Tuna Luso Campeã do Brasileiro Série C 1992

Da virada dos anos 1980 até a metade da década de 1990, a Série C do Campeonato Brasileiro foi disputada em intervalos intermitentes de duas temporadas. As edições da Série B de 1989 e 1991 foram severamente infladas, o que acabou por inviabilizar o terceiro escalão nacional. Já em 1990 e 1992, fez-se o caminho inverso: a Segundona encolheu, abrindo espaço para que a Série C fosse organizada.

A edição de 1992 adotou uma fórmula semelhante às anteriores, com os clubes se classificando através do desempenho nos campeonatos estaduais. Consolidada como a terceira força do futebol do Pará, a Tuna Luso entrou na disputa com a experiência de ter conquistado o título da Série B em 1985.

As 31 equipes participantes daquela Série C foram divididas em sete chaves. A Tuna Luso foi alocada no Grupo 2, ao lado de Izabelense, Sampaio Corrêa, Moto Club e Flamengo-PI. A caminhada tunante começou com vitória por 1 a 0 em Belém, que abriu as portas para mais três triunfos dentro de casa: 1 a 0 no Flamengo-PI, 3 a 1 no clássico regional contra a Izabelense e 3 a 0 sobre o Sampaio Corrêa.

No returno, longe de seus domínios, a Águia manteve a invencibilidade. Segurou um 0 a 0 contra o Moto Club no Maranhão, bateu a Izabelense por 1 a 0 em Santa Izabel, empatou em 1 a 1 com o Flamengo no Piauí e coroou a fase vencendo o Sampaio Corrêa por 1 a 0 em São Luís. Com 14 pontos conquistados, a Tuna garantiu a liderança e a única vaga do grupo.

Na segunda fase, o desafio foi um triangular contra o Auto Esporte e o Nacional-AM. A Tuna começou vencendo o Auto Esporte por 1 a 0 na Paraíba. Na sequência, jogando em Belém, empatou sem gols com o Nacional e repetiu o 1 a 0 sobre os paraibanos. A vaga para a decisão foi carimbada em Manaus, com um empate em 1 a 1 diante do Nacional, garantindo a liderança da chave com seis pontos.

O adversário da Tuna Luso na grande final foi o Fluminense de Feira, que bateu Rio Pardo-ES e Matsubara. Na ida, disputada na Bahia, no Joia da Princesa, o alviverde paraense acabou derrotado por 2 a 0. O resultado obrigava a Tuna a devolver exatamente a mesma diferença de saldo de gols em Belém para ficar com a taça, já que ostentava a melhor campanha geral do torneio.

A volta aconteceu no Estádio Baenão e ganhou contornos de drama. A Tuna vencia por 1 a 0, gol marcado por Ageu, mas esbarrava na defesa baiana ao tentar o segundo gol. O pior aconteceu aos 42 minutos do segundo tempo: o Fluminense empatou. O placar dava o título aos baianos, mas o que se viu a seguir foi um dos finais de jogo mais inacreditáveis. Aos 45 minutos, o reserva Manelão recolocou a Águia do Souza na frente: 2 a 1. Aos 49 minutos, Júnior cobrou escanteio e Juninho testou forte para decretar o épico 3 a 1. O gol deu o título à Tuna Luso e torcida invadiu o gramado para celebrar.

A campanha da Tuna Luso:
14 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Cezar Magalhães/Arquivo

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série C 1990

A terceira divisão do Campeonato Brasileiro esteve longe de ser considerada uma prioridade pela CBF por muito tempo. Suas primeiras edições foram intermitentes, espaçadas e geridas por regulamentos quase aleatórios. Prova disso é que, logo após a edição de 1988, a entidade máxima do futebol cancelou a organização da Série C em 1989, optando por inflar a segunda divisão com 96 clubes.

Contudo, o hiato durou pouco: em 1990, a Terceirona estava de volta ao calendário. Mais enxuta em comparação ao torneio de dois anos antes, a competição manteve o propósito original de reunir equipes de menor orçamento que haviam se destacado nos campeonatos estaduais. Ao todo, 30 clubes entraram na disputa, divididos geograficamente em seis grupos. O topo do pódio daquele ano seria conquistado pelo Atlético-GO, uma das forças mais tradicionais do futebol do Centro-Oeste.

O Atlético iniciou sua jornada no Grupo D, ao lado de Ubiratan, União Rondonópolis, Gama e do rival Vila Nova. Com uma campanha irretocável, o Dragão não deu chances aos adversários na primeira fase, disputada apenas em turno único. A estreia foi em grande estilo, goleando o Vila Nova por 4 a 1. Na sequência, o rubro-negro bateu o Gama por 1 a 0 e aplicou 5 a 1 no Ubiratan, ambos os jogos no Serra Dourada, fechando a fase com um triunfo por 2 a 1 sobre o União, em solo mato-grossense. Com oito pontos, o Dragão avançou na liderança.

Nas quartas de final, o chaveamento colocou o Gama novamente no caminho do Dragão. No jogo de ida, em Brasília, os goianos conheceram sua única derrota no torneio ao perderem por 1 a 0. A resposta, porém, veio com autoridade no Serra Dourada: um fácil 4 a 0 que carimbou a vaga na semifinal.

Na semifinal, o Atlético mediu forças com o América-RN. O time goiano praticamente selou a classificação logo na primeira partida, ao construir uma bela vantagem de 2 a 0 no Machadão, em Natal. No confronto de volta, em Goiânia, o Dragão confirmou o favoritismo ao vencer por 5 a 2.

A final foi decidida contra o América-MG, que passou por Paysandu e Paraná. Por ostentar uma campanha geral superior à do time mineiro, o regulamento assegurava ao Atlético a vantagem de jogar por dois empates ou por igualdade no saldo de gols para ficar com o título. A primeira batalha aconteceu no Independência, em Belo Horizonte, e terminou empatada em 0 a 0.

O último capítulo foi escrito no Serra Dourada, em Goiânia. Os mineiros pressionaram, o Dragão se defendeu com unhas e dentes, e o gol insistiu em não sair para nenhum dos lados durante os 90 minutos. O novo 0 a 0 foi o placar da glória e o Atlético-GO soltou o grito de campeão da Série C de 1990. Aquela foi a primeira conquista nacional da história do clube goiano.

A campanha do Atlético-GO:
10 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético-GO

União São João Campeão Brasileiro Série C 1988

Depois do caos que dividiu o futebol brasileiro em 1987, o ano de 1988 trouxe uma reorganização. A CBF e o Clube dos 13 estruturaram uma primeira divisão com 24 clubes, estabelecendo o sistema de rebaixamento e acesso. Logo abaixo, outros 24 times formaram a segunda divisão. Na base da pirâmide, 43 equipes deram vida à Série C, na terceira tentativa de se criar um torneio para o terceiro escalão.

O troféu daquela edição pioneira rumaria para o interior paulista, erguido pelo União São João de Araras, que tinha apenas sete anos de fundação, mas já integrava a elite do futebol paulista. Fundado em 1981, o União conquistou sua vaga na Série C de 1988 graças a uma sólida campanha no Paulistão. Na primeira fase, os participantes foram divididos em chaves regionalizadas. O Verdão de Araras foi alocado no Grupo 9, ao lado do Mogi Mirim e de dois mineiros: o Fabril e o Esportivo de Passos. A estreia da Ararinha ocorreu em solo mineiro, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Esportivo.

Na sequência, o time bateu o Fabril por 2 a 0 e o Mogi Mirim por 3 a 1, ambos no Estádio Hermínio Ometto. No returno, o time perdeu por 1 a 0 para o Fabril, em Minas Gerais, e venceu pelo mesmo placar o Esportivo, em Araras. Na rodada final, após empatar sem gols com o Mogi Mirim, o União perdeu na disputa de pênaltis, dentro de uma regra imposta pela CBF, onde jogos empatados iam para as penalidades valendo um ponto extra. O time de Araras avançou na liderança do grupo, com 13 pontos.

