Fluminense Campeão da Copa do Brasil 2007

Quem aprende com um erro não erra duas vezes — parte 2. Em 2007, as campanhas de redenção na Copa do Brasil continuaram com o Fluminense que, dois anos após a amarga derrota para o Paulista, alcançou o título nacional com uma trajetória ao melhor estilo copeiro, sob o comando de Renato Portaluppi.

O Flu iniciou sua caminhada contra a Adesg, do Acre. Na ida, vitória por 2 a 1 na Arena da Floresta, em Rio Branco. No jogo de volta, no Maracanã, a goleada por 6 a 0 foi, na prática, o último momento de tranquilidade da equipe até a grande decisão.

Na segunda fase, o adversário do Tricolor foi o América-RN. A ida, em Natal, terminou com vitória carioca por 2 a 1. Na volta, no Rio de Janeiro, veio o primeiro susto: derrota por 1 a 0, resultado que, pelo critério do gol fora de casa, foi suficiente para garantir a classificação.

O drama aumentou nas oitavas de final, contra o Bahia. Na ida, o Flu saiu atrás, mas buscou o empate em 1 a 1 no Maracanã. Na volta, na Fonte Nova, o time esteve em desvantagem no placar por duas vezes, mas buscou o empate em 2 a 2, avançando novamente graças aos gols marcados como visitante.

Nas quartas, o desafio foi contra o Athletico-PR. O primeiro jogo, no Rio, terminou em novo empate por 1 a 1. A partida de volta foi disputada na Arena da Baixada e, em um duelo extremamente tenso, a classificação só foi selada a 13 minutos do fim, com um gol de Adriano Magrão que garantiu a vitória por 1 a 0.

Na semifinal, o rival foi o Brasiliense, algoz em 2002. Em clima de revanche, o Tricolor enfim voltou a vencer em casa, de virada, por 4 a 2. A volta aconteceu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. Os donos da casa saíram na frente, mas Adriano Magrão apareceu novamente no segundo tempo para garantir o empate em 1 a 1 e o lugar do Flu na final.

Na decisão, o adversário foi o Figueirense, que chegava à final após eliminar Madureira, Noroeste, Gama, Náutico e Botafogo. No jogo de ida, no Maracanã, o Fluminense mais uma vez tropeçou em casa. Aos 43 minutos do segundo tempo, Adriano Magrão salvou o time ao anotar o gol do empate em 1 a 1. A grande final ocorreu no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Tricolor garantiu o título com uma vitória por 1 a 0, graças ao gol do zagueiro Roger logo aos três minutos de jogo.

A campanha do Fluminense:
12 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2006

Quem aprende com um erro não erra duas vezes. Foi com essa mentalidade que o Flamengo conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil em 2006. Dois anos após o trauma da derrota em casa para o Santo André, o Rubro-Negro corrigiu sua rota em uma final inesquecível, selada com duas vitórias categóricas sobre seu maior rival.

O Fla iniciou sua trajetória contra o ASA. O primeiro jogo, disputado em Arapiraca, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, a vitória por 2 a 1 garantiu o avanço. Na segunda fase, o adversário foi o ABC. O Flamengo passou com tranquilidade ao vencer por 1 a 0 em Natal e aplicar um 4 a 0 no Rio de Janeiro.

Nas oitavas de final, diante do Guarani, o Flamengo construiu uma excelente vantagem logo na ida, no Maracanã, com uma goleada por 5 a 1. No Brinco de Ouro, em Campinas, a larga diferença permitiu ao time carioca administrar a classificação mesmo com a derrota por 1 a 0 no jogo de volta.

Nas quartas de final, foi a vez de encarar o Atlético-MG. Novamente, a ida foi disputada no Rio de Janeiro e, mais uma vez, o Rubro-Negro goleou para abrir frente: 4 a 1. No Mineirão, bastou segurar o empate sem gols para carimbar o passaporte para a semifinal.

O adversário na semifinal foi o Ipatinga, a zebra daquela edição, comandada pelo técnico Ney Franco. O jogo de ida, no Vale do Aço, terminou em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, o Fla buscou a classificação de forma sofrida, com uma vitória de virada por 2 a 1. Essa fase ocorreu antes da Copa do Mundo de 2006, em um momento em que o time atravessava má fase sob o comando de Waldemar Lemos.

Após o Mundial, o Flamengo chegou à decisão com uma novidade no banco de reservas. Devido aos maus resultados no Brasileirão, Waldemar foi demitido e, para seu lugar, foi contratado justamente Ney Franco. O adversário na final foi o Vasco, que chegava após superar Botafogo-PB, Iraty, Criciúma, Volta Redonda e Fluminense. Ambas as partidas ocorreram no Maracanã. Na primeira, Obina e Luizão marcaram dois gols em um intervalo de apenas dois minutos, garantindo a vitória por 2 a 0. No segundo jogo, Juan acertou um belo chute de fora da área, confirmando o triunfo por 1 a 0 e o segundo título flamenguista na história da competição.

A campanha do Flamengo:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo

Paulista Campeão da Copa do Brasil 2005

Os anos de 2004 e 2005 foram, por excelência, os anos das zebras na Copa do Brasil. Primeiro, o Santo André calou o Flamengo em pleno Maracanã. Logo depois, foi a vez do Paulista de Jundiaí, outro integrante da Série B do Brasileirão, desbancar os gigantes e faturar mais um título inédito para o interior de São Paulo.

Com moldes semelhantes aos do vencedor anterior, mas com o diferencial de ter enfrentado apenas adversários que estavam na Série A, a equipe do então estreante técnico Vágner Mancini atingiu o auge impensável de sua história.

A incrível jornada do Galo do Japi rumo ao título começou diante do Juventude. Na ida, vitória por 1 a 0 no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. Na volta, empate por 1 a 1 no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Na segunda fase, o time eliminou o Botafogo com dois empates: 1 a 1 em casa e 2 a 2 no Maracanã, garantindo a vaga pelo critério do gol fora de casa.

Nas oitavas de final, o Paulista encontrou o Internacional. A primeira partida ocorreu no Beira-Rio, e os jundiaienses foram derrotados por 1 a 0. No segundo jogo, o placar foi devolvido no Jayme Cintra, e o Galo avançou ao vencer por 4 a 2 nos pênaltis. Nas quartas, a vítima foi o Figueirense, seguindo o mesmo roteiro: derrota por 1 a 0 em Florianópolis, vitória pelo mesmo placar em Jundiaí e classificação garantida com um 3 a 1 nas penalidades.

Na semifinal, o Paulista enfrentou o Cruzeiro. O primeiro jogo foi disputado no Jayme Cintra, onde os donos da casa conquistaram a vitória mais categórica da campanha até ali: 3 a 1. A partida de volta ocorreu no Mineirão. Os cruzeirenses tentaram a reação, mas o Galo do Japi soube sustentar a vantagem e se classificou mesmo com a derrota por 3 a 2.

Na histórica final, o Paulista teve como adversário o Fluminense, que chegava à decisão após eliminar Campinense, Esportivo, Grêmio, Treze e Ceará. O jogo de ida, no Jayme Cintra, terminou com uma vitória crucial por 2 a 0, com gols de Márcio Mossoró e Léo, ambos no segundo tempo. A volta aconteceu em São Januário, já que o Maracanã estava fechado para reformas. Tudo o que o Paulista precisou fazer para sagrar-se campeão foi administrar a vantagem, segurando o empate por 0 a 0 e garantindo a taça.

