Londrina Campeão Brasileiro Série B 1980

Após um hiato de oito anos, o Campeonato Brasileiro da Série B retornou ao calendário em 1980, rebatizado como Taça de Prata. A recém-criada CBF promoveu uma redução no número de clubes da elite e reformulou a segunda divisão para acomodar as equipes que ficaram de fora.

Os participantes eram qualificados pelo desempenho nos estaduais e o sistema de acesso era peculiar: quatro equipes subiam para a primeira divisão (Taça de Ouro) ainda na mesma temporada, enquanto o campeão e o vice garantiam a vaga para o ano seguinte.

Diferente do modelo atual, não havia rebaixamento da Taça de Ouro para a de Prata. A primeira edição deste novo formato contou com 64 clubes, divididos em oito chaves de oito times, que se enfrentavam em turno único. O Londrina, vindo de um sexto lugar no Paranaense do ano anterior, foi indicado para integrar o Grupo H.

Após as sete rodadas iniciais, o Londrina terminou na terceira posição da chave, com nove pontos obtidos em quatro vitórias, um empate e duas derrotas. A campanha foi suficiente para deixar para trás o rival Athletico-PR e avançar junto à Juventus da Mooca e ao Comercial de Ribeirão Preto.

Na segunda fase, os 20 classificados foram distribuídos em quatro novos grupos, onde apenas o líder de cada avançava. O LEC caiu no grupo J, ao lado de Grêmio Maringá, Sampaio Corrêa, Anapolina e Bonsucesso. O Tubarão dominou a disputa: venceu os quatro jogos, somou oito pontos e garantiu a liderança invicta, classificando-se para a semifinal.

Na semifinal, o adversário foi o Botafogo-SP. O Londrina venceu as duas partidas, por 2 a 1 em Ribeirão Preto e por 1 a 0 no Estádio do Café, conquistando o acesso para a Taça de Ouro de 1981.

A final foi disputada contra o CSA, que na etapa anterior bateu a Ferroviária. No primeiro confronto, no Rei Pelé, em Maceió, o Londrina quase saiu vitorioso: mesmo com um jogador a menos, abriu o placar no segundo tempo, mas sofreu o empate por 1 a 1 nos minutos finais.

A partidas derradeira aconteceu no Estádio do Café, onde o Tubarão foi soberano. Com uma goleada por 4 a 0 sob o olhar de 36 mil torcedores, o Londrina sagrou-se campeão brasileiro da Série B, coroando uma campanha histórica.

A campanha do Londrina:
15 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 26 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Silas Monteiro/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série B 1972

O Campeonato Brasileiro da Série B teve continuidade em 1972, mas com mudanças significativas. A começar pelo nome, que foi alterado para Campeonato Nacional da Segunda Divisão. Embora o número de 23 participantes tenha sido mantido, a quantidade de grupos foi reduzida para quatro. Uma particularidade desta edição foi a participação exclusiva de equipes do Nordeste. A regra que impedia o acesso e o descenso, contudo, permaneceu inalterada.

Em campo, o Sampaio Corrêa entrou como favorito, impulsionado pela quebra de um jejum de sete anos no Campeonato Maranhense. A Bolívia Querida iniciou no Grupo A, composto por seis times. Após dois turnos, o clube classificou-se na liderança, somando 13 pontos em dez rodadas, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Como o regulamento previa que os dois melhores de cada chave avançariam, o Tiradentes-PI garantiu a segunda vaga do grupo.

Na segunda fase, os oito classificados foram divididos em dois novos grupos. O Tubarão enfrentou novamente o Tiradentes, além do Itabaiana e do Atlético de Alagoinhas. A disputa com os piauienses foi acirrada: ambos somaram oito pontos em seis jogos, com campanhas idênticas de três vitórias, dois empates e uma derrota, com seis gols marcados e três sofridos. O desempate veio na soma da campanha das duas fases: 21 pontos para o Sampaio e 20 para o Tiradentes. No outro grupo, o Campinense assegurou a vaga na final em cima de América-RN, CSA e América-PE.