Na segunda fase, o União enfrentou Brusque, Blumenau e Santo André. A caminhada começou com um empate por 1 a 1 e vitória nos pênaltis contra o Santo André, fora de casa. Na sequência, o time bateu o Blumenau fora por 1 a 0, goleou o Brusque em casa por 4 a 0, mas perdeu por 2 a 1 para o Blumenau em Araras e por 2 a 0 para o Brusque fora. A vaga na fase seguinte veio na última rodada, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Santo André no Herminião. O União terminou empatado com o rival paulista com 11 pontos, oito gols marcados e três gols de saldo, mas na liderança graças ao confronto direto.

Na terceira fase, um triangular definiu os finalistas entre União, Marcílio Dias e Tiradentes-DF. Após estrear com um 0 a 0 seguido de revés nos pênaltis contra o Tiradentes, em Brasília, o Verdão se recuperou em casa ao vencer o Marcílio Dias por 1 a 0 e o próprio Tiradentes por 3 a 1. Apesar de perder para o Marcílio por 2 a 1 em Itajaí no último jogo, o União foi beneficiado na rodada de folga, com a vitória catarinense sobre os candangos. Os paulistas se garantiram na final com sete pontos.

A decisão reservou um reencontro com o Esportivo-MG, que passou por Botafogo-PB e Lagarto. Na ida, em Minas Gerais, o União empatou em 1 a 1. A volta aconteceu no Hermínio Ometto, também terminando empatada, em 2 a 2. A igualdade, porém, era favorável ao União São João, que ficou com o título da Série C de 1988, a maior glória de sua história até ali, oito anos antes da Série B em 1996.

A campanha do União São João:
18 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 6 derrotas | 23 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/União São João

Operário-MS Campeão Brasileiro Série C 1987 (Módulo Branco)

O ano de 1987 protagonizou um dos cenários mais caóticos e confusos que o futebol brasileiro já produziu. Enquanto a CBF e o recém-criado Clube dos 13 se engalfinhavam nos tribunais e nos gramados pelo desfecho da Copa União (Módulo Verde) e do Módulo Amarelo, outras duas competições de âmbito nacional movimentavam os clubes que haviam sido preteridos da elite.

As equipes que ficaram de fora dos blocos principais acabaram em outros dois torneios: o Módulo Azul e o Módulo Branco. Na teoria, eles figuravam como duas divisões paralelas. Na prática, funcionaram como uma terceira divisão. O Módulo Branco abrigou as equipes do Norte e do Nordeste, enquanto o Módulo Azul reuniu as forças do Sul e do Sudeste. Os clubes do Centro-Oeste dividiram-se entre as duas chaves. O Módulo Branco foi batizado de Taça Rubem Moreira e contou com 24 times. 

Carregando na bagagem campanhas históricas em Brasileirões do passado, o Operário de Campo Grande possuía peso de sobra para entrar como favorito. O Galo ficou no Grupo A, ao lado de Mixto, Operário-MT e Sobradinho. A estreia sul-mato-grossense não foi boa: derrota por 2 a 1 para o Mixto, em Cuiabá. A recuperação veio diante de sua torcida no Estádio Morenão, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Sobradinho e um triunfo por 1 a 0 no clássico dos xarás contra o Operário-MT.

A classificação foi consolidada no returno com duas vitórias como visitante: 2 a 1 sobre o Operário mato-grossense e 1 a 0 sobre o Sobradinho, em pleno Distrito Federal. Na rodada de encerramento, o time acabou batido pelo Mixto por 1 a 0 em Campo Grande. Somando oito pontos em seis jogos, o Operário-MS carimbou seu passaporte na vice-liderança da chave.

Na segunda fase, o adversário foi a Catuense, a qual venceu por 2 a 0 no Morenão e empatou em 2 a 2 na Bahia. Na terceira fase, o destino recolocou o Mixto no caminho alvinegro. Desta vez, o Galo venceu por 2 a 0 no Mato Grosso do Sul e empatou em 2 a 2 no Estádio Verdão, em Cuiabá, avançando à final.

O Operário-MS alcançou o triangular final, disputado em turno único, ao lado de Botafogo-PB e Paysandu. Na primeira rodada, o Galo folgou e assistiu os paraenses vencerem os paraibanos. A estreia sul-mato-grossense ocorreu em João Pessoa, arrancando um empate sem gols contra o Botafogo-PB. O cenário deixou a decisão do título guardada para o confronto direto.

Já em 1988, Operário-MS e Paysandu mediram forças no Morenão. Empurrado pela torcida, o Galo conquistou a vitória de que precisava por 2 a 1, somou três pontos em duas partidas e garantiu o troféu do Módulo Branco. Hoje, essa conquista ficou no esquecimento geral, mantida viva quase que exclusivamente no orgulho e na memória da torcida operariana, sem reconhecimento oficial da CBF.

A campanha do Operário-MS:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Arquivo/Operário-MS

Americano Campeão Brasileiro Série C 1987 (Módulo Azul)

O ano de 1987 protagonizou um dos cenários mais caóticos e confusos que o futebol brasileiro já produziu. Enquanto a CBF e o recém-criado Clube dos 13 se engalfinhavam nos tribunais e nos gramados pelo desfecho da Copa União (Módulo Verde) e do Módulo Amarelo, outras duas competições de âmbito nacional movimentavam os clubes que haviam sido preteridos da elite.

As equipes que ficaram de fora dos blocos principais acabaram em outros dois torneios: o Módulo Azul e o Módulo Branco. Na teoria, eles figuravam como duas divisões paralelas. Na prática, funcionaram como uma terceira divisão. O Módulo Branco abrigou as equipes do Norte e do Nordeste, enquanto o Módulo Azul reuniu as forças do Sul e do Sudeste. Os clubes do Centro-Oeste dividiram-se entre as duas chaves. O Módulo Azul foi oficialmente batizado de Taça Heleno Nunes e contou com 24 times.

Ostentando uma das camisas mais pesadas do futebol do interior carioca, o Americano entrou na disputa como favorito. O alvinegro foi sorteado no Grupo C, ao lado de Juventus, Desportiva e Estrela do Norte. Apesar das expectativas, o Glorioso de Campos demorou a engrenar na competição. A estreia no Estádio Godofredo Cruz foi com empate sem gols contra o Juventus. No compromisso seguinte, a equipe foi batida por 1 a 0 pelo Estrela do Norte, em solo capixaba. Na terceira rodada, empate em 1 a 1 com a Desportiva. O jejum se estendeu até o returno, após outro 0 a 0 diante do Juventus, na Rua Javari.

A classificação veio de forma dramática. O Americano conquistou duas vitórias por 1 a 0: primeiro contra o Estrela do Norte, em Campos, e depois superando a Desportiva no Engenheiro Araripe, em Cariacica. Somando sete pontos em seis jogos, o clube garantiu a vaga na vice-liderança do grupo.

Na segunda fase, o Americano despachou o Tupi, vencendo por 1 a 0 tanto no Godofredo Cruz quanto em Juiz de Fora. Na sequência, encarou o Botafogo-SP e carimbou a classificação ao aplicar 3 a 1 em Campos, sabendo administrar a derrota por 1 a 0 na volta, em Ribeirão Preto.

O Americano alcançou o triangular final ao lado de Juventude e Uberlândia, em uma disputa de turno único. O primeiro desafio foi contra os gaúchos no Alfredo Jaconi, terminando em um suado 0 a 0. No segundo jogo, o alvinegro fez valer o caldeirão do Godofredo Cruz e bateu o Uberlândia por 2 a 0. Com três pontos em duas partidas, a participação de Campos estava encerrada. Restava secar o Juventude.

