assumiu a liderança pela primeira vez no campeonato.

Diferente dos anos anteriores, o título foi decidido palmo a palmo até a rodada final. Na última partida, em um Estádio Bezerrão lotado em Brasília, com mando de campo do Goiás, o São Paulo precisava apenas de um empate. No entanto, o time garantiu a vitória por 1 a 0, com gol de Borges, confirmando o hexacampeonato.

Com 75 pontos, o São Paulo de 2008 entrou para a história ao se tornar o primeiro clube a vencer três edições seguidas na era dos pontos corridos, igualando o feito do Santos de Pelé na década de 1960. Foi a coroação da era Muricy Ramalho e a prova de que o Tricolor sabia sofrer tanto quanto sabia vencer.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 21 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 66 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Fernando Pilatos/Gazeta Press

São Paulo Campeão Brasileiro 2007

Uma das exibições defensivas mais impressionantes aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2007. O São Paulo manteve um nível de competitividade altíssimo, faturando seu quinto título nacional e o segundo consecutivo. O dado que assombra até hoje é a estatística defensiva: foram apenas 19 gols sofridos em 38 jogos, uma média exata de 0,5 gol por partida.

A solidez era tanta que apenas três equipes conseguiram marcar mais de um gol no Tricolor em um mesmo jogo: Juventude, Botafogo e Athletico-PR. E todas só o fizeram após o título já estar matematicamente garantido.

Com o regulamento de 20 clubes consolidado, o São Paulo iniciou sua caminhada com uma vitória por 2 a 0 sobre o Goiás no Morumbi, mas encontrou dificuldades iniciais, como a derrota por para o Náutico nos Aflitos, na segunda rodada. O primeiro turno foi marcado por uma postura pragmática: vitórias magras por 1 a 0 e uma defesa que já se mostrava impenetrável com o trio Breno, Alex Silva e Miranda, protegidos por Hernanes e Richarlyson.

Enquanto o Botafogo liderava as primeiras rodadas, o São Paulo escalava a tabela silenciosamente. O ponto de virada aconteceu na 17ª rodada, quando o Tricolor venceu o Grêmio no Olímpico por 2 a 0 e assumiu a liderança. Na rodada seguinte, o confronto direto contra o Botafogo no Maracanã selou o destino do campeonato: vitória paulista por 2 a 0 e o início de uma liderança isolada que não seria mais ameaçada.

Se o primeiro turno foi de construção, o segundo foi de pura soberania. O São Paulo passeou em campo, alternando a segurança defensiva com lampejos ofensivos avassaladores, como os massacres sobre o por 5 a 0 sobre Náutico, na 21ª rodada, e por 6 a 0 sobre o Paraná, no 23º jogo. A distância para os concorrentes, que se revezavam entre Cruzeiro, Santos e Grêmio, tornou-se um abismo técnico a cada rodada encerrada.

A confirmação do pentacampeonato são-paulino veio com quatro rodadas de antecedência, na 34ª jornada, com um 3 a 0 categórico sobre o América-RN no Morumbi. O time encerrou a competição com 77 pontos, com impressionantes 15 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Santos. Foi um título de "monólogo", onde o São Paulo provou que a organização tática e a disciplina defensiva eram as chaves para dominar o Brasil.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 23 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 55 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

São Paulo Campeão Brasileiro 2006

Após um período de transição e ajustes no regulamento, o Campeonato Brasileiro de 2006 finalmente atingiu o formato de 20 equipes, considerado ideal para o calendário nacional. O ano marcou o despertar de uma hegemonia sem precedentes na era dos pontos corridos: o São Paulo. Vindo de um 2005 glorioso com os títulos da Libertadores e do Mundial, o Tricolor iniciou uma sequência de três conquistas nacionais consecutivas.

Enquanto o Morumbi celebrava, o cenário nacional era de contrastes. O Grêmio surpreendeu com um terceiro lugar logo após retornar da Série B. O Palmeiras flertou com o perigo, terminando em 16º. O Corinthians, defensor do título, teve uma debandada de atletas e chegou a estar na lanterna, mas acabou na nona colocação. E o Atlético-MG viveu o seu ano mais difícil, disputando a segunda divisão.

O São Paulo de Muricy Ramalho era sinônimo de eficiência. A estreia foi positiva, com vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo no Morumbi. Apesar de um tropeço por 1 a 0 para o Fortaleza, logo na segunda rodada, a equipe encontrou rapidamente sua identidade tática, baseada em uma defesa intransponível liderada por Rogério Ceni, Fabão e Miranda.