A campanha do Paulista:
12 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Daryan Dornelles/Placar

Santo André Campeão da Copa do Brasil 2004

Nos seus primeiros 15 anos de existência, a Copa do Brasil era solo fértil para zebras. Muitas delas atingiram semifinais, finais ou até conquistaram o título. Em 2004, talvez tenha ocorrido o caso mais surpreendente de todos: o Santo André, clube que à época disputava a Série B do Brasileirão, ergueu a taça dentro do maior estádio do país, após eliminar outra grande surpresa vinda do interior gaúcho.

O título do Ramalhão começou a ser desenhado contra o Novo Horizonte, de Goiás. Com uma goleada por 5 a 0 na ida, fora de casa, a equipe dispensou a necessidade do jogo de volta. Na segunda fase, o desafio foi contra o Atlético-MG. No primeiro duelo, vitória por 3 a 0 no Estádio Bruno José Daniel, no ABC Paulista. Na volta, os mineiros tentaram reagir, mas o Santo André segurou a pressão e avançou mesmo com a derrota por 2 a 0.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Guarani. Após um empate por 1 a 1 no Brinco de Ouro, em Campinas, as equipes voltaram a empatar no ABC, desta vez sem gols. Pelo critério do gol qualificado, o Santo André seguiu adiante.

Nas quartas, o time protagonizou dois confrontos épicos contra o Palmeiras. O primeiro, em casa, terminou em um eletrizante 3 a 3. O segundo jogo, no antigo Palestra Itália, reservou uma classificação dramática: o Ramalhão abriu o placar com Sandro Gaúcho, sofreu a virada para 2 a 1, buscou o empate com Osmar, viu o Palmeiras abrir 4 a 2, mas não desistiu. Com gols de Sandro e Tássio, o time buscou o 4 a 4, garantindo a vaga em um dos jogos mais memoráveis daquela edição.

A semifinal foi um duelo improvável contra o 15 de Novembro, do Rio Grande do Sul, time que havia chocado o país ao eliminar o Vasco. No jogo de ida, no Pacaembu, o Santo André foi derrotado por 4 a 3. O ato de heroísmo ficou para a volta: no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, a equipe comandada por Péricles Chamusca venceu por 3 a 1 e carimbou o passaporte para a final.

Na decisão, o Santo André encarou o Flamengo, que chegava à final após superar CRB, Tupi, Santa Cruz, Grêmio e Vitória. O jogo de ida ocorreu no Palestra Itália, devido à capacidade limitada do Bruno José Daniel. Com gols de Osmar e Romerito, o Ramalhão empatou em 2 a 2. A grande final aconteceu no Maracanã, diante de quase 72 mil torcedores rubro-negros. Sem se intimidar, o Santo André foi ao ataque: Sandro Gaúcho abriu o placar aos sete minutos do segundo tempo e Elvis, aos 22, selou o 2 a 0, sacramentando uma das conquistas mais históricas e inesperadas do futebol mundial.

A campanha do Santo André:
11 jogos | 4 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 26 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Daryan Dornelles/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2003

Vencer um título nacional é uma tarefa árdua. Conquistar dois, então, é um desafio muito maior. E se ambos vierem no mesmo ano, o feito beira o impossível. Não para o Cruzeiro, que em 2003 ergueu as taças do Brasileirão (o primeiro na era dos pontos corridos) e da Copa do Brasil que, somadas ao Campeonato Mineiro, configuraram a inédita Tríplice Coroa. A Copa, inclusive, foi a quarta do clube, consolidando-o como o grande especialista do formato.

A façanha da Raposa foi fruto de uma combinação primorosa de talentos em seu auge ou em franca ascensão: Alex, Deivid, Aristizábal, Gomes, Maicon e Luisão foram os pilares dentro de campo. Fora dele, Vanderlei Luxemburgo vivia o melhor momento de sua carreira como técnico.

A campanha rumo ao tetra começou diante do Rio Branco-ES. No Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, o time mineiro venceu por 4 a 2 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na segunda fase, o adversário foi o Coríntians-RN (grafado com "í" mesmo). Após um empate por 2 a 2 em Caicó, no interior potiguar, o Cruzeiro aplicou uma goleada soberana por 7 a 0 no Mineirão.

Nas oitavas de final, a Raposa enfrentou o Vila Nova. A primeira partida ocorreu em Belo Horizonte, com vitória azul por 2 a 0. No jogo de volta, no Serra Dourada, em Goiânia, o Cruzeiro voltou a triunfar, desta vez por 2 a 1. Nas quartas, o desafio foi contra o Vasco: vitória por 2 a 1 no Mineirão e um empate estratégico em 1 a 1 em São Januário.

A semifinal foi contra o Goiás, com o primeiro duelo disputado no Serra Dourada. Em um jogo emocionante, o Cruzeiro venceu por 3 a 2 e abriu vantagem. Na volta, no Mineirão, a Raposa confirmou a vaga com nova vitória, por 2 a 1, garantindo sua presença em mais uma final, a quinta de sua história.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Flamengo, que chegava à final após superar Botafogo-PB, Ceará, Remo, Vitória e Sport. O jogo de ida, no Maracanã, teve amplo domínio cruzeirense. Alex, de letra, marcou um gol antológico, mas os cariocas conseguiram o empate em 1 a 1 aos 48 minutos do segundo tempo. A volta, no Mineirão, foi um verdadeiro recital da Raposa. Logo no primeiro minuto, Deivid abriu o placar. Aos 15, Aristizábal ampliou e, aos 28, Luisão marcou o terceiro, sacramentando o título. O Flamengo ainda descontou para 3 a 1, mas nada que ofuscasse o show azul em Belo Horizonte.

A campanha do Cruzeiro:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paulo Euler

Corinthians Campeão da Copa do Brasil 2002

No ano do pentacampeonato mundial, em 2002, a Copa do Brasil quase testemunhou a maior zebra da história do futebol nacional. O fenômeno atendia pelo nome de Brasiliense Futebol Clube, equipe fundada em 2000 em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. Por muito pouco, o clube não se sagrou campeão da segunda maior competição do país com menos de dois anos de existência.

No fim, o título ficou com o Corinthians, que conquistou o bicampeonato. Ainda sob o impacto do vice em 2001, o clube paulista trouxe um nome de peso para o comando técnico: Carlos Alberto Parreira, que, pela primeira vez desde 1982, não treinaria uma seleção em ano de Copa do Mundo. Sorte do Timão.

Na primeira fase, o Corinthians enfrentou o River, do Piauí, e venceu ambos os jogos: 2 a 1 no Albertão, em Teresina, e 2 a 0 no Pacaembu. Na segunda fase, eliminou o Americano em partida única, ao golear por 6 a 2 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes, dispensando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro, em dois confrontos equilibrados. No primeiro jogo, no Morumbi, o Alvinegro empatou em 2 a 2, ficando dependente de um resultado positivo fora de casa. A classificação veio no Mineirão, com uma vitória por 3 a 2. Nas quartas, o Corinthians eliminou o Paraná com uma vitória por 3 a 1 no Pacaembu e uma derrota mínima por 1 a 0 em Curitiba.