A definição do campeonato aconteceu na véspera do Natal de 1987, com o Uberlândia recebendo os gaúchos no Parque do Sabiá. A vitória por 2 a 0 dos mineiros garantiu o título do Americano. Hoje, essa conquista repousa no esquecimento da crônica nacional, mantida viva prioritariamente no orgulho da torcida alvinegra. A CBF também não reconhece formalmente o título.

A campanha do Americano:
12 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 10 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo pessoal/Alexandre Guerreiro

Olaria Campeão Brasileiro Série C 1981

O Campeonato Brasileiro da Série C é, provavelmente, a competição mais metamórfica do futebol nacional. Ao longo das décadas, o torneio já experimentou diversos formatos, nomenclaturas e funções. No final dos anos 1970, o Brasileirão, então batizado de Copa Brasil, já havia caído no gosto popular. No entanto, mesmo com suas edições inchadas, muitos clubes tradicionais do interior e dos subúrbios ficavam de fora do cenário nacional, restando-lhes apenas os campeonatos estaduais.

No início da década de 1980, a recém-criada CBF reestruturou o futebol nacional ao dividir o Campeonato Brasileiro em dois níveis principais: as Taças de Ouro e de Prata, que contavam com um sistema de acesso entre si. Pegando carona nessa onda de expansão, a entidade instituiu uma terceira competição nacional, voltada a dar calendário a equipes de menor orçamento. Foi assim que nasceu a Taça de Bronze em 1981, sem conexão de acesso com as taças superiores. A edição de 1981 reuniu 24 equipes de 21 estados. O regulamento regionalizado misturava mata-mata e fase de grupos.

O Olaria carimbou sua vaga como um dos representantes do Rio de Janeiro após não conseguir classificação para as Taças de Ouro e de Prata. Na primeira fase, o Azulão mediu forças com o Colatina. No jogo de ida, em solo capixaba, os cariocas venceram por 3 a 1. Na partida de volta, o time administrou o resultado e empatou em 1 a 1 no Maracanã. No cruzamento seguinte, o adversário foi o Paranavaí. O Olaria foi impecável: venceu a ida no Rio por 2 a 0 e carimbou a vaga ao bater os paranaenses por 1 a 0 na volta, no Estádio Willie Davids, em Maringá.

Na terceira etapa, o time da Rua Bariri foi sorteado no Grupo A, um triangular semifinal ao lado de São Borja e Dom Bosco. A estreia foi dolorosa: uma derrota por 2 a 0 para o São Borja no Rio Grande do Sul, no Estádio Vicente Goulart. Contudo, a reabilitação veio com força jogando em casa: vitórias por 2 a 0 sobre o Dom Bosco e por 1 a 0 contra os gaúchos.

Em seu último compromisso no grupo, o Olaria acabou derrotado pelo Dom Bosco por 1 a 0 em Cuiabá. Com sua participação encerrada, restou ao Azulão secar os rivais e torcer por um empate entre gaúchos e mato-grossenses, o que de fato aconteceu. Todas as três equipes terminaram a fase com quatro pontos, mas o Olaria avançou à final por ter conquistado duas vitórias, contra apenas uma de seus concorrentes.

A decisão colocou frente a frente o Olaria e o Santo Amaro, clube de Pernambuco que eliminou Auto Esporte, Baraúnas, Izabelense e Guarani-MG. O jogo de ida da final foi disputado no antigo estádio de Marechal Hermes. Na Zona Norte do Rio, o Olaria goleou por 4 a 0, encaminhando o troféu. O ato derradeiro aconteceu em Recife, no Arruda. Suportando a pressão pernambucana, o Azulão perdeu por 1 a 0, garantiu a festa carioca em solo nordestino e sacramentou a conquista da Taça de Bronze.

A campanha do Olaria:
10 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Olaria

Palmeiras Campeão Brasileiro 2018

O Brasileirão de 2018 marcou um feito monumental para o Palmeiras. Ao conquistar sua décima taça, o alviverde tornou-se o primeiro clube a atingir a barreira dos dois dígitos em títulos nacionais, consolidando-se como o maior campeão do país. A trajetória foi dividida em dois atos: um início oscilante sob o comando de Roger Machado e uma arrancada histórica e invicta liderada pelo experiente Luiz Felipe Scolari.

A campanha palmeirense começou com Roger Machado e um futebol que, embora técnico, sofria com a irregularidade com o passar das rodadas. A estreia foi com empate em 1 a 1 com o Botafogo no Engenhão. A primeira vitória aconteceu na segunda partida, por 1 a 0 sobre o Internacional no Pacaembu.

Apesar de vitórias expressivas fora de casa, o time também acumulava tropeços dolorosos contra equipes da parte de baixo da tabela e rivais diretos. A derrota por 1 a 0 para o Fluminense no Maracanã, na 15ª rodada, foi o estopim para a mudança. Naquele momento, o Verdão ocupava a sexta posição, vendo o rival São Paulo disparar na liderança com oito pontos de vantagem.

A chegada de Felipão na 17ª rodada transformou o vestiário e a postura tática da equipe. O Palmeiras tornou-se uma máquina de competitividade. Felipão estreou com um empate sem gols contra o América-MG em Belo Horizonte. A partir dali, o Verdão não perdeu mais nenhuma partida no campeonato.

A liderança foi conquistada na 27ª rodada, após um 3 a 1 sobre o Cruzeiro no Allianz Parque. O grande mérito do estilo Felipão foi a frieza em jogos decisivos: na 28ª partida, ao fazer 2 a 0 no São Paulo, o Palmeiras quebrou um jejum de 16 anos sem vencer o São Paulo no Morumbi. No 31º jogo, segurou o ímpeto do Flamengo ao empatar em 0 a 0 o confronto direto no Maracanã.

O decacampeonato palmeirense foi sacramentado na 37ª rodada, em um São Januário lotado contra o Vasco. Com um gol de Deyverson, o personagem improvável da reta final, o Palmeiras venceu por 1 a 0 e garantiu a taça com uma rodada de antecedência. Impecável, o Verdão encerrou a campanha com 80 pontos em 38 partidas, sendo que nas últimas 23 o time não perdeu. O título de 2018 foi a prova de que a experiência de Scolari e a força de um grupo unido poderiam reescrever o destino de uma temporada que parecia perdida.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 23 vitórias | 11 empates | 4 derrotas | 64 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Flávio Florido/ge.globo

America-RJ Campeão Carioca Série B1 2018

O America-RJ venceu o segundo nível do futebol do Rio de Janeiro após derrotar o Americano de Campos na partida única da final, por 1 a 0 no Engenhão. É o terceiro título do Sangue nesta competição. O clube voltará para a elite carioca depois de um ano.


Foto Márcio Menezes/America-RJ

Pelotas Campeão Gaúcho Divisão de Acesso 2018

O Pelotas se tornou campeão do segundo nível do Rio Grande do Sul depois de passar pelo Aimoré na final. Empatou por 1 a 1 em São Leopoldo e goleou por 4 a 0 na Boca do Lobo. É o segundo título do Lobão no torneio. Depois de cinco anos, o clube voltará para a elite gaúcha.


Foto Divulgação/FGF

Guarani-MG Campeão Mineiro Módulo II 2018

O Guarani de Divinópolis venceu o segundo nível em Minas Gerais após bater na final o Tupynambás, 1 a 0 na ida em Juiz de Fora e 1 a 1 na volta no Estádio Farião. O Guará levou o terceiro título na história do campeonato, e voltará para a elite mineira depois de três anos.


Foto Stéfany Boscoli/Guarani-MG

Operário-PR Campeão Paranaense 2ª Divisão 2018

O Operário-PR começou seu grande ano de 2018 com o título do segundo nível no Paraná. Venceu os dois jogos da decisão contra o Cascavel CR, 2 a 1 no Olímpico Regional e 7 a 0 no Germano Krüger. É o segundo título do Fantasma na competição, e voltará para elite paranaense depois de três anos.