A decisão contra o Campinense foi disputada em jogo único, com o mando de campo definido por sorteio. O Sampaio Corrêa foi o sorteado, e a partida ocorreu no Estádio Nhozinho Santos, em São Luís. O confronto foi dramático para o torcedor maranhense: o time saiu atrás no placar e só buscou o empate aos 44 minutos do segundo tempo, com um gol do atacante Pelezinho.

Com o empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e a persistência do placar na prorrogação, o título foi decidido nos pênaltis. A disputa seguiu um formato diferente do tradicional: um único jogador realizaria as cinco cobranças de sua equipe. O zagueiro Neguinho converteu todas as cinco penalidades para o Sampaio Corrêa, enquanto Ivan Lopes desperdiçou uma cobrança para o Campinense. Com o placar de 5 a 4, o Tubarão sagrou-se campeão brasileiro da Série B.

Para o ano de 1973, a CBD optou por fundir as duas divisões em uma única competição. Com isso, a segundona foi extinta temporariamente, retornando ao calendário nacional apenas em 1980.

A campanha do Sampaio Corrêa:
17 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Sampaio Corrêa

Villa Nova-MG Campeão Brasileiro Série B 1971

Até 1970, o futebol brasileiro girava majoritariamente em torno dos campeonatos estaduais. Os clubes deixavam em segundo plano a Taça Brasil, o Robertão e a Libertadores. Esse cenário começou a mudar em 1971, quando a CBD criou o Campeonato Nacional. O novo torneio foi disputado sem a concorrência dos estaduais pelos 20 principais times do país na época. Antes que o certame inchasse para abrigar todos os estados, foi necessário criar outros torneios para evitar que muitos clubes ficassem inativos por até quatro meses. Assim nasceu o Brasileirão da Série B, embora sem o sistema de rebaixamento e acesso, como se fosse uma competição paralela.

A primeira edição ocorreu em 1971, sob o nome oficial de Campeonato Nacional de Clubes da Primeira Divisão (curiosamente, a Série A era chamada de Divisão Extra). Os participantes vinham de todas as regiões: desde times bem colocados nos estaduais que não foram convidados para a elite, até representantes de estados que não possuíam vagas garantidas na competição principal.

A disputa contou com 23 clubes. Na primeira fase, 19 equipes foram divididas geograficamente em cinco grupos. Apenas os líderes avançaram. O primeiro campeão foi o Villa Nova-MG, que ingressou diretamente na segunda etapa após vencer uma seletiva mineira contra Tupi e Uberlândia.

Na segunda fase, os cinco classificados e quatro equipes que entraram posteriormente formaram três grupos de dois times e um de três. O Villa Nova ficou no Grupo 2 contra o Central de Niterói. Na ida, no Rio de Janeiro, empatou em 2 a 2. Na volta, em Minas Gerais, o Leão do Bonfim venceu por 1 a 0.

Na semifinal, o Villa Nova enfrentou a Ponte Preta. Após uma derrota por 1 a 0 em Campinas e uma vitória pelo mesmo placar no Independência, a decisão foi para um terceiro jogo de desempate, também em Belo Horizonte. Após um 1 a 1 no tempo normal, o Leão venceu nos pênaltis por 6 a 5.

A final foi contra o Remo, que passou pelo Rodoviária de Manaus e pelo Itabaiana. A decisão exigiu três partidas. Em Belém, no Baenão, o Villa Nova perdeu por 1 a 0. Em Belo Horizonte, no Independência, o Leão devolveu a diferença fazendo 3 a 0. No jogo de desempate, também na capital mineira, o Villa venceu por 2 a 1 e ficou com o título.

Devido à ausência de um sistema de acesso e descenso, o Villa Nova não subiu para a elite em 1972. Ironicamente, o vice Remo foi convidado pela CBD para integrar o torneio nacional do ano seguinte.