A semifinal reservou dois clássicos Majestosos contra o São Paulo. Na verdade, as equipes se enfrentaram quatro vezes em um curto intervalo, pois também decidiam o Torneio Rio-São Paulo. O Corinthians levou a melhor em ambas as frentes. Na Copa do Brasil, venceu a ida por 2 a 0 e perdeu a volta por 2 a 1, ambos os jogos no Morumbi. Deivid foi o autor do gol decisivo que garantiu a vaga na final nacional.

A decisão de 2002 foi disputada entre Corinthians e Brasiliense. O Jacaré assombrou o país ao superar Vasco-AC, Náutico, Confiança, Fluminense e Atlético-MG. No primeiro jogo, no Morumbi, o Timão venceu por um apertado 2 a 1, com dois gols de Deivid. A volta ocorreu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. O Brasiliense abriu o placar ainda no primeiro tempo e, naquele momento, tinha a mão na taça devido ao critério do gol fora de casa. Contudo, Deivid, iluminado, marcou o gol do empate por 1 a 1 no segundo tempo, garantindo o título ao Corinthians.

A campanha do Corinthians:
11 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Daniel Augusto Júnior/Corinthians

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2001

Existe uma curiosa discussão cronológica sobre a virada dos anos 2000: enquanto o milênio começou no ano 2000, o século 21 iniciou-se formalmente apenas em 2001. De qualquer forma, para a Copa do Brasil, o ano de 2001 parecia um universo distante de 1989, data de sua fundação.

Foi justamente na entrada do novo século que a competição encontrou o formato que se tornaria o mais tradicional de sua história: 64 participantes, sendo 54 classificados via estaduais e dez pelo recém-criado Ranking da CBF. O detalhe mais impactante, contudo, foi a exclusão dos clubes que disputavam a Libertadores, uma tentativa de aliviar o calendário que perduraria pelos 12 anos seguintes.

Mesmo sem os times da Libertadores, o título caiu em mãos conhecidas. Pela quarta vez, o Grêmio ergueu a taça, sob o comando de um promissor técnico chamado Adenor Bacchi, o Tite. A trajetória, porém, não foi simples. Na primeira fase, o Tricolor precisou reverter a derrota por 3 a 2 sofrida na ida contra o Villa Nova-MG, goleando por 4 a 1 no Estádio Olímpico na volta.

Na segunda fase, o Imortal enfrentou o Santa Cruz e voltou a perder o primeiro jogo, em Recife, por 1 a 0. No jogo de volta, em Porto Alegre, a vitória por 3 a 1 garantiu a classificação. Nas oitavas de final, o Grêmio superou o Fluminense com uma vitória magra por 1 a 0 no Olímpico e segurou um empate sem gols no Maracanã.

As quartas de final reservaram dois duelos eletrizantes contra o São Paulo. No primeiro, vitória gremista por 2 a 1 em casa. No segundo, disputado em uma tarde de quarta-feira devido à crise do apagão de 2001, um novo triunfo por 4 a 3 em pleno Morumbi selou a vaga. Na semifinal, o Grêmio eliminou o Coritiba com duas vitórias: 3 a 1 no Olímpico e 1 a 0 no Couto Pereira.

A decisão foi uma revanche da final de 1995 contra o Corinthians, que chegava à final após derrotar Joinville, Goiânia, Flamengo-PI, Athletico-PR e Ponte Preta. O jogo de ida, no Olímpico, começou de forma dramática para o Tricolor, que viu o adversário abrir 2 a 0. A reação veio na etapa final com dois gols de Luís Mário, selando o empate em 2 a 2. A volta, no Morumbi, foi um dos maiores domínios táticos já vistos em finais. Com gols de Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba, o Grêmio venceu por 3 a 1 e isolou-se, na época, como o único tetracampeão da competição.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2000

O novo milênio começou no ano 2000 e, com ele, a Copa do Brasil passou por mais uma mudança, algo que se tornou constante desde 1995. A alteração da vez foi o aumento no número de participantes, de 64 para 69. A conta era estratégica: 54 clubes via estaduais, dez convidados e os cinco representantes brasileiros na Libertadores, que entravam diretamente nas oitavas de final. Tal configuração exigiu a criação de fases adicionais para acomodar todas as equipes.

O título, contudo, não ficou com nenhum dos "libertadores", mas sim com um clube que iniciou sua jornada desde a primeira fase, protagonizando a campanha mais longa de um vencedor até então. Pela terceira vez, e da maneira mais épica possível, o Cruzeiro chegaria ao topo. Na primeira fase, a Raposa superou o Gama após um empate por 1 a 1 em Brasília e uma goleada por 4 a 1 no Mineirão.

Na segunda fase, o adversário foi o Paraná. No jogo de ida, no Pinheirão, em Curitiba, o Cruzeiro venceu por 2 a 0 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na terceira fase, enfrentou o Caxias: triunfo por 3 a 1 no Estádio Centenário, no interior gaúcho. Como a regra de eliminação do jogo de volta não se aplicava mais a partir daquela fase, os mineiros precisaram confirmar a vaga em Belo Horizonte, o que fizeram com uma goleada sonora de 6 a 1.

Nas oitavas de final, o Cruzeiro mediu forças com o Athletico-PR. Na ida, venceu por 2 a 1 no Mineirão; na volta, garantiu a vaga com um empate por 2 a 2 na Arena da Baixada. Nas quartas, a vítima foi o Botafogo, superado com uma vitória por 3 a 2 em Belo Horizonte e um empate sem gols no Rio de Janeiro.

Na semifinal, a Raposa encarou o Santos. A primeira partida, no Mineirão, terminou com uma confortável vantagem de 2 a 0 para os mineiros. No segundo jogo, na Vila Belmiro, a classificação para a final foi selada com um empate por 2 a 2.

A grande decisão foi entre Cruzeiro e São Paulo, que havia superado Comercial-MS, Sinop, América-RN, Palmeiras e Atlético-MG. O jogo de ida, no Morumbi, terminou sem gols. A volta, no Mineirão, foi carregada de tensão. Os paulistas abriram o placar aos 21 minutos do segundo tempo e pareciam ter a taça nas mãos. O empate cruzeirense veio aos 35 minutos, com Fábio Júnior, mas o resultado ainda favorecia o Tricolor pelo gol fora. Até que, aos 45 minutos, uma falta foi marcada na entrada da área. Geovanni bateu rasteiro, a bola passou pelo meio da barreira e morreu no fundo da rede: 2 a 1 para o Cruzeiro, o novo tricampeão da Copa do Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
13 jogos | 8 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Juventude Campeão da Copa do Brasil 1999

Dez anos após sua criação, a Copa do Brasil dobrou de tamanho. Em 1999, o torneio contou com 64 participantes. Na verdade, 65, pois a CBF precisou de um jogo extra para definir o terceiro representante pernambucano entre Náutico e Santa Cruz (vencido pelo Tricolor). Os critérios de classificação permaneceram baseados nos estaduais e em convites, que foram numerosos naquela temporada.

Em meio a tantos gigantes, o título ficou nas mãos de um campeão improvável: o Juventude. Vivendo uma fase histórica no fim dos anos 1990, o time de Caxias do Sul surpreendeu o país ao eliminar adversários de peso no mata-mata, que oficialmente ganhou uma fase a mais naquela edição.