Foto José Tramontin/Operário-PR

Metropolitano Campeão Catarinense Série B 2018

O Metropolitano conquistou o primeiro título da sua história ao vencer o segundo nível do futebol de Santa Catarina. Enfrentou o Marcílio Dias na final, vencendo por 3 a 0 no Monumental do SESI em Blumenau, e perdendo por 2 a 0 em Itajaí. O Metrô voltará para a elite catarinense depois de dois anos.


Foto Divulgação/FCF

Atlético-BA Campeão Baiano Série B 2018

O Atlético de Alagoinhas se tornou campeão do segundo nível da Bahia pela primeira vez. Empatou as duas partidas da final contra o Pituaçu Cajazeiras, 0 a 0 em Salvador e 1 a 1 no Carneirão, e conquistou o título por ter feito a melhor campanha. Após seis anos, o Carcará voltará para a elite baiana.


Foto Divulgação/Facebook "Atlético de Alagoinhas (Torcedor)"

Petrolina Campeão Pernambucano Série A2 2018

O Petrolina venceu o segundo nível de Pernambuco ao bater o Centro Limoeirense na final. Empatou por 1 a 1 em Limoeiro e venceu por 3 a 0 no Paulo Coelho. A Fera Sertaneja levou a taça do torneio pela terceira vez, e voltará para a elite pernambucana depois de seis anos.


Foto Emerson Rocha/GloboEsporte.com

Fortaleza Campeão Brasileiro Série B 2018

O Fortaleza alcançou o primeiro título nacional de sua história em 2018, justamente no ano de seu centenário. Naquele ano, o Tricolor do Pici sagrou-se campeão da Série B. Com o feito, o clube garantia o retorno à primeira divisão após um hiato de 13 anos, um período doloroso que incluiu oito temporadas consecutivas de sofrimento na Série C, entre 2010 e 2017.

A campanha histórica do clube, que havia acabado de subir da terceira divisão, teve como grande arquiteto o técnico Rogério Ceni. Com respaldo e tempo para trabalhar desde o início da temporada, Ceni montou uma equipe moderna e competitiva, caindo de vez nas graças do torcedor leonino.

Presente na zona de acesso em absolutamente todas as rodadas da competição, o Leão estreou com o pé direito ao bater o Guarani por 2 a 1 no Castelão. Logo na segunda rodada, assumiu a liderança isolada ao vencer o Boa Esporte por 2 a 0, em Varginha.

A partir dali, o Fortaleza estabeleceu uma soberania poucas vezes vista no torneio: o time só deixou o topo da tabela por uma única semana, na quarta rodada, após empatar em 1 a 1 com o Londrina fora de casa. Já no compromisso seguinte, ao aplicar 3 a 0 sobre o Goiás no Castelão, o Tricolor recuperou a primeira posição e não a largou mais, virando o turno na liderança e mantendo o ritmo no segundo turno.

A tão sonhada volta para a Série A foi decretada na 34ª rodada, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-GO, em Goiânia. Duas semanas depois, na 36ª rodada, a consagração máxima veio em Florianópolis: o triunfo por 1 a 0 sobre o Avaí, em plena Ressacada, garantiu  a taça ao abrir nove pontos de vantagem sobre o vice-líder, tornando o Leão inalcançável.

Dentro de campo, o grande destaque da engrenagem cearense foi o centroavante Gustavo, carinhosamente apelidado pela torcida de "Gustagol", que foi o grande artilheiro da equipe. Ao lado dele, o atacante Marcinho e o goleiro Marcelo Boeck foram fundamentais para sustentar o esquema de Rogério Ceni.

Ao final das 38 rodadas, o Fortaleza fechou sua histórica e incontestável campanha com 71 pontos, acumulado com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas, coroando o ano mais emblemático da história centenária do Tricolor do Pici. Também subiram de divisão CSA, Avaí e Goiás.

A campanha do Fortaleza:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Leonardo Moreira/Fortaleza

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2018

A cor da Copa do Brasil é o azul. Em 2018, mais uma vez sob o comando de Mano Menezes, o Cruzeiro alcançou o topo da competição nacional e, de uma só vez, quebrou duas barreiras históricas. A primeira: tornou-se o maior vencedor do torneio, com seis títulos, ultrapassando o Grêmio. A segunda: sagrou-se o primeiro clube a conquistar o bicampeonato consecutivo. Considerando que, entre 1989 e 2000, e novamente a partir de 2013, tal feito era possível, mas nunca havia ocorrido, trata-se de uma façanha memorável.

Como integrante da Libertadores, a Raposa iniciou sua trajetória já nas oitavas de final, saltando as quatro fases iniciais. Naquele ano, o regulamento trouxe uma novidade impactante: o fim da regra do gol fora de casa em todas as etapas. O primeiro adversário cruzeirense foi o Athletico-PR. Após vencer por 2 a 1 na Arena da Baixada, o Cruzeiro garantiu a classificação com um empate por 1 a 1 no Mineirão.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Santos. Na ida, na Vila Belmiro, a equipe mineira venceu por 1 a 0. No jogo de volta, em Belo Horizonte, os santistas devolveram a derrota ao vencerem por 2 a 1, levando a decisão para os pênaltis. Foi então que a estrela do goleiro Fábio brilhou: com três defesas espetaculares, ele garantiu a vitória por 3 a 0 e colocou o time na semifinal.

Na semi, o Cruzeiro reencontrou o Palmeiras, alimentando uma das maiores rivalidades da história da competição. No jogo de ida, no Allianz Parque, a Raposa foi estratégica e voltou para casa com uma vitória por 1 a 0. Na volta, no Mineirão, o empate por 1 a 1 confirmou o time azul em sua oitava final de Copa do Brasil.

O adversário na decisão foi o Corinthians, que chegava após eliminar Vitória, Chapecoense e Flamengo. A primeira partida ocorreu no Mineirão. Curiosamente, a Raposa ainda não havia vencido em casa naquela edição, mas conquistou o triunfo justamente quando mais precisava: 1 a 0, com gol de Thiago Neves. Com a vantagem mínima, o Cruzeiro foi a São Paulo e, na Neo Química Arena, neutralizou o adversário explorando seus erros. Com gols de Robinho e De Arrascaeta (um dia após atravessar o mundo para servir à seleção uruguaia), o Cruzeiro venceu por 2 a 1 e sagrou-se hexacampeão.

A campanha do Cruzeiro:
8 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Vinnicius Silva/Cruzeiro

Palmas Campeão Tocantinense 2018

O ano de 2018 foi de muitas quebras de jejuns nos estaduais, e o Palmas foi o último clube a conseguir este feito, acabando com 11 anos de fila no Tocantins. Na primeira fase, o time tricolor teve com cinco vitórias, cinco empates e duas derrotas, e fez a terceira melhor campanha entre os sete participantes. Na semifinal contra o Tocantinópolis, venceu os dois jogos por 1 a 0 e se classificou para a final. 

Contra o Gurupi, empate fora de casa em 2 a 2 e vitória em casa por 2 a 1 concederam ao Palmas o sexto título tocantinense de sua história.


Foto Divulgação/Globoesporte.com/TO

Ypiranga-AP Campeão Amapaense 2018

Depois de 14 anos, o Ypiranga volta a comemorar o título do estadual no Amapá. Na competição mais curta entre as 27 do Brasil, o Negro-Anil fez quatro jogos na primeira fase e terminou na segunda posição entre os cinco participantes. Com duas vitórias, um empate e uma derrota, foi para a semifinal. 

Contra o Trem, o Clube da Torre encaminhou a classificação na ida ao vencer por 3 a 0. Depois de empatar sem gols na volta, se classificou para a final contra o Santos, que vinha embalado pelo seu pentacampeonato recente.

Mas o Ypiranga não deu refresco ao rival, empatou o primeiro jogo em 0 a 0 e o segundo jogo em 1 a 1, levando a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, o time não perdeu nenhuma e venceu por 4 a 1, vencendo seu nono título na história.