A campanha do Villa Nova-MG:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 10 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Villa Nova-MG

Paysandu Campeão da Copa dos Campeões 2002

A Copa dos Campeões consolidou-se como um sucesso em suas duas primeiras edições, impulsionando também o prestígio dos torneios regionais. Em 2002, essas competições assumiram o protagonismo do primeiro semestre, relegando os estaduais quase exclusivamente às equipes menores. Diante do crescimento do torneio, a CBF expandiu o número de participantes de nove para 16 e a quantidade de sedes para quatro, mantendo como grande trunfo a vaga direta para a Libertadores ao campeão.

Apesar do sucesso de público e do retorno financeiro, esta acabou sendo a última edição da Copa, que foi extinta para abrir espaço ao novo calendário de 2003, marcado pela introdução do Brasileirão de pontos corridos. Entretanto, essa despedida foi histórica para o Paysandu, que trilhou o caminho rumo ao maior título de sua trajetória centenária. Além da taça, o clube paraense conquistou a honra de ser o primeiro representante do Norte a garantir vaga na principal competição de clubes da América do Sul.

A competição introduziu uma fase de grupos para acomodar as 16 equipes: cinco do Torneio Rio-SP, quatro da Copa Sul-Minas, três da Copa do Nordeste, uma da Copa Centro-Oeste, uma da Copa Norte e o Flamengo, campeão vigente. O Papão integrou o Grupo A, sediado no Mangueirão, em Belém. A equipe estreou com empate em 1 a 1 contra o Corinthians, depois empatou sem gols com o Fluminense. Na rodada decisiva, bateu o Náutico por 3 a 2, garantindo a liderança da chave com cinco pontos.

Nas quartas de final, o Paysandu cruzou com o Bahia. Em um jogo disputado, os paraenses venceram por 2 a 1 e avançaram para a semifinal contra o Palmeiras. Jogando mais uma vez sob o incentivo fervoroso de sua torcida em Belém, o Papão foi avassalador e carimbou sua vaga na final ao vencer. O desafio final seria contra o Cruzeiro, que vinha embalado após eliminar Goiás e  Flamengo.

A finalíssima foi dividida em dois atos. No jogo de ida, no Mangueirão, o Paysandu não conseguiu transformar o apoio da casa em vantagem e acabou derrotado por 2 a 1. Com o favoritismo pendendo para o lado mineiro, o duelo de volta aconteceu no Castelão, em Fortaleza. Mesmo saindo atrás no placar, o Papão conseguiu uma histórica virada para 4 a 3, com um hat-trick do atacante Vandick.

A decisão foi ao pênaltis e o Cruzeiro sucumbiu, desperdiçando as suas três primeiras cobranças. Já o Papão converteu seus três chutes e liquidou a fatura sem a necessidade das cobranças restantes. Ao vencer por 3 a 0, o Paysandu sagrou-se campeão dos campeões de 2002 e partiu para a histórica campanha na Libertadores de 2003, onde chegou a derrotar o Boca Juniors em plena La Bombonera.

A campanha do Paysandu:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 14 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto José Leomar/Placar

Flamengo Campeão da Copa dos Campeões 2001

O primeiro semestre de 2001 foi memorável para o Flamengo. Após sagrar-se tricampeão carioca diante do Vasco, com o antológico gol de falta de Petkovic, o clube garantiu sua vaga na Copa dos Campeões, torneio sediado em Maceió e João Pessoa. O regulamento da competição manteve-se quase idêntico ao ano de sua estreia, com o grande atrativo de oferecer uma vaga na Libertadores. O torneio preenchia, com sucesso, o hiato existente no calendário brasileiro da época: aquele período de entressafra entre o fim dos campeonatos estaduais, em junho, e o início do Brasileirão, em agosto.

A fase preliminar reuniu os campeões do Centro-Oeste e do Norte, além do vice do Nordeste, resultando nas classificações de São Raimundo-AM e Sport, que deixaram o Goiás pelo caminho. O mata-mata principal começou em seguida, e o rubro-negro cruzou com o Bahia, campeão do Nordeste. A vitória por 4 a 2 no jogo de ida deixou a situação encaminhada para o Mengão, que confirmou a superioridade ao vencer novamente no confronto de volta, desta vez por 2 a 0, sem dar chances ao adversário.