O Ju iniciou sua trajetória contra o Guará, do Distrito Federal. No antigo Mané Garrincha, goleou por 5 a 1 e eliminou a necessidade da partida de volta. Na segunda fase, enfrentou o Fluminense, que na época disputava a Série C. Em um confronto marcante, o Juventude perdeu no Maracanã por 3 a 1, mas aplicou uma sonora goleada de 6 a 0 no Alfredo Jaconi para avançar.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians, então campeão brasileiro e um dos favoritos. No Alfredo Jaconi, o Juventude venceu por 2 a 0. Na volta, em pleno Pacaembu, o Alviverde voltou a triunfar, desta vez por 1 a 0. Nas quartas, contra o Bahia, o Ju avançou graças ao critério do gol qualificado, após dois empates: 1 a 1 em casa e 2 a 2 na Fonte Nova.

A semifinal foi um clássico regional contra o Internacional. Naquela época, o Juventude mantinha uma incômoda superioridade sobre o rival da capital, o que se confirmou na Copa do Brasil. Após um empate sem gols no Jaconi, a decisão foi para o Beira-Rio. Nem mesmo a pressão da torcida colorada parou o Juventude, que aplicou um histórico 4 a 0 fora de casa.

Na inédita decisão, o Juventude enfrentou o Botafogo, que também buscava seu primeiro título após superar Paysandu, Criciúma, São Paulo, Athletico-PR e Palmeiras. No primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, Fernando e Márcio Mixirica marcaram os gols da vitória gaúcha por 2 a 1. Esses tentos acabariam selando o título, pois, na partida de volta, no Maracanã, os gaúchos seguraram um empate por 0 a 0. A taça foi erguida diante de 101.581 torcedores, o último público de seis dígitos registrado na história do futebol brasileiro.

A campanha do Juventude:
11 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Paulo Franken/Agência RBS

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 1998

A Copa do Brasil completou dez edições em 1998 com uma novidade impactante: o retorno da Rede Globo às transmissões, nove anos após a emissora preterir o torneio. Em um primeiro momento, os direitos foram divididos com o SBT, mas, a partir de 1999, a emissora carioca assumiria o protagonismo (com outros canais sublicenciados).

Dentro de campo, 42 clubes participaram da competição, que manteve o formato de fases preliminares. O título ficou com um campeão inédito: o Palmeiras. Dois anos após o trauma do vice-campeonato em casa para o Cruzeiro, o Verdão conseguiu sua revanche da melhor maneira possível. No comando técnico estava Luiz Felipe Scolari, que àquela altura já se consolidava como o maior especialista na história do torneio.

A campanha alviverde começou na fase preliminar diante do CSA, eliminado com vitórias por 1 a 0 em Maceió e 3 a 0 no Palestra Itália. Na primeira fase, o oponente foi o Ceará. Após um empate por 1 a 1 no Castelão, o Palmeiras aplicou uma goleada irretocável por 6 a 0 no jogo de volta, em São Paulo.

Nas oitavas de final, o desafio foi o Botafogo, em dois confrontos equilibrados. Na ida, no Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1. Na volta, precisando do resultado, o time paulista venceu pelo placar mínimo: o 1 a 0 garantiu a classificação graças ao critério do gol marcado como visitante.

Nas quartas, o Palmeiras superou o Sport com uma vitória por 2 a 0 em plena Ilha do Retiro e um empate por 1 a 1 em casa. Na semifinal, o adversário foi o Santos. O Verdão conquistou a vaga de maneira suada, com dois empates: 1 a 1 no Palestra Itália e 2 a 2 na Vila Belmiro. Mais uma vez, o regulamento do gol qualificado salvou a pátria verde.

De volta à final, o Palmeiras reencontrou seu algoz de 1996, o Cruzeiro, que chegava à decisão após eliminar Amapá, Corinthians, Vitória e Vasco. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou com derrota alviverde por 1 a 0. A decisão ocorreu no Morumbi, escolhido para comportar um público maior que o Palestra Itália. Logo aos 12 minutos, Paulo Nunes abriu o placar e igualou o confronto no agregado. Quando a disputa parecia caminhar para os pênaltis, aos 44 minutos do segundo tempo, Oséas aproveitou o rebote de uma falta cobrada por Zinho e, quase sem ângulo, estufou as redes para fazer 2 a 0, consagrando a primeira Copa do Brasil do Palmeiras.

A campanha do Palmeiras:
12 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1997

A segunda metade dos anos 1990 foi de franca expansão para a Copa do Brasil. De 32 participantes em 1994, a competição saltou para 44 em 1997, número que aumentaria ainda mais nos anos seguintes. Mas, focando em 1997, é preciso registrar o terceiro título do Grêmio, conquista que o isolou novamente como o maior vencedor do torneio até aquele momento.

Aquela década foi dourada para o Tricolor Gaúcho, que empilhou oito taças entre 1993 e 1997. A Copa do Brasil veio na sequência da Libertadores de 1995 e do Brasileiro de 1996, marcando o início da era pós-Luiz Felipe Scolari, com Evaristo de Macedo no comando técnico.

Na primeira fase, o Imortal enfrentou o Fortaleza e venceu ambos os jogos: 3 a 2 no Castelão e 3 a 1 no Olímpico. Nas oitavas de final, o adversário foi a Portuguesa, em uma reedição da final do Brasileirão ocorrida meses antes. No jogo de ida, em Porto Alegre, o Grêmio arrancou a vitória por 2 a 1 nos acréscimos do segundo tempo. Na volta, no Canindé, o empate por 1 a 1 garantiu a classificação tricolor.

Já nas quartas de final, o Grêmio encarou o Vitória. A primeira partida, no Olímpico, terminou com triunfo gremista por 2 a 0. O duelo de volta, na Fonte Nova, foi um lá e cá frenético, e a vaga gaúcha foi confirmada após um eletrizante empate em 3 a 3.

Na semifinal, o desafio foi contra o Corinthians. Naquela altura, o Grêmio dividia suas atenções com o mata-mata da Libertadores, enfrentando uma maratona de partidas a cada dois dias. Na ida, no Morumbi, os gaúchos venceram por 2 a 1, com gols de Paulo Nunes e um gol contra. Na volta, em Porto Alegre, o empate por 1 a 1 carimbou o passaporte para a final.

O Grêmio chegava à sua sexta final em apenas nove edições da competição. O adversário foi o Flamengo, que superou Nacional-AM, Rio Branco-AC, Internacional e Palmeiras para decidir o título. O primeiro jogo, no Olímpico, terminou em 0 a 0, resultado heroico para o Imortal, que atuou boa parte do tempo com dez jogadores após a expulsão do volante Dinho. A decisão ocorreu no Maracanã apenas dois dias depois. João Antônio abriu o placar para o Grêmio logo aos seis minutos, mas os cariocas viraram ainda no primeiro tempo. O alívio e o tricampeonato, selados pelo empate em 2 a 2, vieram apenas aos 34 minutos da etapa final, com o gol histórico de Carlos Miguel.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 19 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Grêmio

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 1996

Depois de sete anos, finalmente era possível dizer que a Copa do Brasil era um sucesso pleno, tanto nas arquibancadas quanto na televisão. O título do Corinthians em 1995 rendeu ao SBT a maior audiência da história da emissora até aquele momento, dando à CBF a justificativa necessária para atrair grandes patrocinadores.