Foto Rosivaldo Nascimento

Real Ariquemes Campeão Rondoniense 2018

O Real Ariquemes se consolida na hegemonia do Campeonato Rondoniense ao conquistar o bicampeonato. O estadual foi simples, com dois turnos e o campeão de cada fazendo a semifinal com os times de melhor campanha.

No primeiro turno, o Real fez uma campanha irregular, terminando na sexta posição entre oito equipes. Com sete pontos, fez metade que o vencedor Vilhenense. O time melhorou no segundo turno e fez 16 pontos, superou no saldo de gols o Rondoniense e se classificou. Na semifinal enfrentou o próprio Rondoniense, que eliminou com vitórias de 1 a 0 e 3 a 2.

Na final o adversário foi o Barcelona, reeditando "El Clásico" do ano anterior. Na ida, em Vilhena, empate por 1 a 1. A volta foi em Ariquemes e o Real venceu por 1 a 0, conquistando assim o segundo estadual de sua história.


Foto Alexandre Almeida/FFRO

São Raimundo-RR Campeão Roraimense 2018

Só dá São Raimundo em Roraima. O Mundão se sagrou tricampeão estadual e confirmou a atual hegemonia no estado. Venceu o primeiro turno com 100% de aproveitamento, com três vitórias no seu grupo e na final contra o GAS (aquele mesmo que tentou um dia tomar o lugar do Íbis). Se manteve invicto no segundo turno, indo para outra final com duas vitórias e dois empates.

Na final contra o Baré, empate em 2 a 2 e vitória por 3 a 0 nos pênaltis. Campeão dos dois turnos, o São Raimundo faturou o título roraimense antecipado e invicto. É a nona conquista do clube alviceleste.


Foto Divulgação/São Raimundo-RR

América-MG Campeão Brasileiro Série B 2017

A grande atração da Série B de 2017 foi a presença do Internacional. Pela primeira vez em sua história, o clube gaúcho disputava a competição, fruto de um inédito rebaixamento no ano anterior. Contudo, o clube que verdadeiramente ditou o ritmo na segunda divisão foi o América-MG. Após 20 anos da sua primeira conquista nacional, o Coelho alcançaria o tão sonhado bicampeonato do torneio.

Os primeiros passos da equipe mineira foram discretos, registrando empates em 0 a 0 contra o Náutico na Arena Pernambuco, e em 1 a 1 diante do Goiás, no Independência. A primeira vitória só foi desencantada na terceira rodada, por 3 a 1 sobre o Criciúma, no Heriberto Hülse. A primeira derrota veio logo na partida seguinte, ao sofrer um 2 a 0 para o Paysandu, em Belo Horizonte.

A engrenagem americana encaixou em definitivo a partir da sétima rodada. Após arrancar um empate em 1 a 1 contra o Internacional, em casa, o Coelho iniciou uma sequência de 12 partidas de invencibilidade. A excelente fase culminou na tomada da liderança pela primeira vez na 16ª jornada, após golear o Figueirense por 4 a 2 no Independência. O time mineiro virou o turno na ponta da tabela, mas acabou ultrapassado pelo Colorado na 22ª rodada, após um empate sem gols contra o Criciúma.

A resposta foi imediata. No compromisso seguinte, o América recuperou a ponta ao bater o Paysandu por 1 a 0 no Mangueirão. A disputa ponto a ponto com o Internacional seguiu forte: os gaúchos reassumiram o topo na 24ª rodada, enquanto os mineiros empatavam em 1 a 1 com o Ceará no Castelão. O Coelho guardou o fôlego para dar o bote final na 35ª rodada, quando a vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense, no Orlando Scarpelli, devolveu a primeira posição aos mineiros e, de quebra, confirmou o acesso à elite.

América e Internacional arrastaram a disputa pelo título até a última rodada. Os gaúchos cumpriram seu papel ao vencerem o Guarani em Porto Alegre, restando secar o rival. Para soltar o grito de campeão sem depender de outros resultados, o Coelho precisava vencer o CRB no Independência. Em uma partida tensa e com o estádio lotado, o gol da vitória por 1 a 0 veio testando o coração da torcida, anotado pelo zagueiro e capitão Rafael Lima.

O América consagrava-se bicampeão da Série B sob o comando de Enderson Moreira, fechando uma campanha irretocável de 73 pontos com 20 vitórias, 13 empates e cinco derrotas. O Internacional ficou com o vice-campeonato somando 71 pontos, enquanto Ceará e Paraná completaram o G-4.

A campanha do América-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Mourão Panda/América-MG

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série B 2016

A Série B de 2016 ficou marcada, mais uma vez, pela presença do Vasco, a terceira participação do gigante carioca em um intervalo de sete anos. No início, a impressão geral era de que o clube dominaria o campeonato com facilidade. Porém, quem correu por fora, apresentou o futebol mais sólido e soltou o grito de campeão no final foi o Atlético-GO.

A competição começou com o pé direito para o Dragão, que venceu por 1 a 0 o Oeste. O time de Itápolis vivia uma fase nômade e mandou aquela partida em Catanduva. Na segunda rodada, os goianos debutaram diante de sua torcida batendo o Brasil de Pelotas, também por 1 a 0, no Serra Dourada. Um dos pouquíssimos tropeços do rubro-negro na competição aconteceu na quinta rodada: derrota por 3 a 2 para o Luverdense, no Passo das Emas.

O Atlético fechou o primeiro turno na vice-liderança. O Vasco liderou as 19 rodadas iniciais e parecia inalcançável, mas o Dragão manteve-se firme em sua perseguição, aguardando um momento de oscilação do rival. O grande trunfo dos goianos veio na 28ª rodada: a entrega do reformado Estádio Olímpico de Goiânia. A nova casa foi inaugurada com um empate em 1 a 1 diante do Joinville, mas logo se transformaria em um caldeirão.

Na rodada seguinte, o esperado tropeço vascaíno aconteceu diante do Paysandu. Extremamente ligado no campeonato, o Atlético fez a sua parte ao vencer o CRB por 2 a 1 no Rei Pelé, em Maceió, assumindo finalmente a liderança. Empurrado pela atmosfera do novo estádio e exibindo grande competitividade, o rubro-negro controlou as emoções nas nove rodadas restantes e não cedeu um milímetro na ponta da tabela.

O acesso do Dragão foi carimbado com três rodadas de antecedência, na 35ª rodada, após uma grande vitória por 3 a 2 sobre o Londrina no Estádio do Café. Na partida seguinte, um triunfo por 5 a 3 sobre o Tupi, no Olímpico, garantiu matematicamente o título da Série B.

Mesmo com a taça garantida, o time comandado por Marcelo Cabo manteve o ritmo e venceu os dois jogos restantes. O Atlético-GO encerrou a competição com 76 pontos, distribuídos em 22 vitórias, dez empates e seis derrotas. O time abriu uma folgada vantagem de dez pontos sobre o vice-campeão Avaí. O Vasco, sob fortes críticas e desconfiança de sua torcida, terminou na terceira posição, enquanto o Bahia completou o G-4.

A campanha do Atlético-GO:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 60 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Weimer Carvalho/O Popular

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2015

Mais uma temporada de Série B contou com a presença de um participante do grupo dos 12 grandes. Em 2015, após uma temporada turbulenta no ano anterior, o Botafogo encarava o segundo rebaixamento de sua história. Se na primeira passagem, em 2003, o clube havia retornado como vice-campeão, desta vez a história seria escrita com o troféu nas mãos.

A estreia do Fogão foi positiva e deu o tom da campanha: uma vitória por 1 a 0 sobre o Paysandu, no Mangueirão, em Belém. O topo da tabela foi alcançado pela primeira vez na quinta rodada, após o triunfo por 2 a 1 sobre o Paraná, na Vila Capanema.

A primeira derrota alvinegra só aconteceu na nona partida, por 4 a 2 para o Macaé, no Moacyrzão mas o resultado não tirou os cariocas da liderança. O Botafogo sustentou o posto até a 17ª rodada, quando a derrota por 1 a 0 diante do Santa Cruz, no Arruda, permitiu que o Vitória assumisse a primeira posição. 