Na semifinal, o desafio foi contra o Cruzeiro, campeão da Copa Sul-Minas. O empate sem gols na partida de ida trouxe alguma preocupação, fazendo crer que o confronto seria decidido nos detalhes. Contudo, no segundo jogo, o Flamengo descomplicou a história: com uma atuação dominante, aplicou um 3 a 0 categórico e carimbou sua vaga na final. O oponente na decisão seria o São Paulo, campeão do Torneio Rio-São Paulo, que avançou após eliminar Sport e Coritiba.

A principal alteração em relação à edição de 2000 ocorreu justamente no formato da final, que deixou de ser em partida única para ser disputada em jogos de ida e volta. O primeiro embate aconteceu no Almeidão, em João Pessoa. O Flamengo começou de forma avassaladora, construindo uma vantagem de 3 a 1 ainda no primeiro tempo. O São Paulo, contudo, não se entregou e reagiu, forçando os cariocas a manterem a postura ofensiva até o apito final. O duelo terminou com a vitória rubro-negra por 5 a 3.

Quem imaginou que o segundo jogo seria mais tranquilo no Estádio Rei Pelé, em Maceió, acabou se enganando redondamente: a rede continuou balançando freneticamente para ambos os lados. Os paulistas tentaram reverter a desvantagem e chegaram a sair na frente, mas sofreram a virada flamenguista na etapa final. O São Paulo ainda buscou forças para virar o marcador novamente nos instantes derradeiros, vencendo o confronto por 3 a 2. Contudo, com o placar agregado de 8 a 6, o Flamengo sagrou-se campeão, conquistando seu primeiro e único título da Copa dos Campeões e, com ele, a cobiçada passagem para a Libertadores de 2002.

A campanha do Flamengo:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 16 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rogério Pallatta/Placar

Palmeiras Campeão da Copa dos Campeões 2000

Para indicar o quarto representante na Libertadores a partir de 2001, a CBF instituiu no ano 2000 a Copa dos Campeões, uma competição de tiro curto composta pelos vencedores das principais disputas regionais do país. O torneio buscava dar peso ao calendário nacional e contava com os campeões do Torneio Rio-São Paulo, da Copa Sul-Minas, da Copa do Nordeste, da Copa Centro-Oeste e da Copa Norte, além dos campeões estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro e os vices da Sul-Minas e do Nordeste, formando um verdadeiro filtro da elite brasileira.

O Palmeiras garantiu sua vaga como campeão do Torneio Rio-São Paulo, mas vivia um momento de profunda incerteza e reformulação, logo após a derrota nos pênaltis na final da Libertadores contra o Boca Juniors. O fim de um ciclo vitorioso ficou evidente com a saída de pilares do elenco e do técnico Luiz Felipe Scolari. Assim, o auxiliar Flávio Murtosa assumiu o posto interinamente, tendo a tarefa de montar um time competitivo com reforços que ainda buscavam entrosamento.

O vice-campeão nordestino e os vencedores do Norte e Centro-Oeste disputaram uma fase preliminar para designar os últimos dois classificados para a fase final. Goiás e Vitória levaram a melhor sobre o São Raimundo-AM e garantiram o direito de viajar para João Pessoa e Maceió, as sedes escolhidas para o torneio no Nordeste. Já no mata-mata principal, o sorteio colocou o Palmeiras diante do Cruzeiro, vice da Copa Sul-Minas, pelas quartas de final. Na ida, o alviverde surpreendeu ao abrir uma vantagem de 3 a 1 e, na volta, suportou a pressão mineira para confirmar a classificação com um empate em 1 a 1.

Na semifinal, o desafio subiu de nível contra o Flamengo, campeão carioca. Sem o peso do favoritismo, o Palmeiras foi derrotado na primeira partida por 2 a 1, mas demonstrou enorme poder de reação ao devolver o placar no segundo jogo com um gol solitário de Taddei. A vaga na final foi decidida em uma disputa de pênaltis tensa, mas o Verdão mostrou pontaria impecável, não errou nenhuma cobrança e, por 5 a 4, avançou para encarar o Sport, que vinha de eliminar América-MG e São Paulo.