Para a edição de 1996, as modificações implantadas no ano anterior foram aprimoradas. O número de clubes convidados subiu para oito, elevando o total de participantes para 40 e criando oito confrontos na fase preliminar. A regra do visitante também mudou: a partir de então, bastava uma vitória por dois ou mais gols de diferença para eliminar o jogo de volta. Por fim, a entrada de Roraima no torneio completou o mapa do futebol nacional, com os 27 estados do país representados.

O campeão de 1996 foi o Cruzeiro, que se tornou o segundo clube a conquistar o bicampeonato, consolidando sua tradição copeira. Na primeira fase, a Raposa superou o Juventus-AC após empatar por 1 a 1 em Rio Branco e golear por 4 a 0 em Belo Horizonte, no Estádio Independência.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Vasco. No jogo de ida, em São Januário, o Cruzeiro conquistou uma das vitórias mais emblemáticas de sua história: uma goleada por 6 a 2 que silenciou o estádio carioca. Na volta, em Minas Gerais, o empate por 1 a 1 apenas confirmou a classificação mineira.

O rival nas quartas foi o Corinthians. Na ida, jogando novamente no Independência, a Raposa aplicou um sonoro 4 a 0 para encaminhar a vaga. No duelo de volta, no Pacaembu, a derrota por 3 a 2 não foi suficiente para tirar o Cruzeiro da semifinal. O próximo passo foi eliminar o Flamengo com dois empates: 1 a 1 no Maracanã e 0 a 0 no Mineirão.

O Cruzeiro chegava, assim, à sua segunda decisão. O adversário era o Palmeiras, que vinha de eliminar Sergipe, Atlético-MG, Paraná e Grêmio. Os paulistas eram amplos favoritos, conhecidos pelo "ataque dos 100 gols" que assombrava o país naquele ano. Mas a Raposa foi resiliente. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou em 1 a 1. Na volta, no Palestra Itália, os mineiros saíram perdendo logo aos cinco minutos, mas Roberto Gaúcho buscou o empate ainda no primeiro tempo. Suportando a pressão e aproveitando as oportunidades, o Cruzeiro chegou ao gol do título aos 38 minutos da etapa final, com Marcelo Ramos, calando o estádio.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 4 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

Corinthians Campeão da Copa do Brasil 1995

A Copa do Brasil viveu seu grande ponto de virada em 1995. Após anos à margem do interesse das grandes redes de televisão, o torneio passou por uma negociação que mudou seus rumos definitivamente: o SBT adquiriu a exclusividade das transmissões, prometendo, e entregando, uma exposição massiva aos clubes.

Contudo, a emissora de Silvio Santos impôs suas contrapartidas. Ciente de que o critério exclusivo dos estaduais não garantia a presença dos clubes de maior audiência, o SBT costurou junto à CBF uma mudança no regulamento. Foram criadas quatro vagas para convidados: São Paulo, Flamengo, Grêmio (atual campeão) e o Democrata de Governador Valadares (que ocupou a última vaga por ter sido o terceiro colocado no Mineiro de 1994, após a recusa de outros grandes).

Com 36 participantes, a competição ganhou uma fase preliminar. Outra novidade importante no regulamento foi a regra do visitante: se o time de fora vencesse a ida por três ou mais gols de diferença, eliminava a necessidade do jogo de volta. Essa norma, contudo, valia apenas para a fase preliminar e para a primeira fase.

Em meio a essas transformações, o Corinthians sagrou-se campeão pela primeira vez, e de forma invicta. A campanha começou contra o Operário-MT, com um empate por 1 a 1 em Cuiabá e uma goleada por 4 a 0 no Pacaembu. Nas oitavas de final, o Timão superou o Rio Branco-AC com vitórias por 3 a 0 (fora) e 2 a 0 (casa).

Nas quartas de final, o adversário foi o Paraná Clube. Após um 0 a 0 em Curitiba, o Corinthians venceu por 2 a 1 em São Paulo. Na semifinal, o desafio foi o Vasco. No Maracanã, o Timão embalado venceu por 1 a 0. No jogo de volta, no Pacaembu, os paulistas tiveram uma atuação de gala e golearam por 5 a 0.

A grande final colocou o Corinthians frente a frente com o Grêmio, que chegava à sua quinta final em sete edições após eliminar Desportiva, Palmeiras, São Paulo e Flamengo. No primeiro jogo, no Pacaembu, o Timão venceu por 2 a 1, com gols de Viola e um golaço de falta de Marcelinho Carioca. Na partida decisiva no Olímpico, em Porto Alegre, o time paulista não baixou a guarda e faturou o título com mais um triunfo por 1 a 0. Novamente, Marcelinho brilhou e garantiu a taça inédita.

A campanha do Corinthians:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Pisco Del Gaiso/Placar

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1994

No ano do tetracampeonato da Seleção Brasileira, a Copa do Brasil testemunhou, pela primeira vez, um clube já campeão sentir novamente o gosto de erguer a taça. Em sua quarta final em seis participações, o Grêmio conquistou o bicampeonato, e, mais uma vez, de maneira invicta.

Em uma nova tentativa de impulsionar o torneio na televisão, a CBF vendeu os direitos de transmissão com exclusividade para a Rede Manchete. Entretanto, a estratégia ainda não era a ideal, já que a emissora não possuía o mesmo alcance de suas concorrentes diretas. Em 1994, ainda pairavam desconfianças sobre a viabilidade da Copa do Brasil a longo prazo. No campo, a novidade foi a inclusão do campeão de Tocantins, elevando o número para 26 estados representados.

O Imortal iniciou sua jornada rumo ao título contra o Criciúma, seu algoz de 1991. Desta vez, porém, Luiz Felipe Scolari estava do lado azul: o Grêmio eliminou o time catarinense após um empate por 2 a 2 no Heriberto Hülse e uma vitória por 2 a 1 no Olímpico Monumental.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians. O primeiro jogo, em Porto Alegre, terminou com vitória tricolor por 2 a 0. A segunda partida ocorreu no Pacaembu, onde um novo empate por 2 a 2 garantiu a classificação gaúcha. Nas quartas, o Grêmio superou o Vitória com dois triunfos por 1 a 0, tanto em Porto Alegre quanto em Salvador.

Na semifinal, disputada após a pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor enfrentou o Vasco. A partida de ida, no Maracanã, terminou sem gols. No duelo de volta, no Olímpico, o artilheiro Nildo brilhou: com dois gols, ele comandou a vitória por 2 a 1 que carimbou o passaporte gremista para mais uma decisão.

A final foi contra o Ceará, a grande surpresa daquela edição, que eliminou forças tradicionais como Campinense, Palmeiras, Internacional e Linhares. O jogo de ida, no Castelão, terminou em 0 a 0, com o Grêmio segurando a pressão em Fortaleza. A volta aconteceu em um Olímpico lotado. O gol do título saiu cedo, logo aos três minutos: Nildo, de cabeça, marcou o 1 a 0. O placar se sustentou até o apito final, confirmando a mística copeira do Grêmio de Felipão.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 1993

Na Copa do Brasil de 1993, nasceu aquela que se tornaria a maior hegemonia da competição. O Cruzeiro, empenhado em recuperar o protagonismo perdido nos anos 1980 (década em que conquistou apenas dois títulos mineiros), entrou no torneio para erguer a primeira das seis taças de sua galeria.