Nesse meio-tempo, a diretoria botafoguense promoveu uma mudança no comando técnico, substituindo Renê Simões por Ricardo Gomes. Sob nova direção na beira do campo, o alvinegro assimilou o golpe, manteve a regularidade e fechou o primeiro turno na vice-liderança.

A soberania baiana na ponta da tabela durou até a 22ª rodada. Em uma atuação de gala no Engenhão, o Botafogo goleou o Atlético-GO por 4 a 0 e recuperou a liderança isolada, para não largar mais até o fim do campeonato. O tão esperado retorno à elite do futebol nacional foi confirmado na 35ª rodada. Jogando no Mato Grosso, o Glorioso venceu o Luverdense por 1 a 0, no Estádio Passo das Emas.

Duas semanas depois, na 37ª partida, veio a consagração definitiva: o título nacional foi selado com uma vitória por 2 a 1 sobre o ABC. Curiosamente, a partida da taça aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, já que o clube potiguar, já rebaixado, optou por vender o mando de campo que originalmente seria em Natal.

O elenco campeão mesclou a liderança do goleiro de seleção brasileira Jefferson, a consistência de Willian Arão, a técnica de Daniel Carvalho e a velocidade de Neílton e do uruguaio Navarro. O Botafogo fechou a Série B com 72 pontos conquistados com 21 vitórias, nove empates e oito derrotas. Conquistaram o passaporte para a primeira divisão ao lado do Fogão as equipes do Santa Cruz, do Vitória e do América-MG.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 60 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Vítor Silva/Botafogo

Joinville Campeão Brasileiro Série B 2014

A Série B de 2014 foi uma das edições mais equilibradas da história dos pontos corridos, com a disputa pelas posições definida ponto a ponto e as vagas no G-4 confirmadas apenas nas rodadas finais. No topo dessa batalha ficou o Joinville, que sagrou-se campeão e garantiu o retorno à elite do futebol nacional pela primeira vez desde 1986.

O início do JEC no campeonato foi avassalador, com cinco vitórias consecutivas. A sequência perfeita só foi freada na sexta rodada, com um empate sem gols diante do Atlético-GO no Serra Dourada, resultado que custou a liderança. O Coelho recuperou a ponta na 11ª partida, ao vencer o Ceará por 3 a 1 em pleno Castelão, em Fortaleza. Porém, no jogo seguinte, a equipe catarinense perdeu por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, perdendo a posição para os concorrentes Ceará e América-MG.

O roteiro de "ganha e perde" na liderança estendeu-se pelo segundo turno. O Joinville voltou ao primeiro lugar na 20ª rodada, após vencer a Portuguesa por 2 a 1 no Canindé. Duas rodadas depois, o empate em 1 a 1 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, tirou novamente o Coelho do topo, posto que acabou assumido pelo Avaí. A liderança retornou aos braços dos catarinenses pela quarta vez na 24ª rodada, graças ao triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-GO na Arena Joinville.

O fôlego foi testado novamente na 26ª rodada, quando o JEC perdeu por 2 a 0 para o Vasco em São Januário e cedeu o primeiro lugar para a Ponte Preta. O time paulista parecia caminhar firme para quebrar o seu histórico tabu de títulos, mas o Joinville reagiu no momento certo. Na 34ª rodada, a festa foi dupla: Joinville e Ponte Preta carimbaram matematicamente o acesso à Série A. O Coelho garantiu sua vaga ao vencer o Sampaio Corrêa por 2 a 1 em São Luís.

Na rodada seguinte, os dois melhores times do campeonato fizeram um confronto direto com atmosfera de final na Arena Joinville. O JEC impôs sua força e venceu a Macaca por 3 a 1, recuperando a liderança em definitivo.

O título nacional foi conquistado na última rodada, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Oeste em Itápolis, já que a Ponte Preta também tropeçou. Sob o comando de Hemerson Maria, o elenco fechou a vitoriosa campanha com 70 pontos em 21 vitórias, sete empates e dez derrotas. A Ponte Preta ficou com o vice-campeonato ao somar 69 pontos, enquanto Vasco e Avaí completaram o G-4 dos promovidos à elite.

A campanha do Joinville:
38 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 10 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Divulgação/Gazeta Press

Palmeiras Campeão Brasileiro Série B 2013

O Palmeiras sofreu o segundo rebaixamento de sua história em 2012, o que resultou em sua terceira participação na Série B do Campeonato Brasileiro em 2013, seguindo o que ocorreu em 2003 e em 1981, quando o clube disputou a Taça de Prata, uma espécie de qualificação no mesmo ano para a primeira divisão. Dez anos após erguer o primeiro troféu, o alviverde entrava na competição com a pesada e indiscutível obrigação de garantir o acesso e o título o mais rápido possível.

A estreia palmeirense foi positiva, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO em Itu, partida que o clube mandou no interior paulista devido a uma punição de perda de mandos de campo herdada do ano anterior. Na segunda rodada, o Verdão assumiu a liderança provisória ao bater o ASA por 3 a 0, em Arapiraca.

O início foi muito promissor, mas a Série B mostrou a sua cara no terceiro compromisso: uma derrota por 1 a 0 para o América-MG, em São Paulo, que tirou o Verdão temporariamente do topo. O posto passou a ser ocupado primeiro pelo Figueirense e, logo depois, pela surpreendente Chapecoense.

O Palmeiras precisou de paciência e regularidade para caçar os líderes. O retorno definitivo à liderança aconteceu na 16ª rodada, após um sofrido triunfo por 3 a 2 sobre o Paysandu, no Pacaembu. Sob o comando de Gilson Kleina, o Verdão virou o turno na ponta da tabela e ditou o ritmo rumo ao seu objetivo.

Com o Pacaembu transformado em sua fortaleza ao longo do ano, o acesso palmeirense foi conquistado com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, um empate sem gols contra o São Caetano selou matematicamente o retorno do clube à elite do futebol nacional.

Quatro partidas mais tarde, no mesmo Pacaembu, a torcida pôde soltar o grito de campeão: uma vitória sem problemas por 3 a 0 sobre o Boa Esporte garantiu o troféu. O time alviverde, que contava com a liderança técnica de Jorge Valdivia e o oportunismo de Alan Kardec, levantou o seu bicampeonato na Série B.

Ao final das 38 rodadas, o Palmeiras somou 79 pontos, com 24 vitórias, sete empates e ssete derrotas, abrindo sete pontos de vantagem sobre a vice-campeã Chapecoense. Completaram o G-4 e subiram de divisão as equipes do Sport e do Figueirense.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 24 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 71 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Ramon Bitencourt/Lancepress

Goiás Campeão Brasileiro Série B 2012

A Série B de 2012 entrou para a história como uma das edições mais implacáveis na briga pelas vagas de acesso. O nível técnico foi tão elevado que cinco equipes ultrapassaram a marca dos 70 pontos, embora apenas quatro pudessem subir. Entre os destaques daquele ano estava o Goiás, que já amargava duas temporadas longe da elite e precisou engatar uma arrancada na reta final para ser bicampeão.

Porém, o cartão de visitas do Esmeraldino foi desastroso: uma goleada sofrida por 5 a 2 para o América-RN, em Natal. A reabilitação começou a ser desenhada na quarta rodada (o terceiro jogo do clube de fato), com uma vitória por 1 a 0 sobre o CRB, no Serra Dourada.

A partir dali, o Goiás se arrumou e passou a colecionar grandes atuações, incluindo uma vitória por 4 a 3 sobre o Vitória na sétima rodada e uma goleada por 6 a 0 sobre o Ipatinga, em Minas Gerais, pela 15ª rodada. Apesar do excelente desempenho, o Goiás não chegou a assumir a liderança no primeiro turno, que ficou marcado por um duelo particular entre Criciúma e Vitória.