A liderança foi conquistada pela primeira vez na nona rodada, ao ao vencer o Fluminense por 1 a 0 em casa. Após um breve hiato nas rodadas seguintes, o São Paulo retomou o topo na 12ª jornada ao vencer o Figueirense, por 2 a 1 no Morumbi, e de lá não saiu mais. Das 38 rodadas da competição, o Tricolor ocupou a primeira posição em 28 delas, demonstrando uma estabilidade emocional e técnica que asfixiou os concorrentes.

A campanha foi marcada por poucos, porém marcantes, momentos de instabilidade, como a goleada sofrida para o Santos por 4 a 0 na 14ª partida, em pleno Morumbi, e o revés de 3 a 1 contra o Palmeiras, na 26ª rodada, em clássico disputado em Presidente Prudente. Entretanto, o time reagia com exibições de gala, como os massacres por 5 a 1 sobre o Vasco, e por 5 a 0 sobre o Juventude, ambos em casa, nos jogos 27 e 29 do campeonato.

A consagração do tetracampeonato veio na 36ª rodada, no Morumbi, com um empate em 1 a 1 contra o Athletico-PR. O São Paulo encerrou a maratona com 78 pontos, nove de vantagem sobre o vice Internacional, e ostentando estatísticas de campeão incontestável: 22 vitórias e apenas quatro derrotas em todo o campeonato.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 22 vitórias | 12 empates | 4 derrotas | 66 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Corinthians Campeão Brasileiro 2005

O Brasileirão de 2005 permanece como um dos capítulos mais controversos e debatidos da história do esporte nacional. Em campo, 22 equipes disputavam o título em pontos corridos. Fora dele, a estrutura do futebol foi abalada pelo escândalo da Máfia do Apito. O árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi preso por manipular resultados para favorecer apostadores, levando o STJD a uma decisão inédita: a anulação e repetição de 11 partidas.

Essa manobra jurídica alterou drasticamente o topo da tabela. Sem a anulação, o Internacional teria encerrado um jejum de 26 anos sem títulos brasileiros. Com a repetição dos jogos, o Corinthians de Tevez, Nilmar e Mascherano recuperou pontos cruciais e caminhou para o seu quarto título brasileiro.

O Corinthians, financiado pela polêmica parceria com a MSI, teve um início desastroso. Após estrear com empate em 2 a 2 com o Juventude no Pacaembu, o time sofreu uma goleada histórica de 5 a 1 para o rival São Paulo, o que gerou crises internas. A reabilitação começou apenas na quarta rodada, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR na Arena da Baixada. Sob a liderança técnica do argentino Carlos Tevez, o Timão encontrou seu equilíbrio e assumiu a liderança na 17ª rodada, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba em casa, fechando o primeiro turno no topo.

A briga com o Internacional tornou-se um duelo de nervos. Quando o escândalo de arbitragem estourou, após a 27ª rodada, os gaúchos lideravam a competição. Com a anulação das 11 partidas, o Corinthians, que havia perdido dois jogos apitados por Edilson, para Santos e São Paulo, ganhou a chance de refazer esses confrontos. Ao somar quatro pontos extras nessas repetições, o alvinegro saltou para a liderança definitiva, enquanto o Inter viu sua vantagem evaporar.

A reta final foi marcada por dois episódios memoráveis no Pacaembu. Na 37ª rodada, o Corinthians aplicou uma goleada humilhante por 7 a 1 sobre o Santos, com três gols de Tevez, consolidando o favoritismo. Na 40ª rodada, o Timão enfrentou o Internacional em um jogo tenso que terminou em 1 a 1, e que ficou marcado pelo erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas, que não marcou um pênalti do goleiro Fábio Costa sobre o volante Tinga e ainda expulsou o jogador colorado por simulação.

O tetracampeonato foi confirmado de forma dramática na última rodada. Mesmo perdendo para o Goiás por 3 a 2 no Serra Dourada, o Corinthians contou com a derrota do Internacional para o Coritiba para assegurar a taça. Com 81 pontos, o Timão celebrou uma conquista técnica inquestionável pelo talento de seus craques, mas eternamente vinculada às sombras dos tribunais e da corrupção na arbitragem.

A campanha do Corinthians:
42 jogos | 24 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 87 gols marcados | 59 gols sofridos


Foto Paulo Pinto/Estadão Conteúdo