O regulamento e o número de estados participantes não sofreram alterações em relação a 1992. No entanto, houve uma nova mudança no calendário: a competição voltou a ser disputada no primeiro semestre, simultaneamente aos estaduais e à Libertadores, ocupando o período oposto ao do Campeonato Brasileiro.

A campanha da Raposa começou contra a Desportiva, do Espírito Santo. Após um empate por 1 a 1 no jogo de ida, em Cariacica, o time mineiro confirmou a classificação com uma goleada por 5 a 0 no Mineirão.

Nas oitavas de final, o Cruzeiro passou sufoco contra o Náutico. Após perder por 1 a 0 nos Aflitos, conseguiu reverter o confronto em casa ao vencer por 2 a 0. Já nas quartas, a equipe eliminou o temido São Paulo de Telê Santana com uma vitória categórica por 2 a 1 no Morumbi e um empate por 2 a 2 em Belo Horizonte.

O adversário na semifinal foi o Vasco. No primeiro duelo, disputado no Mineirão, a Raposa venceu por 3 a 1, com dois gols de Edenilson e um de Luís Fernando Flores, encaminhando a vaga. O empate por 1 a 1 em São Januário apenas carimbou a passagem para a decisão.

Na grande final, o Cruzeiro encarou o Grêmio, que chegava à sua terceira final em cinco edições após superar Sorriso, União Bandeirante, Palmeiras e Flamengo. O jogo de ida, no Olímpico, foi marcado por uma forte chuva. Em um campo castigado pela lama, o placar não saiu do 0 a 0. A volta ocorreu no Mineirão, sob condições ideais de gramado. Roberto Gaúcho abriu o placar aos 12 minutos, contando com uma falha clamorosa do goleiro gremista Eduardo Heuser. O Grêmio chegou a empatar, mas, logo aos 20 segundos do segundo tempo, Cleisson marcou o gol do 2 a 1, garantindo o título inédito ao Cruzeiro.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 18 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/EM/D.A Press

Internacional Campeão da Copa do Brasil 1992

Em 1992, a Copa do Brasil completou quatro edições sob o risco real de descontinuidade. A televisão ainda relutava em se interessar pelo torneio e a audiência permanecia baixa. O desfecho de 1991 também não colaborou, com semifinais consideradas de pouco apelo comercial: Criciúma x Remo (ambos na Série B) e Grêmio x Coritiba (um recém-rebaixado e o outro na segunda divisão).

Em uma manobra para tentar impulsionar o torneio, a CBF transferiu a competição para o segundo semestre, invertendo o calendário com o Brasileirão (que ocorria no início do ano) e colocando-a em paralelo aos estaduais. Outras novidades foram as entradas dos campeões do Amapá e de Rondônia, expandindo a lista de participantes para 25 estados.

Dentro de campo, o Internacional sagrou-se campeão com atuações brilhantes, impulsionadas pelo faro de gol de Gérson. O artilheiro, na época, convivia com polêmicas e boatos sobre sua saúde, com suspeitas de que seria portador do vírus HIV (ele viria a falecer em 1994). O Colorado iniciou sua trajetória contra o Muniz Freire, do Espírito Santo, eliminando-o com vitórias por 3 a 1 fora de casa e 5 a 0 no Beira-Rio.

Nas oitavas de final, o Inter enfrentou o Corinthians. Na primeira partida, no Pacaembu, os gaúchos tiveram uma atuação memorável e golearam o Timão em plena São Paulo por 4 a 0, abrindo uma vantagem irreversível. Na volta, em Porto Alegre, o empate sem gols apenas confirmou a classificação.

Nas quartas, ocorreu o clássico Grenal. Ambos os confrontos, primeiro no Olímpico e depois no Beira-Rio, terminaram empatados em 1 a 1. Na decisão por pênaltis, o Inter foi mais eficiente e venceu o arquirrival por 3 a 0. Já na semifinal, o Colorado superou o Palmeiras com duas vitórias: 2 a 0 no Palestra Itália e 2 a 1 no Beira-Rio.

O Internacional enfrentou o Fluminense na grande decisão. Os cariocas chegaram à final após superarem Picos, Sergipe, Criciúma e Sport. No jogo de ida, nas Laranjeiras, o Colorado saiu derrotado por 2 a 1. O gol de Caíco, no entanto, foi vital para amenizar a desvantagem. Na volta, no Beira-Rio, uma vitória simples por 1 a 0 bastava para o título. O gol da conquista veio de forma dramática, aos 43 minutos do segundo tempo, em um pênalti convertido pelo zagueiro Célio Silva.

A campanha do Internacional:
10 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Adolfo Gerchmann/Placar

Criciúma Campeão da Copa do Brasil 1991

Ainda sem engrenar comercialmente, a Copa do Brasil seguiu para sua terceira edição em 1991. Se nas duas primeiras as zebras apenas flertaram com o título, desta vez ele não escapou: a taça ficou com o Criciúma. O feito foi ainda mais curioso porque, simultaneamente, o clube disputava a Série B do Brasileirão, competição na qual sequer passou da primeira fase naquele ano.

Mas não se pode dizer que a conquista foi um mero acaso. O Tigre já havia sido semifinalista em 1990 e, na época, o acesso dos clubes ditos grandes era restrito, com o limite de apenas duas vagas por estado. A força do Estádio Heriberto Hülse foi um dos pilares da campanha invicta. No comando da equipe estava Luiz Felipe Scolari, em um trabalho que o projetaria definitivamente para o cenário nacional.

Na primeira fase, o Criciúma enfrentou o Ubiratan, do Mato Grosso do Sul. Após um empate por 1 a 1 fora de casa na ida, o time catarinense goleou por 4 a 1 na volta. Nas oitavas de final, o Tigre eliminou o Atlético-MG com autoridade, vencendo tanto o jogo em casa quanto o duelo no Mineirão pelo placar de 1 a 0.

Nas quartas, o Carvoeiro reencontrou o Goiás, em uma revanche da semifinal de 1990. A primeira partida, no Serra Dourada, terminou em 0 a 0. No jogo de volta, o Heriberto Hülse ferveu e o Criciúma garantiu a classificação com uma vitória histórica por 3 a 0.

Na semifinal, o adversário foi o Remo. O jogo de ida, no Baenão, em Belém, terminou com vitória tricolor por 1 a 0, graças ao gol do atacante Soares. Na volta, novamente no Heriberto Hülse, outro tento de Soares e um gol contra dos paraenses selaram o 2 a 0, colocando o Criciúma na grande decisão.

A final foi contra o Grêmio, que vivia o drama do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas fazia campanha sólida na Copa, tendo eliminado Auto Esporte-PB, Fluminense de Feira, Corinthians e Coritiba. O primeiro jogo ocorreu no Olímpico, em Porto Alegre, mas o Criciúma não se intimidou: Vilmar marcou no empate por 1 a 1, garantindo a vantagem do empate sem gols para a volta. No Heriberto Hülse, diante de quase 20 mil torcedores, o 0 a 0 persistiu, coroando o título invicto e merecido do Tigre, o primeiro troféu nacional de um clube catarinense.

A campanha do Criciúma:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Criciúma

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 1990

A primeira Copa do Brasil foi um sucesso em campo, mas um “fracasso” fora dele. A final entre Grêmio e Sport foi considerada de baixo apelo para a televisão. Como consequência, tanto a Globo quanto a Bandeirantes deixaram de transmitir o torneio a partir de 1990. Apenas emissoras públicas ou regionais exibiram os jogos naquele ano, o que prejudicou consideravelmente a visibilidade da competição na época.