Enquanto catarinenses e baianos se revezavam na ponta, o Goiás manteve a regularidade sob o comando de Enderson Moreira, vencendo confrontos diretos, como o 1 a 0 sobre o Criciúma no Serra Dourada, na 24ª rodada. Aproveitando os tropeços dos concorrentes pelo caminho, a liderança esmeraldina foi finalmente conquistada na 32ª rodada, após golear o ASA por 4 a 0 em Goiânia.

A empolgação sofreu uma pequena pausa na partida seguinte, quando a derrota por 3 a 2 para o ABC tirou o time goiano momentaneamente do primeiro lugar, polarizando a disputa final com o Criciúma. A resposta ao tropeço foi categórica: na 34ª rodada, um novo 4 a 0 sobre o Ipatinga, em casa, devolveu a primeira posição ao Esmeraldino, que não saiu mais de lá.

A volta para a elite do futebol brasileiro foi confirmada com duas rodadas de antecedência. Na 36ª partida, o Goiás bateu o Barueri por 3 a 0 no Serra Dourada. O título nacional foi comemorado na última rodada, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Joinville diante de sua torcida. 

O Esmeraldino fechou a competição com 78 pontos somados em 23 vitórias, nove empates e seis derrotas. O Criciúma foi vice com 73 pontos, enquanto Athletico-PR e Vitória também subiram com 71 pontos. Essa pontuação estabeleceu a linha de corte mais alta já registrada na Série B, uma vez que o São Caetano igualou os mesmos 71 pontos, mas acabou fora do G-4 pelos critérios de desempate.

A campanha do Goiás:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 75 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Portuguesa Campeã do Brasileiro Série B 2011

Dona de uma das campanhas mais espetaculares da história da Série B, a Portuguesa de 2011 recebeu um apelido surreal: Barcelusa. A comparação bem-humorada com o lendário Barcelona de Pep Guardiola justificava-se pela extrema facilidade com que a equipe envolvia seus adversários e vencia os jogos. Aquela caminhada foi uma grande mostra de bom futebol de um clube tradicional que, atualmente, encontra-se longe dos bons momentos.

Longe das tempestades políticas e financeiras que a assombrariam no futuro, a Lusa deu mostras de seu poderio logo na rodada de abertura. Sob as arquibancadas do Canindé, goleou o Náutico por um sonoro 4 a 0. No compromisso seguinte, assumiu a liderança temporária após empatar em 1 a 1 com o Paraná, fora de casa. Um dos raríssimos tropeços da equipe aconteceu logo na terceira rodada: um revés por 3 a 2 para o ABC, em São Paulo.

A Portuguesa passou algumas rodadas observando o topo de fora, mas recuperou o protagonismo na sétima rodada, quando goleou o Goiás por 4 a 1 em pleno Serra Dourada. A única derrota dos paulistas como visitantes em todo o campeonato aconteceu na nona rodada: um 2 a 0 para o ASA, no calor de Arapiraca. A resposta veio no jogo seguinte: a liderança foi retomada em definitivo com a vitória por 1 a 0 sobre o Salgueiro, no Canindé. Dali em diante, o rubro-verde blindou o primeiro lugar da Série B, virou o turno na ponta e partiu com autoridade rumo à elite.

A volta para a primeira divisão foi confirmada com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, a Lusa venceu o Americana (clube nômade que viria a ser o Guaratinguetá) por 3 a 2 no Estádio Décio Vitta. Três partidas mais tarde, a consagração veio dentro do Canindé: o empate em 2 a 2 com o Sport garantiu matematicamente a taça da Série B, o primeiro título nacional da história da Portuguesa.

O esquadrão comandado por Jorginho Cantinflas, que contava com o Weverton no gol, a Marcelo Cordeiro na defesa, Ananias no meio-campo e Edno no ataque, encerrou sua participação com números assustadores. Foram 81 pontos conquistados em 23 vitórias, 12 empates e meras três derrotas em 38 rodadas.

Com um aproveitamento espetacular de 71%, a Barcelusa cruzou a linha de chegada com impressionantes 17 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Náutico. Completaram o G-4 e carimbaram o acesso à elite as equipes da Ponte Preta e do Sport.

A campanha da Portuguesa:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 82 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Renato Pizutto/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2010

Após sofrer um doloroso rebaixamento no ano de seu centenário, o Coritiba retornou à Série B em 2010. Calejado pelas experiências recentes na competição, o alviverde sabia exatamente qual era o mapa da mina para garantir um retorno rápido e consistente à elite do futebol nacional.

Contudo, os primeiros passos do Coxa no campeonato não foram fáceis. A estreia registrou uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos. Na sequência, a equipe amargou dois empates consecutivos: 1 a 1 com o América-MG, no Couto Pereira, e 2 a 2 com a Portuguesa, no Canindé. A primeira vitória só foi desencantada na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Brasiliense, diante de sua torcida.

A partir desse triunfo, o time comandado por Ney Franco engrenou uma sólida sequência de invencibilidade. O esforço culminou com a chegada à liderança na 11ª rodada, após uma vitória fora de casa por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Serra Dourada.

O Coritiba sustentou o primeiro lugar até a 15ª rodada, quando teve seu pior desempenho no torneio ao ser goleado por 5 a 1 pelo Ipatinga, em Minas Gerais. O baque fez com que o Coxa oscilasse na reta final do primeiro turno, virando a metade do campeonato atrás do líder Figueirense.

A engrenagem alviverde voltou a encaixar perfeitamente no segundo turno. A briga pelo título esquentou de vez na 23ª rodada: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense, na Boca do Jacaré, recolocou o clube paranaense no topo da tabela. Dali até o fim da competição, o Coritiba não deu mais chances aos rivais, mantendo a ponta e abrindo vantagem na liderança.

O retorno para a Série A do Brasileirão foi oficialmente carimbado com três rodadas de antecedência. Na 35ª jornada, o Coxa venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, em São Januário. Duas semanas depois, na 37ª rodada, a taça foi conquistada no empate em 2 a 2 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.

Com o troféu garantido, o Coritiba consolidava-se como o terceiro clube a se tornar bicampeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, juntando-se a Paraná e Paysandu. A campanha vitoriosa do elenco, que contava com o faro de gol de Marcos Aurélio e a velocidade de Rafinha. fechou com 71 pontos, obtidos com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. No fim das contas, acompanharam o Coxa na subida para a elite o Figueirense, o Bahia e o América-MG.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 69 gols marcados | 49 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Gazeta do Povo

Vasco Campeão Brasileiro Série B 2009

O Vasco conheceu o seu primeiro rebaixamento no Brasileirão em 2008 e, no ano seguinte, desembarcou pela primeira vez no território da Série B. A essa altura, a competição já estava consolidada no formato de pontos corridos com 20 participantes. A missão do Cruz-maltino era exatamente a mesma de outros gigantes que haviam passado pelo mesmo drama recentemente: retornar à elite do futebol nacional logo na primeira oportunidade.

A estreia da equipe carioca foi positiva, garantindo uma vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense em São Januário. O gosto da liderança veio logo na terceira rodada, após fazer 3 a 0 sobre o Atlético-GO, em casa. No entanto, o cartão de visitas da Série B veio no jogo seguinte: uma derrota por 3 a 1 para o Paraná, na Vila Capanema, que tirou o Vasco do topo.

O time passou por um breve período de instabilidade na sequência, oscilando em algumas rodadas longe da ponta e vendo Guarani e Atlético-GO assumirem o protagonismo inicial. A virada de chave começou na 10ª rodada, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, em São Januário. Esse resultado iniciou a  arrancada vascaína sob o comando de Dorival Júnior. O topo da tabela foi definitivamente recuperado no fechamento do primeiro turno, na 19ª rodada, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga diante de sua torcida. Dali em diante, ninguém mais conseguiu acompanhar o ritmo do Vasco.