A final foi disputada sob o calor de Maceió, em partida única no Estádio Rei Pelé. O jovem e renovado time palmeirense entrou em campo confiante, ditou o ritmo do jogo contra os pernambucanos e construiu o resultado com gols de Faustino Asprilla e Alberto, unindo a experiência do colombiano que já estava no clube com o faro de gol do novo reforço. O Sport ainda conseguiu descontar no fim da partida, mas a organização alviverde prevaleceu até o apito final. O placar de 2 a 1 selou a conquista de um título inédito, garantindo ao Palmeiras o troféu e o retorno imediato à Libertadores de 2001.

A campanha do Palmeiras:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Eduardo Knapp/Folhapress

Athletico-PR Campeão da Seletiva da Libertadores 1999

Na virada de 1999 para 2000, a Conmebol surpreendeu a América do Sul ao expandir o número de participantes da Libertadores de 21 para 32 equipes. Com a mudança, o sistema de apenas duas vagas por país foi reformulado, e o Brasil passou a ter direito a quatro representantes. Naquele momento, a CBF já tinha os destinos das duas vagas tradicionais selados para os campeões do Brasileirão e da Copa do Brasil (Corinthians e Juventude), mas precisou, de última hora, definir os outros dois nomes. O primeiro foi o vice-campeão brasileiro, o Atlético-MG, mas a quarta vaga ainda estava em aberto.

Diante da urgência, a entidade instituiu, exclusivamente para aquele ano, a Seletiva para a Libertadores. O torneio era um mata-mata frenético disputado em paralelo à fase final do Campeonato Brasileiro, envolvendo os clubes que não tinham mais chances de chegar à final, mas teriam a chance de lutar pelo sonho continental. Foi uma solução criativa para manter o calendário movimentado e dar utilidade às equipes que haviam encerrado sua participação precoce no Brasileirão.

O regulamento previa a participação dos clubes até o 16º lugar, excluindo os rebaixados. Como o Palmeiras, décimo, já estava classificado como campeão da Libertadores e o Gama, 15º, foi rebaixado, abriram-se duas brechas: uma para o Grêmio, o 18º, e outra decidida em uma preliminar entre os remanescentes não rebaixados, onde a Portuguesa superou o Sport. No entanto, quem roubou a cena foi o Athletico-PR, nono colocado do Brasileirão e que estava em ascensão no fim da década de 1990.

O Furacão estreou na primeira fase contra a Portuguesa. Após um revés por 3 a 1 no Canindé, o time mostrou sua força na Arena da Baixada ao vencer por 2 a 0, garantindo a classificação pelo critério de melhor campanha no Brasileiro. Na fase seguinte, o nível subiu com a entrada dos clubes eliminados nas quartas de final do Brasileirão. O Athletico enfrentou o rival Coritiba em dois Atletibas: goleou por 4 a 1 em pleno Couto Pereira e administrou a vantagem com a derrota por 2 a 1 na volta em casa.

Na terceira fase, o adversário foi o Internacional. Após um empate em 1 a 1 no Beira-Rio, o Furacão confirmou sua superioridade em Curitiba com uma vitória por 2 a 1. Na semifinal, o desafio foi contra o São Paulo, que acabara de ser eliminado da semifinal do Brasileirão. O Athletico foi avassalador em casa, vencendo por 4 a 2 e encaminhando a vaga. No Morumbi, a equipe paranaense segurar a pressão e perdeu por 2 a 1, o que foi suficiente para avançar rumo à decisão.

Na final contra o Cruzeiro, que passou por Guarani e Vasco, o Athletico-PR precisou, mais uma vez, decidir o destino fora de casa. No primeiro duelo, na Arena da Baixada, o rubro-negro foi impecável e construiu uma vantagem sólida de 3 a 0. No Mineirão, o time foi outra vez resiliente e jogou com o regulamento debaixo do braço. O novo revés por 2 a 1 não diminuiu o brilho da conquista inédita. O título da Seletiva colocou o Furacão na Libertadores pela primeira vez em sua história.

A campanha do Athletico-PR:
10 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 20 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Osmar Ladeia