Ainda assim, o modelo do torneio era visto com bons olhos, pois atendia aos interesses da CBF e das federações estaduais. O regulamento com 32 participantes foi mantido e, com a profissionalização do futebol no Acre, a divisão de vagas passou a ser de 23 campeões e nove vices estaduais.

O título de 1990 ficou com o Flamengo, que se redimiu do revés sofrido na semifinal de 1989. No primeiro ano após a aposentadoria de Zico, e com o lateral Júnior liderando um elenco de jovens promessas, o Rubro-Negro iniciou sua jornada contra o Capelense, de Alagoas. Na ida, goleou por 5 a 1 na Gávea; na volta, aplicou um 4 a 0 no interior alagoano.

Nas oitavas de final, o Fla enfrentou o Taguatinga, do Distrito Federal. Novamente, a primeira partida ocorreu no Rio de Janeiro, com vitória flamenguista por 2 a 0. O segundo jogo, no Serejão (hoje conhecido como Boca do Jacaré), terminou em empate por 1 a 1. Nas quartas, o Flamengo eliminou o Bahia com outro empate por 1 a 1 na Fonte Nova e uma vitória por 1 a 0 no Estádio Mário Helênio, na mineira Juiz de Fora.

Na semifinal, o Rubro-Negro encarou o Náutico. A primeira partida aconteceu em Juiz de Fora, que se tornou a casa do Flamengo até a final. O time carioca abriu uma vantagem confortável de 3 a 0 logo na ida, tornando o duelo de volta nos Aflitos, em Recife, bem mais tranquilo. O empate por 2 a 2 carimbou o passaporte do Fla para sua primeira final na competição.

A decisão da Copa do Brasil de 1990 foi disputada contra o Goiás, que havia superado Cruzeiro, Operário-MS, Atlético-MG e Criciúma. O primeiro jogo foi realizado novamente no Mário Helênio. Em uma tarde de quinta-feira, apenas 2.437 torcedores testemunharam o zagueiro Fernando marcar, de cabeça, o gol da vitória por 1 a 0. Na segunda partida, no Serra Dourada, em Goiânia, os cariocas seguraram o 0 a 0 e conquistaram o título invicto.

A campanha do Flamengo:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Carlos Costa/Placar

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1989

Entre 1973 e 1986, o Campeonato Brasileiro serviu como um verdadeiro instrumento político para as federações estaduais, com edições que superavam facilmente os 40 times e atingiram o ápice de 94 participantes em 1979. A partir de 1987, porém, a Copa União e a fundação do Clube dos 13 surgiram para fechar essa torneira.

Em 1989, as federações passaram a pressionar o então novo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pela criação de uma competição que voltasse a contemplá-las. Assim, a Copa do Brasil foi introduzida no calendário. Inspirada nos clássicos mata-matas europeus, a primeira edição contou com 32 participantes: os 22 campeões estaduais de 1988, somados a dez vices das federações melhor colocadas no ranking da entidade nacional. Na época, apenas estados com futebol profissional tinham permissão para integrar o torneio.

O primeiro campeão foi o Grêmio, que ali iniciou uma histórica identificação com o estilo da competição, mantendo-se por décadas como seu maior vencedor. A campanha tricolor começou contra o Ibiraçu, do Espírito Santo: vitória por 1 a 0 fora de casa na ida e goleada por 6 a 0 no Estádio Olímpico na volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Mixto. Em Cuiabá, o Imortal aplicou um 5 a 0 e liquidou a fatura logo no primeiro jogo. Ainda não existia a regra de eliminação direta no jogo de ida (criada apenas em 1995), mas a desvantagem elástica fez os mato-grossenses desistirem de viajar a Porto Alegre, embora a versão oficial alegue a falta de voos. O Grêmio avançou por W.O. Nas quartas, o Tricolor Gaúcho eliminou o Bahia com vitórias por 2 a 0 na Fonte Nova e 1 a 0 no Olímpico.

A semifinal foi contra o Flamengo. O primeiro jogo, no Maracanã, terminou empatado em 2 a 2. Na volta, no Olímpico, o Grêmio aplicou uma de suas goleadas mais memoráveis: 6 a 1 sobre os cariocas.

A final da primeira Copa do Brasil foi disputada entre Grêmio e Sport. Os pernambucanos chegaram à decisão após eliminarem Fortaleza, Guarani, Vitória e Goiás. O jogo de ida, na Ilha do Retiro, terminou sem gols. No duelo decisivo no Olímpico, Assis abriu o placar aos nove minutos, mas o goleiro Mazaropi acabou empatando com um gol contra aos 31. Aos sete minutos do segundo tempo, Cuca marcou o gol do 2 a 1, consolidando o primeiro título, invicto, da história da Copa do Brasil para o Grêmio.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Santos-AP Campeão Amapaense 2017

Ninguém para o Santos do Amapá. Em um estadual de tiro curto, o Peixe da Amazônia precisou apenas de nove jogos para ser campeão de novo. Na primeira fase, liderou com nove pontos (três vitórias e duas derrotas). Depois, não perdeu mais. Eliminou na semifinal o Ypiranga com duas vitórias (2x0 e 1x0).

Na final, o Santos enfrentou o Macapá. Na ida já encaminhou o título com 3x0 no placar. E na volta aumentou ainda mais o agregado, aplicando um sonoro 7x2 no adversário. Festa no Zerão para o sexto estadual santista, sendo este o penta na hegemonia do time (e a maior sequência do Brasil no momento).


Foto Rosivaldo Nascimento

São Raimundo-RR Campeão Roraimense 2017

Mais uma vez deu São Raimundo em Roraima. Mesmo sendo o estadual mais curto do Brasil (apenas seis participantes), foi trabalhoso o caminho para a conquista. No primeiro turno, derrota nos pênaltis para o Baré (0x0, depois 5x4). No segundo turno as coisas se inverteram, e o São Raimundo venceu (2x1).

Na finalíssima, um jogo emocionantes, com o Baré largando na frente, e o Pássaro Azul buscando o empate. Depois de um 3x3, outra decisão nas penalidades máximas. E dessa vez o São Raimundo foi mais eficiente, vencendo por 4x3. É o oitavo título roraimense do clube.


Foto Tércio Neto

Real Ariquemes Campeão Rondoniense 2017

Em Rondônia, a festa foi do Real Ariquemes. Venceu o primeiro turno do estadual com cinco vitórias e dois empates. Já classificado para a semifinal, puxou o freio no segundo turno, mas mesmo assim não perdeu nenhum jogo, vencendo dois e empatando cinco. Na semifinal, mais dois empates (2x2 e 0x0) com o Genus, vencendo na disputa por pênaltis (3x1).

A final do Real foi contra o... Barcelona! Em "El Clásico" rondoniense, dois jogos truncados. A primeira partida em Ariquemes terminou 0x0. Na volta, em Vilhena, o gol demorou mas aconteceu, o Real venceu por 1x0 e comemorou seu primeiro título estadual.