Com São Januário e Maracanã frequentemente lotados pelo apoio em massa de sua torcida, o acesso do Cruz-maltino foi oficialmente conquistado na 34ª rodada, após uma vitória por 2 a 1 sobre o Juventude, no Maracanã. Duas semanas depois, na 36ª rodada, a taça foi assegurada no mesmo palco, com um novo triunfo por 2 a 1, dessa vez sobre o América-RN.

A equipe, que mesclava a segurança do goleiro Fernando Prass, os gols do artilheiro Elton e o surgimento de jovens talentos da base como Philippe Coutinho e Alan Kardec, sagrou-se campeã com uma campanha expressiva: 76 pontos conquistados em 38 jogos, somando 22 vitórias, dez empates e seis derrotas.

Ao final das 38 rodadas, o Vasco sustentou uma vantagem de sete pontos sobre o vice-campeão Guarani, que também carimbou o acesso ao lado de Ceará e Atlético-GO. De todas as vezes em que o Gigante da Colina precisou disputar a segunda divisão em sua história, a campanha de 2009 permanece, de longe, como a mais sólida e incontestável de todas.

A campanha do Vasco:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 58 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Alex Carvalho/AGIF

Altos Campeão Piauiense 2018

O Altos conquista pela segunda vez na história o Campeonato Piauiense. O bicampeonato veio após uma competição curta, com apenas seis participantes.

O Jacaré terminou a primeira fase na liderança, em uma disputa ponto a ponto com o River. Foram 23 pontos em dez rodadas, um a mais que o adversário. Na semifinal, dois jogos contra o 4 de Julho, com derrota por 3 a 1 na ida, e vitória pelo mesmo placar na volta.

O saldo de gols colocou o Altos na final contra o River. No Albertão, empate sem gols. O título foi confirmado dentro do Estádio Felipão, com a vitória por 4 a 2.


Foto Elziney Santos/FFP

Sergipe Campeão Sergipano 2018

O Sergipe levantou a taça de campeão estadual pela 35ª vez em 2018, com uma boa campanha do início ao fim. Na primeira fase, o time ficou em primeiro entre os dez participantes, com sete vitórias, um empate e uma derrota. No hexagonal da segunda fase, o Gipão perdeu um pouco a frente, mas conseguiu a segunda posição na rodada final.

A final foi em dois jogos contra o Itabaiana. No primeiro jogo, empate em 1 a 1 no Etelvino Mendonça. O segundo jogo foi em Aracaju, no Batistão, e terminou sem gols. Por conta do gol marcado fora de casa, o Sergipe comemorou mais um título do Sergipano.


Foto Divulgação/Anova Revista

Rio Branco-AC Campeão Acreano 2018

O Rio Branco-AC reconquista a hegemonia do campeonato estadual do Acre. O time é de longe o maior vencedor do torneio, agora com 47 títulos. O Estrelão começou bem a competição, liderando o seu grupo no primeiro turno. Mas perdeu para o Galvez na semifinal.

No segundo turno, o time se recuperou da derrota, tornou a liderar o grupo A, e dessa vez não deu chance ao azar. Eliminou nos pênaltis o Humaitá, na semifinal, e venceu o Atlético-AC por 1 a 0 na final.

A grande decisão foi contra aquele mesmo Galvez, em dois jogos no Estádio Florestão. Mesmo com a vantagem da melhor campanha, o Rio Branco empatou a ida em 2 a 2, e venceu a volta por 3 a 0, conquistando assim mais um título para a extensa galeria.


Foto Divulgação/FFAC

Moto Club Campeão Maranhense 2018

O Moto Club se tornou pela 26ª vez campeão no Maranhão. Uma competição relativamente tranquila para o Papão. Líder da primeira fase com quatro vitórias e três empates em sete partidas, enfrentou o rival Maranhão na semifinal. Empates em 0 a 0 e em 1 a 1 classificaram o Moto para a final, contra o Imperatriz.

Logo no jogo de ida, no Castelão, o Moto Club selou sua sorte ao vencer por 3 a 0. A derrota por 2 a 1 no Frei Epifânio não tirou o título das mãos do clube rubro-negro, que só não foi campeão invicto por detalhe.


Foto Antônio Pinheiro/Correio Popular

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 2018

Demorou, mas enfim o Operário-MS pode voltar a comemorar o título estadual. Foram 21 de jejum, até que o time pudesse chegar ao seu 11º título sul-mato-grossense (tem ainda mais quatro por Mato Grosso). O Galo ficou na liderança do seu grupo na primeira fase, e se credenciou no mata-mata com a para jogar por resultados iguais.

Nas quartas de final, enfrentou o Urso, o qual eliminou com dois empates em 1 a 1. Na semifinal, o adversário foi o Sete de Dourados, e a classificação veio com duas vitórias, por 1 a 0 em Dourados, e por 2 a 1 em Campo Grande.

A final foi contra o então campeão, o Corumbaense. O Operário acabou perdendo na ida em Corumbá, por 1 a 0, mas tinha o benefício do saldo de gols zerado. No Morenão, o Galo devolveu o placar, e deu a sonhada volta olímpica, que não acontecia desde 1997.


Foto Divulgação/Operário-MS

Cuiabá Campeão Mato-Grossense 2018

O Cuiabá tem se tornado na principal força do futebol do Mato Grosso em 2018. O time venceu o estadual pela oitava vez, e é o principal ganhador deste século. Invicto na primeira fase, o Dourado se classificou na liderança com oito vitória e um empate.

Nas quartas de final, enfrentou o Dom Bosco, (que perdeu 16 pontos no tribunal e passou de fase com pontuação negativa!) empatando sem gols na ida e vencendo por 1 a 0 na volta. Na semifinal, o adversário foi o União Rondonópolis, o qual goleou por 4 a 0 fora de casa, e segurou empate em 1 a 1 na Arena Pantanal.

A final foi a repetição do ano passado, entre Cuiabá e Sinop. Mas diferentemente do que foi a anterior, decidida nos pênaltis, nesta o Dourado não deu chances ao rival. Aplicou 2 a 0 no Gigante do Norte, e 3 a 1 na Arena Pantanal. O Cuiabá sagrou-se campeão invicto.


Foto Fablício Rodrigues/ZF Press/Cuiabá

Botafogo-PB Campeão Paraibano 2018

O Botafogo chegou ao bicampeonato na Paraíba. O time ficou na segunda posição do seu grupo na primeira fase, fazendo campanha invicta, mas terminando abaixo do Campinense.

O Belo foi para a segunda fase, onde enfrentou o Sousa. Perdeu a ida por 1 a 0, mas venceu a volta por 3 a 1 e se classificou para a semifinal. Contra o Treze, duas vitórias, por 2 a 1 no Almeidão, e por 1 a 0 no Amigão.

A final foi contra o Campinense, e o Botafogo começou em desvantagem, perdendo por 1 a 0 em Campina Grande. Em João Pessoa, o time alvinegro conseguiu reverter e vencer por 2 a 0. Este é o 29º título estadual do clube.


Foto Divulgação

Guarani Campeão Paulista Série A2 2018

O Guarani está de volta na elite do futebol paulista. Após cinco anos de estágio na Série A2, o time de Campinas sagrou-se campeão da Série A2, título que o clube já havia conquistado em 1949. O Bugre fez por merecer a conquista, desde o início mostrou ser a melhor equipe entre as 16 participantes.

A trágica morte do goleiro Wallace entristeceu, mas não abalou o objetivo do clube, líder da primeira fase com 31 pontos sem 16 jogos. Na semifinal, o Guarani encarou o XV de Piracicaba. O acesso foi obtido com empate em 0 a 0 no Barão de Serra Negra, e vitória por 1 a 0 no Brinco de Ouro.

A final foi contra o Oeste, o outro clube que sobe de divisão. A decisão foi em jogo único, em Campinas, e o Bugre tomou conhecimento do adversário, goleando por 4 a 0.


Foto Letícia Martins/Guarani