Foto Alexandre Almeida/FFRO

Interporto Campeão Tocantinense 2017

O time do Interporto se sagrou campeão tocantinense pela quarta vez na história. Deixou para trás Gurupi, Paraíso e Capital e terminou na liderança do seu grupo. Na semifinal, eliminou com dois empates o Tocantinópolis (2x2 e 0x0, passando pelo gol fora de casa). Na final, venceu o Sparta por 2x0 nas duas partidas, em Porto Nacional e em Araguaína. Festa para o Tigre, campeão do Tocantins depois de três anos.


Foto Divulgação/Interporto

Manaus Campeão Amazonense 2017

Entre os vários times que venceram o estadual pela primeira vez em 2017, o Manaus conseguiu o feito no Amazonas. Após uma primeira fase maluca, onde Nacional e Rio Negro perderam e recuperaram pontos no tribunal, o Gavião do Norte obteve a vaga na semifinal na última rodada, em terceiro lugar.

Na semifinal, enfrentou o Fast. Venceu o primeiro jogo por 2x0 e segurou o 1x1 no segundo. Na final, contra o tradicional Nacional, saiu na frente na ida, com vitória por 1x0. Na volta, comemorou o título na Arena da Amazônia com outro empate por 1x1.


Foto Antônio Assis/Jornal Extra

Altos Campeão Piauiense 2017

Pela primeira vez o time do Altos venceu o Campeonato Piauiense. Fundado em 2013, começou no estadual desse ano liderando o primeiro turno, mas perdendo a final para o Parnahyba. No segundo turno, ficou apenas na terceira posição. Na semifinal venceu o 4 de Julho, e na final derrotou o River.

Na final geral, dois jogos contra o Parnahyba. No primeiro, em Parnaíba, vitória categórica por 3x0. No segundo, em Teresina, empate em 2x2 e o título para o Jacaré.


Foto Renan Morais/45Graus

Corumbaense Campeão Sul-Mato-Grossense 2017

Depois de 33 anos, o Corumbaense voltou a soltar o grito de campeão no Mato Grosso do Sul. Vice-líder do seu grupo, porém invicto (quatro vitórias e seis empates), o Carijó da Avenida eliminou um a um seus adversários no mata-mata. Nas quartas de final, passou pelo União ABC, da capital Campo Grande. Na semifinal, derrotou por 3x1 o tradicional Operário, após reverter derrota de 1x0.

Na final, enfrentou o "descendente" do time anterior, o Novoperário. Na primeira partida no Morenão, empate em 1x1. Na volta, no Estádio Arthur Marinho, em Corumbá, o time da casa venceu pelo placar de 2x1, confirmando o segundo estadual na história do Corumbaense.


Foto Marcos Boaventura/Correio de Corumbá

Atlético-AC Campeão Acreano 2017

Além do acesso para a Série C do Brasileiro, o Atlético-AC também conquistou o estadual em 2017. Defendendo a taça conquistada no ano anterior, o time ficou na segunda posição entre oito times da primeira fase. No hexagonal, foi o líder com cinco vitórias em cinco jogos, 12 gols marcados e nenhum sofrido.

Na final, enfrentou o vencedor da fase inicial, o Rio Branco. Os dois jogos foram na Arena da Floresta. Na ida, derrota por 1x0 com o gol saindo aos 47 minutos do segundo tempo. Em desvantagem, o Atlético entrou na volta precisando vencer. E conseguiu, por 3x1, reverter o resultado e faturar seu oitavo título no Acre.


Foto Francisco Dandão

Botafogo-PB Campeão Paraibano 2017

Na Paraíba, ninguém parou o Botafogo, O time chegou ao título estadual com todo o merecimento. Líder em 15 das 18 rodadas da primeira fase, avança para a semifinal contra o Atlético Cajazeirense. Duas vitórias (3x0 e 1x0) credenciaram o Belo para a grande final, contra o time do Treze.

A vitória por 3x2 no Amigão, em Campina Grande, deixou o Botafogo tranquilo para a volta no Almeidão, em João Pessoa. O empate em 1x1 confirmou a 28ª taça para o time da capital.


Foto Divulgação/Botafogo-PB

Cuiabá Campeão Mato-Grossense 2017

O Cuiabá recupera a hegemonia no Mato Grosso ao vencer o estadual em 2017. O caminho começou fácil, mas terminou complicado, porém com final feliz. Na primeira fase, o Dourado passou invicto, com seis vitória e dois empates. Na semifinal, enfrentou o Luverdense, que era defensor do título. Perdeu o primeiro jogo por 1x0 e devolveu o placar na volta. Nos pênaltis, venceu por 4x2.

Na final, enfrentou o Sinop. A primeira partida na Arena Pantanal acabou 2x1 para o Cuiabá. Na volta no Gigante do Norte, derrota por 1x0 e outra vitória nos pênaltis, por 5x4. Campeão pela sétima vez.


Foto Pedro Lima/Gigantes Online

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2017

Depois de três anos, o Sampaio Corrêa voltou a conquistar o Campeonato Maranhense. No primeiro turno, o time ficou logo na primeira fase, e o Cordino foi o campeão. No segundo turno, as coisas melhoraram, e o Sampaio passou de fase na vice-liderança do seu grupo.

Na semifinal, empatou com o Moto Club e enfrentou os tribunais, pois o time havia feito mais pontos que o rival (8 a 6), mas o Moto era o líder do outro grupo, e assim uma dupla interpretação do regulamento foi criada.

No fim prevaleceu a pontuação, e o Sampaio Corrêa venceu o Cordino na final do returno. Na final geral, mais dois jogos contra a surpresa do interior. A Bolívia Querida venceu tanto em São Luís quanto em Imperatriz por 2x1 e levou o 33º título estadual.


Foto Divulgação/Sampaio Corrêa

CRB Campeão Alagoano 2017

O CRB chegou ao 30º título alagoano depois de liderar todas as fases. Na primeira, venceu cinco jogos, empatou quatro e só perdeu um. Na segunda fase foram cinco jogos, com quatro vitórias e um empate. Na semifinal, eliminou o Murici, com 1x1 fora e 2x1 em casa.

Na final, enfrentou o maior rival, o CSA. Os dois jogos foram no Rei Pelé. A ida foi vencida por 1x0 e a volta por 3x2. Taça na mão do Galo da Pajuçara e tricampeão no grito da torcida.


Foto Aílton Cruz/Gazeta de Alagoas

Goiás Campeão Goiano 2017

Maior vencedor em seu estado, o Goiás levou o pela terceira vez na história um tricampeonato goiano. Líder do seu grupo na primeira fase, encarou o Atlético-GO na semifinal. Venceu por 2x1 na ida e empatou em 0x0 na volta.

Na final, enfrentou o Vila Nova. Logo no primeiro jogo a conquista foi encaminhada, ao vencer por 3x0. O título foi comemorado na partida de volta, com vitória por 1x0 no Serra Dourada. É o 27º título estadual do Esmeraldino.


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Sport Campeão Pernambucano 2017

O Sport venceu pela 41ª vez o Campeonato Pernambucano. Depois de ficar no terceiro lugar no hexagonal, enfrentou na semifinal o Náutico. Após vitória por 3x2 e empate em 1x1, enfrentou na final o Salgueiro, que tinha a melhor campanha. No primeiro jogo, apenas 1x1 na Ilha do Retiro. Mais de um mês depois, houve a partida de volta no Cornélio de Barros. Mesmo fora de casa, o Leão conseguiu a vitória por 1x0 e faturou o título estadual.


Foto Marlon Costa/Pernambuco Press